Uma vez estagiário, sempre estagiário.

domingo, 4 de outubro de 2015

Dualidade em um mundo bipolarizado

Escrito por with 11 comentários
Existe uma frase que diz que existem dois tipos de pessoas no mundo, aquelas que dividem as coisas em dois grupos e as que não dividem. Apesar de ser engraçada essa frase, ela explica exatamente como o mundo está realmente.

Muitas vezes nós somos obrigados a escolher um lado entre duas opções. Esquerda ou direita? A favor ou contra determinado assunto? A favor ou contra um amigo? Ser bom ou ruim? Felicidade ou tristeza? Ser grosso ou educado? Ser um cavalheiro ou um cafajeste?

Este tipo de análise muitas vezes nos faz tomar partido em alguns assuntos quando na verdade não queremos escolher nenhum dos lados ou ainda, quando achamos que ambos os lados possuem bons argumentos, contra e a favor. Nestes casos, quando escolhemos um dos lados, normalmente negamos a razão quando o outro lado tem argumentos fortes contra o que escolhemos, e são nestes momentos que começamos a perder a noção e começamos a atacar as pessoas com argumentos ad hominem.

Outro ponto importante é que quando dividimos as possibilidades em apenas duas, negamos instantaneamente milhares de outras opções que podem ser utilizadas. Abaixo deixo uma frase da série Suits que o protagonista faz sobre este assunto:

Quais são as escolhas quando alguém aponta uma arma para sua cabeça?
Ou você pega a arma, ou você puxa uma arma maior...
Ou você diz que ele está blefando...
Ou você faz uma das outras 146 opções
Para resolver problemas como esses e abrir nossas mentes para novas possibilidades, devemos utilizar algo chamado dualidade.

Utilizar a dualidade é simplesmente entender e compreender que existem outras opções além das que nos foram dadas. Entre esquerda e direita, prefiro ir reto. Entre ser contra ou a favor a um determinado assunto, prefiro ser neutro. Entre ser contra ou a favor a um amigo, prefiro me abster e ajudar aquele que precisar. Entre ser grosso ou educado, prefiro analisar o andar da conversa. Entre ser cavalheiro ou cafajeste, prefiro ser um pouco de ambos.

Quando pensamos desta maneira, começamos a ir contra a manada, por pura e simplesmente pensar de maneira diferente. Normalmente, é neste momento que percebemos a riqueza de informação que podemos ter sobre referente assunto e ainda, descobrir que aquela opção que parecia ser o Santo Graal para todos os problemas, na verdade é um simples copo pintado de dourado.

Portanto, antes de vestir a camisa de algum lado da história, analise todos os pontos e veja se realmente o seu ponto de vista se enquadra perfeitamente em um dos lados ou se é melhor escolher uma das outras 146 opções.

Uta!

11 comentários:

  1. O mundo é preto e branco, quer dizer bom e mau.
    Quando você estabelece que algo é bom(correto) e que algo é mau(incorreto), por escolher uma mistura?
    Você que o quê? uma cor cinza?
    Não Estagiário, não há justificativa para a escolha de um meio-correto, sabendo o que é certo e o que é errado.
    Eu sei que é mais difícil ter opinião própria, ter uma posição sob determinado assunto, pois acaba exigindo mais de você, pode muitas vezes te levar a discussões desagradáveis, mas certamente, muito pior do que uma discussão desagradável é a omissão.

    Eu acredito em absolutos. Certo ou errado, bom ou mau, ético ou não ético.
    Essa mistura que você quer pregar é para os fracos.



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    1. Anônimo,

      A ideia do Yin e Yang, que você comenta, tem a ideia de que existe bem no mal e mal no bem. É o conceito da vida.
      Agora, vamos para assuntos mais da realidade.
      Ser ou não ser a favor de algo... Por exemplo, uma questão que é bem difícil de ser discutida na atualidade é, os refugiados sírios que estão indo para outros países. Ser contra ou a favor neste caso?
      Como podemos tomar partido de algo tão complexo? Não é questão de não ter opinião própria não escolher um lado dizendo que é a favor ou contra. Quando você escolhe uma opção, você está se tornando parte de algum grupo. A psicologia mostra que isso nos deixa mais a vontade, pois agora fazemos parte de uma fatia da sociedade e que combatemos um inimigo em comum, que é o pessoal que escolheu a outra opção. Ao dizer que ambos os lados possuem fortes argumentos e que você acredita que possa haver um meio termo neste ponto ou ainda que o tema é muito complexo para simplesmente escolher uma opção, porque obrigatoriamente devemos escolher?
      E qual o motivo pelo qual você estaria se omitindo dizendo que você não acha certo ou errado, mas acredita que possa ver algo que possa agregar as coisas boas de ambos?
      Em um mundo bipolarizado, não temos discussões de como podemos resolver um problema, mas sim, qual das duas opções é melhor para sanar este problema, mesmo que isso crie diversos outros. Basta olhar a ideia de divisão política entre direita e esquerda, que é simplesmente incongruente a atualidade, onde os liberais ficam no meio do fogo cruzado, por pura e simplesmente não escolherem nenhum dos dois lados. São confundidos com extremistas anarquistas capitalistas, por não haver nada dizendo que são de extremo centro.

      Uta!

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  2. Então você defende que não devemos tomar partido?
    Vamos nos omitir pois assim não sobra pra gente, este é o seu ponto de vista?
    No caso dos refugiados, sua solução é não ter solução. Ouvir os dois lados e não fazer nada.
    De que maneira isso pode ajudar em alguma coisa?

    Sobre política:
    Você acha moralmente correto alguém viver as custas de outra?
    Sim ou não?
    É moral ou imoral?
    Ou você também não quer se posicionar sobre o assunto?

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    1. Anônimo,

      De maneira nenhuma a minha opinião é não fazer nada ou omitir, mas sim utilizar os pontos de vista de ambos os lados e ter a sua própria opinião sobre o assunto.
      Entenda que não tomar partido entre sim ou não, não é omitir, e sim analisar o contexto de uma forma muito mais ampla para se ter uma análise melhor do que está acontecendo, tanto que em nenhum momento disse que o fato de não ter uma resposta entre ser a favor ou não dos refugiados não quer dizer que não tenha pensado em uma maneira de sanar a situação. Você já tem opinião formada? É a favor ou contra? O que faria para resolver a situação?

      Sobre a sua pergunta...
      Depende, e você, o que acha? Sim ou não, é imoral ou moral?

      Uta!

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    2. Estagiário,

      Existe uma diferença entre não ter opinião sobre um determinado assunto e não querer se posicionar sobre ele(ficar em cima do muro para evitar as consequências desse ato)
      Então, ao invés de pregar que não devemos escolher entre bom ou ruim, você deveria dizer que não tem opinião formado sobre o assunto e que por isso, não irá se posicionar.
      Sera muito mais honesto de sua parte.

      Sobre os refugiados:
      Qual é a opção: Deixar que eles morram num território em guerra ou dar a liberdade a eles de procurarem um lugar seguro?
      O que certo e o que é errado?
      Não lhe parece óbvia a resposta?

      Sobre a pergunta....
      Depende é ótimo. Não quer dizer absolutamente nada.
      Minha resposta: Não, ninguém tem o direito de viver as custas do outro.

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    3. Anônimo,

      Já que você se posicionou, permita-me dizer a você porque não me posiciono a respeito de ambos os assuntos, dizendo apenas sim ou não, a favor ou contra, e verá que a omissão é muito mais presente ao se tomar partido.

      Sobre os refugiados:
      Dentre os refugiados, existem diversos membros do ISIS, conhecido também como Estado Islâmico que são extremistas islâmicosque estão entrando nos países europeus, e uma vez presentes nestes locais, e com as ferramentas necessárias, eles podem causar, não somente um problema interno nos países, mas também um problema de cunho internacional provocando guerras contra outros países. Outro problema é, ao se associar muçulmanos a terroristas, os próprios refugiados que estão dentro do países europeus irão sofrer com xenofobismo quando não sansões mais pesadas do governo local. Então, basicamente, você dizendo que é a favor da entrada dos refugiados, o que aparenta ser uma resposta tão óbvia você cria outras de cunho tão complicado se não mais.

      Sobre a sua pergunta...
      Depende é uma ótima resposta, já que, de acordo com a sua resposta, pessoas que possuem deficiências físicas ou que estão na linha da pobreza ou ainda não possuem dinheiro suficiente não merecem receber assistência do governo.

      Uta!

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    4. Se você não se posiciona sobre o assunto então você é um simples expectador.
      Que utilidade há em ser um expectador?

      O fato da fronteira estar aberta ou não, não impedirá de algum maluco entrar no país.
      Veja o caso do 11 de setembro.
      Além disso, se eu fosse um refugiado que estivesse na Europa justamente por estar fugindo do i sis e percebe-se que no meu grupo há um simpatizando desse grupo, certamente iria denuncia-lo as autoridades europeias.
      Afinal, como o europeu me ajudou, eu faria de tudo para retribuir o favor.

      Você quer dizer que uma pessoa, só pelo fato de ser pobre, tem o direito de viver as custas dos outros,isto é, transformá-las em seus escravos, independente se ela for moralmente culpara pela situação que se encontra.
      O governo não dá assistência nenhum.O governo rouba o dinheiro das pessoas, retém boa parte desse dinheiro para pagar seu próprio salário e distribui uma pequena parte para justificar sua ação. E essa distribuição não é justa.
      Sobre pessoas com deficiência física, a obrigação da ajuda é da família pois é da natureza(animal ou do próprio ser humano) que ela preserve a sua prole.
      Fora isso, a ajuda pode ser feita de forma voluntária e não sobre coerção.

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    5. Anônimo,

      "Que utilidade há em ser um expectador?"
      Já ouviu a expressão, pedir o conselho de uma pessoa que não está envolvida?
      Por que normalmente falamos isso? Porque a pessoa que não está envolvida, consegue analisar o contexto de uma forma muito mais ampla que as pessoas que estão envolvidas. O expectador serve para isso, analisar como um todo, enquanto os gladiadores brigam entre si.
      http://pensamentosfinanceiros.blogspot.ca/2015/09/sobre-liberdade-tributos-e-outras.html
      O Soul Surfer comenta isso muito bem nesta postagem. Não sou somente eu que tenho este tipo de pensamento. Quanto mais polarizado a pessoa for, mais difícil é ela entender o contexto e conseguir abrir a cabeça para resolver determinados problemas.

      Ok, e se o simpatizante fosse seu irmão? Ou seu pai? O que você faria?
      E se o seu pai fosse morto por conta de ser um muçulmano? Partindo do princípio que você ajudaria a Europa por ter lhe ajudado, agora você gostaria de fazer justiça com suas próprias mãos? Outro ponto, já que uma fronteira estar aberta ou não, não impedirá ninguém de entrar, isso quer dizer que eu deveria abrir as portas para todos, e ao invés de conseguir barrar boa parte dos extremistas agora eu deixo qualquer um entrar? Se eu for mais seleto na entrada e 100 extremistas conseguirem passar, mas que este número fosse apenas 1% deles, significa que tudo bem eu ter mais 10.000 extremistas prontos para acabar com o país?

      Uma pessoa pobre não tem o direito de viver as custas dos outros, mas elas devem receber uma ajuda para conseguirem sair da linha da miséria, ou iremos deixar elas lá, para morrerem? Sabendo que elas estão na miséria, nenhuma delas está pensando muito em escola ou ensino, já que tem mal tem o que comer. Nestes casos o que fazemos? Apenas negligenciamos eles?
      Agora, você disse sobre o fato do governo roubar e tudo mais. Pois bem, concordo com você, mas isso não quer dizer que não deva fazer algo a respeito. É dever do governo zelar pela sua população, tanto que, até mesmo em economias abertas e de livre mercado, existem programas onde o governo ajuda as pessoas a conseguirem se desenvolver sozinhas.
      Agora, sobre pessoas com deficiência, não é dever da família ajudar, mas mesmo que fosse, e se a família não pudesse ajudar? O que seria deste ser humano? Deveria morrer? E se ele não conseguisse ajuda? O que aconteceria? Pelo simples infortúnio de não conhecer alguém capaz de ajudar, ele deveria ser submetido a padecer por nascer assim ou por conta de um acidente, ficar deste jeito? E se o mesmo não tiver família? Como proceder, caso ele seja órfão? E sobre a ajuda de forma voluntária lhe pergunto... Você e quantas outras pessoas que conhece doam dinheiro, não para instituições, mas para uma pessoa que realmente precisa? Você acha que o ser humano não é egoísta a ponto de não ajudar ninguém? Você não acha que a mesquinharia do ser humano não faria muitas pessoas morrerem? Está certo elas morrerem por conta de que boa parte da população não quer doar seu dinheiro voluntariamente? No caso de pessoas que precisam de dinheiro, como no SUS... O que fazer? Se uma tomografia computadorizada, necessária para verificar alguns tipos de doenças, custasse em média uns 10 mil reais? E a pessoa não tivesse este dinheiro? Você acha que esta pessoa conseguiria este dinheiro antes de morrer?

      Percebeu como existem casos e casos? Como você pode dizer imperativamente que Sim ou Não, sendo que há diversos casos não pensados? Vamos negligenciar todos eles só pelo simples fato de que em 90% o sim ou não serem boas? Dai eu pergunto, quem está sendo omisso? Eu, que não aceito vestir a camisa contra ou a favor, ou você que está polarizado?

      Podemos discutir isso o dia inteiro, mas mesmo assim não chegaremos a uma simples conclusão. A única coisa que gostaria de dizer é que em todos os seus comentários, você reforça o seu argumento, utilizando ad hominem, o que apenas confirma o que digo no texto.

      Uta!

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  3. Isso é uma falácia. Nem sempre ser neutro é ir contra a manada. Muitas vezes não tomar partido é ser a favor do mais forte. Exemplo: alguém assalta um inocente. Você pode ser contra, a favor ou neutro. Mas se você for neutro você está a favor, pois você nada fez. Ou seja, a omissão, não fazer nada, já é uma tomada de posição. Aplique isso a votar também. Quem vota nulo ou branco SEMPRE favorece o partido com mais poder no momento.

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    1. Anônimo,

      Leia o texto novamente, e veja que o fato de não tomar partido, ou ainda não ser a favor ou contra algo, ou ainda, colocar um "se, e somente se", para delimitar a sua posição, de maneira nenhuma é estar se omitindo.
      Você pode ser a favor, contra, netro e outras 146 opções diferentes... No caso do voto, as opções são delimitadas, o que inviabiliza o conceito explicado no texto.
      Omitir, é desprezar, esquecer, negligenciar, coisas que é mais fácil para uma pessoa que já tomou partido fazer do que uma pessoa que não tomou partido ou ainda não possui uma opinião formada sobre o assunto.

      Uta!

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  4. Nossa o Profeta resolveu largar um pouco o blog do pobreta e encher o saco do Estagiário...kkk

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