Uma vez estagiário, sempre estagiário.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Gastar ou Poupar, A minha solução para o problema

Escrito por with 6 comentários
Quem já ouviu a expressão, "vender o almoço para comprar a janta"? A ideia de abrir mão de algo hoje para o futuro. Não é muito difícil encontrarmos alguns exemplos, onde vemos pessoas abrindo mão de prazeres e felicidades hoje para conseguir ter prazeres e felicidades, nem sempre na mesma proporção ou da mesma maneira, em um futuro, que pode ser próximo ou não. Pequenos investidores tem essa ideia de que, devemos poupar hoje para que possamos viver melhor depois de algumas décadas.

Quando me perguntam, qual o real motivo pelo qual eu invisto meu dinheiro, a resposta está na ponta da língua:

O meu dinheiro é investido pensando no meu futuro, sendo assim, invisto para que quando chegar o momento de me aposentar, posso assim fazer vivendo bem com os dividendos e rendimentos providos deles, indiferente da minha previdência. 
Então quer dizer que você deposita o máximo que você pode em sua conta? De maneira nenhuma!

Uma coisa que aprendi nessa vida é que devemos ser extremos, apenas quando falamos de sentimentos, qualquer outro ponto que tocamos, o meio termo sempre é a melhor saída. Digo isso, porque passei uma parte da minha vida gastando tudo o que podia, e outra guardando o máximo que me era permitido. Não me sentia bem em ambos os casos, além do fato de não analisar o momento para verificar qual seria a melhor opção, apenas fazia por livre e espontânea vontade.

Quando gastava todas as moedas do meu bolso, ficava um tanto quanto desolado quando queria comprar algo onde o preço era mais alto, pois não tinha dinheiro guardado para adquirir aquele produto, além disso, sempre via o desespero dos meus familiares que já se aposentaram, e que tinham problemas com dinheiro. Não queria ter aqueles mesmos problemas, muito menos passar aperto por falta de dinheiro. Na minha cabeça, o dinheiro deveria ser a solução, nunca um problema. Foi então que foi onde eu comecei a analisar a possibilidade de se investir.

Após alguns meses, livros, artigos e muitos blogs lidos, comecei a investir, começando com pouco e colocando um pouco a cada mês. Quem diz que ganhar dinheiro não vicia, é porque nunca teve a experiência de ver o seu dinheiro trabalhando por você. Após uma certo período, não percebi que estava deixando de fazer algumas coisas para simplesmente juntar dinheiro e poder aportar mais no final do mês. A minha bolsa do estágio, que diga-se de passagem não era ruim, mas não era muito boa também, já chegou a ficar intacta em alguns meses, pelo simples fato de eu não sair de casa para nada, para simplesmente não gastar. Vim com este pensamento para o intercâmbio, imaginando que se continuasse assim, poderia adiantar, quem sabe, uns quatro ou cinco anos em apenas um, se juntasse a grana da bolsa e investisse todo o dinheiro.

Mas, foi ai que aconteceram algumas coisas que simplesmente mudaram a minha vida. Depressão, termino do namoro, ausência de amigos, família, inverno rigoroso, me fizeram abrir os olhos para muita coisa, dentre elas o jeito que tratava o dinheiro. Depois de muito pensar, compreendi que nem sempre vender o almoço é uma boa, afinal, algumas oportunidades na vida só existem um vez.

Percebi que existem alguns momentos em nossa vida, que devemos sim gastar ou poupar mais, percebi que de nada adianta juntar o máximo de dinheiro que conseguir hoje, para poder gastar amanhã, sendo que amanhã não terei o pique que tenho hoje. Foi então que eu decidi que não iria levar nenhum dinheiro de volta para o Brasil, e que qualquer valor que eu volte para o Brasil com ele, será muito bem gasto em coisas que me proporcionem felicidade e prazer.

Devemos sempre encontrar um ponto de equilíbrio, afinal, nem gastar demais, nem poupar demais é algo saudável. Por isso que tracei um plano para o dinheiro que eu receber. Qualquer dinheiro que entrar quando estiver no Brasil, 10% será destinado aos investimentos de longo prazo, 10% será destinado a gastos de longo prazo, e o resto será gasto no mês. Qualquer sobra que tiver, metade será destinado aos gastos de longo prazo e a outra metade será destinada ao próximo mês.

O que são gastos de longo prazo? Aquisição de algum item de alto valor ou gastos para viagens, festas e raves que estou pensando em fazer (Miami Ultra, Tomorrowland, Ibiza, Europa, XJ6, são alguns dos gastos que estou imaginando fazer nos próximos anos).

Mas por que você não guarda o que sobrar no final do mês? Porque para mim, se eu guardar mais do que 10% no mês estarei gastando tempo e força que não serão recompensados neste futuro distante. Afinal, nossa vida é muito pequena e devemos vivê-la também. Deste modo, percebo que para mim, o dinheiro não será mais um problema, mas sim a solução para eles, portanto, deixo aqui a dica para vocês, não gastem todo o seu dinheiro e não guardem o máximo que conseguirem, porque com o passar dos anos, verá que o arrependimento é um gosto amargo e que nunca sai da boca.

Uta!

6 comentários:

  1. tinha um bom tempo que eu não visitava seu blog, concordo guardar dinheiro é bom mas viver é bem melhor, tem coisas que não vale o sacrifício, saber balancear é extremamente importante. Abraço.

    ResponderExcluir
  2. O Equilíbrio, tão louvado na cultura chinesa, é sempre essencial.

    www.planejamentofinanceiro.16mb.com

    Parabéns pelo post!

    ResponderExcluir
  3. Vc está 100% certo.
    Invisto boa parte do meu subsídio, mas não deixo de fazer nada que gosto.
    Principalmente viajar. Viajo no mínimo 3 vezes por ano (sem contar passeios de fim de semana e feriados).
    Eu sempre digo aqui em casa que se o problema pode ser resolvido com dinheiro, resolvido está.
    kkkkk

    ResponderExcluir
  4. Uma pena que meus pais seguiram, e ainda seguem, essa filosofia, resultado uma infância lixo e uma adolescência b*sta, não por falta de amor ou carinho, mas por falta de grana mesmo que é essencial no mundo atual, ainda mais pra quem é nerd, tímido, não é bonito e não tem carisma. Acho que guardar menos do que 40% é uma temeridade, quem fizer isso, faça um favor e não tenha filhos, seja porque ganha pouco demais ou gasta demais em inutilidades.

    Só comecei a viver de verdade quando comecei a trabalhar e ter grana, após isso tive namoradas e tenho amigos, tendo uma vida material bem melhor que meus pais me deram e isso mesmo poupando 70% do que ganho.

    O único gosto amargo de arrependimento que tenho é ter sido filho de dois fracassados típicos brasileiros que não souberam dar uma vida descente aos filhos por ganharem pouco e gastarem em inutilidades, mas isso foi destino... eu não tive escolha, não podia fazer nada a respeito.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. sei.
      O papai não pode fazer o que quer com o próprio dinheiro para dar mordomia para o filhão.
      Isso sim é ilusão.
      Meus pais me deram uma excelente educação, mesmo não deixando de fazer o que eles queriam.
      O resto, eu corri atrás.
      Hoje tenho, na minha casa, tudo que eu tinha na casa dos meus pais. Na realidade até mais, mas é por causa de sermos, obviamente, de gerações diferentes.
      Deixa de conversa fiada. Esses mimimi não levam ninguém a lugar algum.

      Excluir
  5. O foco maior deve ser no aumento da renda. Se eu ganho 4 mil e poupo 10% estarei guardando 400 reais ao mês ou menos de 5 k por ano. Mesmo com uma rentabilidade real boa, acima de 10% a.a. levaria no mínimo uns anos para se ter um valo relevante.
    Mas se eu ganho 15k e guardo os mesmos 10%, estarei guardando 18k por ano. Mesmo com uma rentabilidade real de 5% a.a em 6 ou 7 anos terei um monte razoável.
    Fora que com uma renda maior é muito mais fácil aumentar o percentual guardado. Aumentando em 5% o valor guardado o montante anual passaria de 20k.

    ResponderExcluir