Uma vez estagiário, sempre estagiário.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O Feio

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Essa postagem é a tradução de uma história que encontrei na internet. Para lê-la na íntegra e em inglês, clique aqui.

Todo mundo que morava no meu condomínio sabia que foi o Feio. Feio era um gato de rua que morava lá.

Feio amava três coisas neste mundo: brigar, comer lixo, e podemos dizer que, amor. A combinação destas três coisas com a vida nas ruas tiveram alguns efeitos no Feio.

Podemos começar com o fato dele ter apenas um olho, e onde deveria ter o outro, tinha um buraco. Ele tinha perdido a orelha do mesmo lado, e sua pata esquerda aparentava ter sido quebrada e com o passar do tempo ela se curou em um ângulo errado, fazendo com que ela parecesse que ele sempre iria virar para o lado. Seu rabo era grande antes dele ter perdido, deixando apenas um pequeno cotoco, que ele sempre sacudia e balançava. Feio era um gato cinza escudo malhado do tipo listrado, exceto pelas suas feridas na cabeça e pescoço, além dos ombros com crostas grossas amarelas.

Todas as vezes que alguém via o Feio tinham a mesma reação. "Isso é um gato feio!". Todas as crianças eram alertadas para não tocar nele, e os adultos tacavam pedras nele, jogando água nele, esguichando água quando ele tentava entrar nas suas casas, ou fechava as portas em suas patas quando ele não saia.

Feio no entanto, tinha sempre a mesma reação. Se você virasse a mangueira tentando molhá-lo, ele ficava ali parado, ficando ensopado até que a pessoa desistisse ou saísse de perto. Se você jogasse coisas nele, ele vinha em sua direção e se roçava em suas pernas pedindo por perdão. Todas as vezes que ele via uma criança, ele sempre vinha correndo miando de maneira sincera e esfregava a sua cabeça nas mãos dela, implorando por um pouco de amor. Se você pegasse ele, imediatamente ele roçava na sua camiseta, orelhas, ou em qualquer lugar que ele pudesse tocar.

Um dia, Feio foi tentar dividir seu amor com alguns cachorros do vizinho. Eles não responderam de maneira gentil, e Feio estava seriamente machucado. Do meu apartamento eu podia ouvir seus berros e gritos, e eu tentei correr para socorrê-lo. Na hora em que cheguei ele já estava deitado, e eu já sabia que a triste vida do Feio estava chegando ao fim.

Feio estava deitado em um círculo molhado, suas costas e pernas traseiras estavam quebradas e torcidas, e uma gota de lágrima escorria pelo seu pelo branco. No momento em que peguei ele e tentei levar ele para casa, pude ouvi-lo gemendo ofegante, e pude ver ele lutando para sobreviver. Eu acho que deveria ter machucado ele quando tentei levá-lo.

Então eu senti um puxão familiar, uma sensação de lambida na minha orelha - Feio, mesmo com tanta dor, obviamente sofrendo e morrendo tentou lamber minha orelha. Eu o deixei mais perto de mim, e fiz carinho com a minha mão em sua cabeça, e vi ele virando o olho para mim, e pude ouvir o seu distinto ronronar. Mesmo com toda a dor, este feio e guerreiro gato estava pedindo por um pouco de afeição, talvez um pouco de compaixão.

Naquele momento percebi que Feio era a mais bela, amável criatura que eu já tinha visto na vida. Ele nunca tentou me morder ou arranhar, nem mesmo tentava sair de perto de mim, ou fugir de qualquer maneira. Feio apenas aceitou completamente que eu iria diminuir sua dor.

Feio morreu em minhas mãos antes mesmo de entrar em casa, mas eu fiquei sentado com ele por um tempo, pensando como um gato feio e deformado, pode alterar minha opinião sobre o que significa a verdadeira pureza de espírito, para amar totalmente e confiar. Feio me ensinou mais sobre se entregar e compaixão do que mil livros, aulas, ou entrevistas na televisão poderiam me ensinar, e por isso eu sou muito agradecido. Ele pode ter feridas por fora, mas eu tinha uma ferida por dentro, e já era tempo para eu mudar e aprender o que realmente é o amor verdadeiro e profundo. Para que eu me dê de maneira total para aqueles que me preocupo.

Muitas pessoas querem ser ricas, bem sucedidas, bem vistas, bonitas, mas para mim, eu sempre tentarei ser Feio.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Resumo do Desafio de 30 dias de resiliência

Escrito por with Sem comentários
Depois de alguns meses volto a postar aqui no blog. Senti saudades de estar ativo na blogosfera, mas infelizmente devido ao cotidiano e alguns acontecimentos na minha vida, fui obrigado a colocar algumas prioridades e o blog ficou como sendo uma das minhas últimas.

Vou voltar para fazer o resumo do desafio que fiz a mim mesmo sobre os 30 dias de resiliência e o que eu achei de colocar as metas diárias no papel.

Quando escrevemos nossas metas do dia, nossas obrigações ficam muito mais visíveis e mais fáceis de serem lembradas para que não esqueçamos; no entanto, uma coisa que muitas vezes não lembramos são os problemas que aparecem no meio do dia, e que nos fazem não cumprir certas obrigações impostas por nós mesmos no início da manhã. Quem tem o dia corrido sabe como é, você acorda, coloca suas obrigações no papel, toma um café um pouco mais demorado do que o normal, e pronto, aqueles cinco minutinhos a mais se transformam em um atraso de duas ou três horas no final do dia.

Colocar as metas diárias no papel é interessante para que seja mais fácil verificar o que fazemos diariamente, ou ao menos quase todos os dias, e tentar trabalhar para que possamos resolver esses pontos no período da manhã, assim ficamos livres para fazer aqueles que são mais específicos, ou os que demandam mais trabalho. Outro ponto positivo de se listar os afazeres diários, é saber em que período é mais fácil ou mais difícil de se concluir alguma meta, logo, conseguimos analisar o que ocorre no passar do tempo e saber quando iremos ter problemas ou não, de terminar nossa lista.

Entretanto, encontrei um ponto negativo muito forte ao escrever as metas, que é, desmotivação. Abrir o blog, pensar nos afazeres e colocar eles no papel, sabendo que fazem dois ou três dias que não consigo terminar nem metade do que está na lista, é muito desmotivador, pois parece que a lista é uma amostra da sua falta de comprometimento consigo, mesmo que isso não seja uma realidade.

Outro ponto negativo é tentar encontrar um jeito de enquadrar em um dia, uma atividade que é maior que este período, já que existem algumas atividades que ao se colocar nas metas diárias se tornam tão subjetivas que fica difícil falar se foram ou não terminadas, ou até mesmo feitas, devido a uma falta de parâmetros para se basear.

Por fim, acredito que o desafio foi uma experiência muito boa para que eu pudesse deixar meu dia a dia mais bem organizado e para que fosse mais fácil chegar na hora de dormir e sentir a sensação de dever cumprido, além de trabalhar meu psicológico e de ajudar a conseguir descobrir mais sobre mim mesmo a fim de desenvolver melhor meu auto conhecimento. Recomendo a todos que seja feito o desafio, para que assim, ele se transforme em algo tão forte em você, que não seja mais necessário colocá-lo no papel.

Uta!