Uma vez estagiário, sempre estagiário.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Décima Quinta Lei

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Marcelo bateu em minha porta. Achei estranho por conta da hora, mas abri mesmo assim. Antes que eu pudesse dizer algo, ele a empurrou e entrou apontando o dedo para mim, dizendo:

- Foi você que disse ao chefe que tinha roubado metade do estoque dele, não foi?

- Que história é essa, Marcelo?

- Você sabe muito bem! Eu estava tentando trocar o estoque pois os produtos estavam quase vencendo, e você foi lá para o chefe e disse que vendi para o concorrente. Fez tudo isso para que pudesse passar a perna em mim! Eu sei que o nosso santo não bate, mas isso já é demais!

- Escute Marcelo, sei que está bravo e não sei por que você está desconfiando de mim, mas pense um pouco. O que eu ganharia te tirando do seu cargo dessa maneira, e ainda sim, sabendo o que você estava fazendo?

- Não sei, diga você!

- Não fui eu. Foi o Diego e você sabe disso.

- Que maravilha! Apontando o dedo para a pessoa que disse que foi você! E em quem vou acreditar?

- Marcelo, acalme-se e veja os fatos. Se você cair, o chefe não confia cem porcento em mim, mas confia muito mais no Diego, ele que vê todas as mercadorias que entram e saem da empresa, porque ele cuida também da segurança. Não gosto de você e sempre disse isso, mas não tem o porque eu tentar acabar com você sendo que é um dos melhores profissionais da empresa. Veja, não tenho motivos para fazer isso, entretanto posso garantir que Diego sabia. Quer tirar a prova? Pergunte ao chefe, quem foi que falou, ou ainda para a secretária dele, quem foi lá falar com ele hoje.

Marcelo deu um passo para trás e ficou pensativo. O dedo ainda estava apontado para mim, mas não mais encostando em meu peito. Nunca gostei deste cara, sempre o coloquei na minha lista de inimigos, mas nunca faria uma coisa tão amadora como essa, muito pelo contrário, quando fui tentar ajudá-lo, não pude pois perdi o momento.

No dia seguinte, ele conversou com a secretária, que disse que Diego entrou no gabinete do chefe, e quando ambos saíram, o chefe estava possesso. Foi o necessário para ele saber que não tinha sido eu. Pediu desculpas, e agradeceu por ter tentando ajudar ele.

Daquele dia em diante, não tinha mais um inimigo dentro da empresa, mas sim, um grande companheiro. Já diria Abraham Lincoln, o melhor jeito de aniquilar um inimigo, é transformando-o em um amigo.

ANIQUILE TOTALMENTE O INIMIGO

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