Uma vez estagiário, sempre estagiário.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Algumas verdades contadas de maneira crua

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Você já parou para pensar o que te define? Já parou para pensar quem é você? Qual seria a resposta para está pergunta?


Antes de continuar a postagem, pare por alguns minutinhos e tente definir você... Algo como... Meu nome é José da Silva, tenho vinte anos... blá blá blá... Tome um tempo e tente encontrar uma frase que consiga te definir.







Se enquanto estiver respondendo a esta pergunta você utilizar o que tem de posse ou um estado (estar) ao invés de algum fato (ser), então sinto muito... A sua ideia de que é você, é apenas algo material, algo que se perderá com o tempo, algo mortal, algo banal.



Se você utilizou o que tem em sua posse para lhe definir, então meus parabéns, tudo o que é material, sua televisão, seu carro, sua casa, seu dinheiro, na verdade está te possuindo. Suas forças estão sendo drenadas por estes objetos.

Parece besteira, mas é a pura realidade. Quando nos definimos utilizando o que temos, acabamos colocando um pouco da nossa alma, de quem nós somos, naqueles objetos ou coisas, semelhante aos Horcrux dos livros do Harry Potter onde o Valdemort coloca parte de sua alma em pequenos objetos. Nos definindo desta maneira, apenas é uma amostra de que estamos tão ligados a estes objetos que pensamos duas ou três vezes antes de fazermos algo sem eles.

Duvida? Se você falou por acaso algo como, Dono de uma casa na Rua das Mangueiras ou Morador da Casa Amarela, então você pensa duas vezes antes de deixar este local para viver novas experiências. Se por acaso surgir uma possibilidade de emprego ou de um novo começo ou ainda de uma melhoria de vida em algum outro lugar que será necessário trocar de residência, você pensará duas ou mais vezes do que uma pessoa que não utilizou esta maneira para se definir.



Você não é o morador do apartamento quatorze, da Rua das Quitandas, muito menos o dono do Cruize 2013 estacionado na sua vaga de carro ou ainda os treze mil reais de sua conta, muito menos o seu cargo de gerente de compras. Isso são suas posses, são algo que não te define, são coisas materiais ou estados, que hoje você tem e amanhã pode não ter, então como você pode dizer que isso é algo seu, algo que te define?

Estamos acorrentados a estes objetos ou cargos, fardos que colocamos em nossas costas porque acreditamos que sem aquilo não podemos viver. Meu amigo, o seu carro não é o único carro do mundo, a sua casa não é o único abrigo, e seu dinheiro, simplesmente não é todos os bens de troca do universo, e seu emprego não é o mais badalado dos quatro cantos deste mundo, então pare de colocar tanto valor em algo que há preço.


Só depois que perdemos tudo
É que estamos livre para fazer o qualquer coisa
Está é a frase mais verdadeira do filme. Quando não se tem nada, é neste exato momento que você percebe quanto tempo você perdeu sobre a terra, quanto tempo você gastou inutilmente na sua vida, quanto tempo desperdiçado que poderia ser focado para aquilo que você tanto ama.

No contexto do filme, esta frase é falada com relação a bens materiais, mas eu vou mais além e digo que, quando você perde tudo, desde bens materiais a coisas intangíveis, como amor, esperança e fé, é que você está liberto a ver como o mundo realmente é.

Imaginamos que se formos pessoas legais, o mundo por obrigação será legal conosco, dando a ideia de fé. Acreditamos que o futuro nos trará algo bom, alguma coisa melhor do que hoje, em um lugar que não é onde vivemos agora, ou com pessoas diferentes das que estão ao nosso lado, pensando em esperança. Nos ludibriamos acreditando que o amor será sempre semelhante ao universo, etéreo, infinito e em constante expansão.

Essas coisas nos prendem a uma percepção totalmente distorcida do que é a nossa realidade, semelhante ao pássaro que está dentro da gaiola e sonha um dia poder tocar no tecido azul que fica acima da cabeça dele, que chamamos de céu. Para ele, o limite daquilo é alguns metros acima da gaiola, que um dia aquilo será sua realidade e que um dia o mundo irá recompensa-lo se ele comer todos os dias o alpiste e tomar água. É assim que as pessoas vivem, fazendo aquilo que não gostam, acreditando que um dia algo mudará.

Vou dizer algo para você. Não vai mudar, não com essa mentalidade essa ideia de inércia. Gosto de fazer a comparação da seguinte maneira. Parece que todo mundo está correndo a cem quilômetros por hora, segurando uma corda presa no chão no meio de um círculo. Essas pessoas ficam correndo neste círculo durante a vida inteira. Ficam deslumbradas quando vêem os caminhos trilhados por pessoas que soltaram a corda e saíram pela tangente, e acreditam que um dia elas poderão chegar lá, e por isso, elas correm mais rápido e mais rápido. Porém, essas mesmas pessoas tem medo de soltar da corda. A corda é o senso comum, os bens materiais, a zona de conforto, o local onde se vive, tudo aquilo que ancora você a ficar girando em volta daquilo. Você nunca conseguirá trilhar um novo caminho ou ao menos seguir aquele caminho que outra pessoa criou se você não soltar a porcaria da corda.




Se tem outra coisa que nos faz permanecer na inércia é a ideia de aceitação e o fato de querer agradar todo mundo e ter medo ou receio de ter inimigos.

Deixa eu te dizer uma coisa, o seu empregado ri das suas piadas não porque você é comediante, porque ele quer ser aceito por você e quer agradar a você, e tu, grande ser cabaço quer ser aceito por ele como um chefe legal, além de querer agradá-lo. Isso acontece quando você faz aquela idiotice para ser aceito pelos caras mais legais da sua classe, ou ainda é simpático com pessoas que você não gosta, para que eles achem que você é uma boa pessoa, ao invés de tentar ter empatia pelo mesmo. Sabe aquele dia que você deixou de falar lá na frente de todo mundo porque queria dar a oportunidade para outra pessoa? Não, você não é uma pessoa de bom coração, você teve medo de criar inimigos ou de não ser aceito, medo de ser uma bosta e ser motivo de chacota para sempre, ou ainda medo de ser foda, tão foda que mostraria que você não está no mesmo nível dos outros que te rodeiam.

Pare de achar que você conseguirá agradar gregos e troianos. Existem pessoas que nasceram para odiar, os vulgo haters, pessoas que não fazem nada da vida a não ser falar mal das pessoas, indiferente se são bem ou mal sucedidas, bem ou mal de vida, bem ou mau de caráter. Você com certeza já tem inimigos, só não sabe disso, ou finge não saber.

Outra coisa, pare de achar que você tem que agradar a todo mundo. Viver faz você acordar todos os dias em um ambiente hostil. Aqui meu amigo, zebra tem que correr para não ser comida por leão, tigre tem que correr para não morrer de fome, formiga tem que se arriscar para manter viva a colônia, enquanto você tem que ser esperto para se manter são e vivo por mais um dia.

Cada vez que você cresce e aparece você irá perder um amigo e ganhará a exata proporção de maneira exponencial de inimigos. Todas as vezes que você for bem sucedido em algo isso acontecerá, fato indiscutível. Ora, mas então quer dizer que se eu for uma pessoa de sucesso terei só inimigos? De maneira nenhuma! Mas você terá que encontrar dentro daqueles que dizem ser seus amigos os verdadeiros, terá que frequentar novos locais, criar novos relacionamentos em meio a tantas pessoas que estão com um punhal pronto fincar em suas costas. Essa é a vida, viva-a ou desista da mesma.



Que o mundo não para de girar todo mundo sabe, mas parece que as pessoas não entendem que, assim como o mundo, o tempo corre, não para. A cada novo segundo que passou, é um segundo a menos que você tem acima da terra. Então o seu mundo sempre estará desmoronando, dia após dia, hora após hora, minuto após minuto, segundo após segundo.

Você tem que analisar bem onde você está colocando foco e se aquilo realmente vale a pena. Os alicerces que seguram o seu império, aquilo que você conquistou durante o seu tempo aqui, está enferrujando a cada dia que se passa, e as vezes, achamos que aquele castelinho de areia que construímos já está bom, enquanto nossa capacidade e vontade poderia erguer não um castelo, mas um novo mundo, o alicerce da nossa vida poderia ruir, mas o nosso legado poderia ficar pela eternidade, ou ao menos, por um tempo maior a nossa vida.

Estar em constante movimento é necessário, isso é fato. Parou? fim da linha, e a vida não dá trégua. Vai te mostrar sua pior face se você for uma pessoa acomodada. Portanto, sempre se pergunte, se todos os dias você está fora da sua zona de conforto, fora daquilo que você acredita ser o seu mundinho. Se por acaso perceber que um dia você colocou a cabeça no travesseiro e de nada mudou neste dia, fique preocupado, pois ali se foram vinte e quatro preciosas horas de sua vida para o ralo.


Pare de tentar controlar tudo e deixe fluir.
Pega o celular do namorado ou namorada para ver as conversas. Tenta ouvir as conversas dos outros para saber o que estão falando. Analisa todos os possíveis erros que podem vir a acontecer na sua viagem de férias. Tenta estar pronto para cada possível coisa errada que acontecer.

Parou! Parou! Parou! Parou! Parou! Parou! Parou!

Você não é o responsável por todas as coisas ruins que acontecem nessa vida, mas você não pode tentar controlar tudo. Você não é o dono do mundo para tentar controlar todas as coisas ou pessoas. Pare com isso! Já dizia Zeca Pagodinho. Deixe a vida me levar!

Aceite o que o mundo lhe der em troca, mesmo que se você tenha sido bom sua vida inteira, e ele tenha lhe dado somente coisas ruins. Entenda que há um abismo entre o que queremos e o que temos, a vida é assim, e você não pode mudar ela. Outro ponto, você pode achar que tem tudo sobre o seu comando, mas não tem. Normalmente pessoas que acreditam nisso, são as que mais irão se decepcionar nessa vida, pois são como comandantes em um bote, no meio de uma tempestade. Só porque você não está se molhando não quer dizer que está tudo tranquilo, cedo ou tarde uma onda não irá tombar seu barco, mas irá estraçalhá-lo, juntamente com você.

Saiba enxergar que, você pode não controlar todas as coisas, mas pode ser inteligente e perspicaz o suficiente para sair de situações complicadas que a vida lhe coloca.



Por fim, esta é a pergunta que eu acredito ser a mais complicada de ser respondida pela maioria das pessoas. Se você morresse agora, como você se sentiria a respeito da sua vida?

Você acha que sua vida foi um completo desperdício? Trabalhando naquilo que não gosta, fazendo aquilo que detesta, vendendo um pedaço da sua vida para apenas conseguir mais dinheiro para, quem sabe um dia, você conseguir viver a vida que sempre quis? Vivendo com uma pessoa que está ao seu lado mas que você não sente nenhuma atração ou sentimento, envolto de pessoas que são duas caras, falsas e que não estão nem ai para o bem estar do próximo? No topo da vida, com milhões na conta mas sem ninguém para poder chamar de amor, sem ninguém para poder celebrar uma data comemorativa? Acreditando que sacrifica cinco dias na semana para poder desperdiçar a vida em lugares e pessoas que você não conhece, gastando dinheiro com bebidas e drogas para fugir desta realidade que tanto te deprime? A vida passa muito rápido, e saber aproveitar boa parte dela, é algo que poucas pessoas conhecem e sabem.

Eu tenho um modo de levar a vida que me faz sentir como se eu morresse hoje, parecesse que minha vida valeu cada momento vivido. Eu levo a vida como se um dia eu realmente fosse morrer e que neste dia eu fosse esquecido, como se ninguém lembrasse de mim depois da minha morte. Ajo e me comporto desta maneira porque assim a vida fica muito mais interessante e divertida. Eu vivo a vida todos os dias, sem essa de vida mundana e preditada onde se trabalha de segunda a sexta para se viver somente no final de semana, vivendo uma vida com muita agonia e pouco prazer, vivendo apenas para ficar velho e enrugado. Eu sempre tento encontrar uma nova paixão, algo que me faça dar 200% do meu potencial, que me faça ir além, algo que se eu morrer fazendo, posso dizer, morri feliz. Crio novas relações, todos os dias, e não tenho medo de sair por ai com a possibilidade de não saber como voltar. Ligo o foda-se para o que os outros pensam de mim, o que eles pensam não é da minha conta, e como a vida é divertida desta maneira. Nunca tento deixar as pessoas para baixo, muito pelo contrário tento sempre ajudá-las a levantar, a alçar voos até maiores que o meu, fazer com que experimentem o sabor da verdadeira liberdade. Se o mundo reservar algo bom para mim, aproveito cada gota de felicidade, e se for algo ruim, aprendo a levantar para não sofrer tanto da próxima vez. Aceito tudo de braços abertos, e retiro as coisas ruins do meu caminho, deixando apenas aqueles que podem agregar algo de bom em minha vida. É assim que eu vivo, e garanto pra vocês... Como é bom viver dessa maneira.

Uta!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Seja o seu próprio coveiro

Escrito por with 13 comentários
Existem exatamente três momentos nessa vida. O passado, o presente e o futuro.

O futuro é aquele momento em que ansiamos, aquele momento em que desejamos estar, quando o presente não é agradável. O presente por sua vez, é o momento em que vivemos, momento em que analisamos o que fizemos no momento passado, e que almejamos chegar no momento futuro. Já o passado, é aquele momento que nunca mais irá voltar, que ficará em nossas memórias, que já foi palpável um dia, mas que hoje, só nos resta a lembrança.

O que acontece é que, grande parte da população age da seguinte maneira:

Se nossa vida fosse um caminho e conforme o tempo passasse nós andaríamos por este caminho, as pessoas estariam olhando para o próprio pé, enxergando apenas o hoje, imaginando o caminho a sua frente, nunca olhando para ele, e se acorrentando ao caminho já trilhado, vulgo passado.

Irei comentar em outras postagens sobre o fato das pessoas olharem apenas para o hoje e imaginar o caminho a frente, ao invés de olhar para ele, mas hoje irei comentar sobre o fato de se acorrentarem ao passado.

O passado, assim como a história que nos é ensinada na escola serve apenas para dois propósitos. Nos mostrar os erros e acertos cometidos anteriormente, assim podemos evoluir como sociedade e como pessoas e para nos mostrar como chegamos onde chegamos.

Só isso, nada mais. Não tem como propósito mostrar quem somos, o que seremos, onde iremos, e qual será nosso fim, isso porque o passado é algo imutável, algo que não existe mais. Então, o que o passado pode nos fornecer é apenas informação, nada além disso. 

Porém, as pessoas utilizam do passado ou se apegam tanto a ele que não vivem, não conseguem continuar a caminhada. É como se um pássaro sempre quisesse levar com ele o ninho onde viveu. Por mais que ele consiga, a altura que ele chegará será sempre menor do que aqueles que não carregam.

Por este motivo quero deixar aqui uma dica para vocês:

Seja seu próprio coveiro, e enterre seu passado.


A Estagiário, mas você não entende o meu passado. Eu tive um passado duro, eu não tenho família, nasci pobre e etc, etc, etc...

Certo, e o que isso agrega de valor em você? Pense nisso. Pegue todas as coisas que você pode aprender com seu passado, o resto... Enterre e sete palmos do chão.

Somente depois que você deixar seu passado para trás é que você poderá alçar vôos mais altos. E quando digo deixar o passado para trás não é dizer adeus a parentes, amigos e começar uma vida nova, mas sim dizer adeus para as coisas e emoções que nos consomem dia após dia, como por exemplo:

Ódio, raiva, tristeza, amargor, dívidas antigas, promessas esquecidas, ex-amores, apegos antigos, pessoas que não te trazem coisas boas, pensamentos de vingança, e tudo mais que está no passado e você ainda carrega consigo.

É impressionante como carregamos fardos tão grandes durante muito tempo, e que deveríamos ter deixado para trás. Quando eu fiz isso, simplesmente me senti perdido. De verdade. Nunca tinha experimentado o sabor da liberdade do meu passado. Olhar para aquela pessoa que você odiava, cumprimentá-la, sem rancor, sem mágoas. Reatar aquela amizade que tanto queria, mas que seu ego não deixava. Dizer desculpas, eu te amo, sorrir todos os dias, mudar de vida. São coisas que só aprendi realmente depois que enterrei meu passado.

E quando digo enterrar passado não é enterrar hoje e continuar os próximos dias guardando mágoas novamente. É preciso enterrar o passado todos os dias, sem exceção. Colocar a cabeça no travesseiro, e naquele momento então, cavar mais uma sepultura para si mesmo, e deixar lá o seu eu, vivido naquele dia, afinal, todos os dias são momentos diferentes, conosco sendo mais experientes, logo, não somos mais os mesmos, somos novas pessoas, e devemos nos comportar como tal, deixando os problemas do passado, no passado.

Mas o que você fez para conseguir acabar com o seu passado? Uma coisa muito, mas muito simples. Sofri. E quando digo sofrer, não é coisinha pouca não. É coisa de ficar pra baixo, sentir como se tivesse perdido o chão. O sofrimento, como disse na postagem A Necessidade de Momentos Péssimos em Nossas Vidas, é algo que nos ajuda a mudar, porque quando estamos em um lugar onde não nos sentimos bem, nosso corpo tenta desesperadamente ou sair daquele ambiente, ou se afundar e fazer com que o sentimento seja algo natural.

Mas é lógico que você não precisa chegar a este ponto, por isso que estou dando esta dica a vocês. Não esperem vocês entrarem em alfa de tanta coisa ruim na sua vida para mudar. Mude agora, mesmo que seja um pouco, mas entenda que a inércia da vida é algo que acabará com você, e somente aqueles que saem pela tangente conseguem compreender que o motivo de se viver é muito mais do que apenas ficar sendo girado em círculos de positivismo e negativismo, mas estagnado no mesmo lugar sempre.

Uta!