Uma vez estagiário, sempre estagiário.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Algo para se pensar...

Escrito por with 19 comentários
Na postagem passada fiz uma simples pergunta para os leitores do blog. Qual é o motivo principal pelo qual estão aumentando o patrimônio?

Todas as respostas foram algo como "passar mais tempo fazendo algum lazer e menos tempo trabalhando" ou melhor dizendo "mudar as prioridades da nossa vida".

Eu fico me perguntando todos os dias, se realmente a independência financeira seria o que realmente almejo, ou o que quero ter para minha vida, em detrimento de anos e anos trabalhando em afinco, perdendo momentos importantes e tempo precioso da minha vida, para ser recompensado quando for mais velho, mas a cada dia que passa essa resposta torna-se cada vez mais negativa.

Não sei onde começamos a pensar que um trabalho é algo ruim, ou algo que deve ser estirpado para que alcancemos nossa plena liberdade. Acredito que passamos a acreditar nisso quando vemos nossos pais ou amigos sempre reclamando do trabalho e de como eles não são felizes por conta do mesmo. O mundo inteiro tem esta ideia de que, o trabalho é sinônimo de algo ruim, algo improdutivo ou algo que nos consome a vida, mas será que ela deve ser idealizada desta maneira, ou será que devemos compreender e aceitar o fato de que devemos dedicar tempo precioso da nossa vida a algo que pode ser prazeroso para nós?

Duas frases sempre se chocam quando juntamos as palavras "prazer" e "trabalho". São elas:

Trabalhe em algo que goste, e você nunca terá que trabalhar na sua vida.

Arrume um emprego que ganhe bem e não um trabalho que goste, afinal se você trabalhar com algo que gosta, você acabará pro si só, não gostando mais daquilo.

Sempre pensei como o segundo caso. Pensava que, se eu trabalhasse com algo que eu gostasse, o fato daquilo se tornar uma obrigação, transformaria o mesmo em algo ruim, o que faria com que eu perdesse o gosto por aquilo, ficando assim deprimido por trabalhar em algo que não gosto e possivelmente ganhando menos por escolher um emprego que gosto e não um emprego que dá mais dinheiro.

Quanto mais converso com as pessoas, mais vejo pessoas que não estão satisfeitas com o atual emprego, ou que reclamam do mesmo. Poxa, iremos trabalhar durante 20/30 anos gastando 1/3 do nosso dia nos cinco dos sete dias da semana, será que realmente trabalhar em algo para conseguir ganhar dinheiro, sendo totalmente indiferente se aquilo é realmente algo que você gosta ou não é algo que deva ser feito?

Por que não podemos aliar nossos hobbies com aquilo que trabalhamos, ou ainda, trabalhar com algo que nos motiva cada dia, trabalhar com aquilo que nos faz ser felizes, ou ao menos pensar que estamos sendo produtivos para a sociedade?

Será que compensa tentarmos ter nossa independência financeira em detrimento de uma vida mais produtiva ou ainda de uma vida mais alegre? Será que iremos usufruir da maneira que queremos nosso dinheiro quando estivermos em nossa independência financeira? Será que daqui 10/20 anos quando chegarmos onde queremos, iremos realmente nos dar ao luxo de viver nossos hobbies, ou será que iremos apenas nos transformarmos naquelas pessoas que tem dinheiro e não sabem gastar ou ainda, igual aquelas pessoas que possuem dinheiro mas não tem mais um objetivo na vida?

A independência financeira que nos é vendida em tantos livros, blogs e comentários é algo que nos deixa maravilhados, afinal, quem não quer ter a independência, seja lá qual for? As vezes nos motiva tanto que passamos a acreditar que temos que fazer de tudo para conseguí-la, ou ainda, vendermos alguns anos da nossa vida em detrimento de um futuro melhor...

Sempre gostei do que fiz, e a única vez que eu trabalhei por dinheiro, foi o momento mais infeliz na minha vida profissional, pois o local de trabalho tinha um ar pesado, todo mundo era sério, a pressão era constante não somente para entregar os trabalhos, mas também para se ter foco (quem trabalha com TI sabe que, ficar focado durante as oito horas de trabalho é algo totalmente impossível, devido ao alto stress), porém neste trabalho eu ganhava quase o dobro do que nos outro serviços. Durei apenas quatro meses, porque não consegui me adaptar aquele ambiente.

Acredito que devemos pensar se realmente é isso mesmo que queremos da nossa vida, devemos sempre analisar se vale a pena mesmo deixar de trabalhar em algo que gostamos ou no lugar que gostamos em detrimento de ganhar mais. Uma coisa que sempre comentei foi, para ser funcionário público, no meu caso, há somente um jeito, sendo professor universitário, porque pelo menos neste cargo, apesar de ficar fixo, eu posso trabalhar com projetos e pesquisas, coisa que eu percebi que adoro fazer e que me sinto motivado sempre.

Se for para trabalhar em algum lugar, preciso saber que aquele local terá muitos desafios pra mim, porque se tem uma coisa que detesto é ficar fazendo a mesma coisa, sempre, como uma máquina. Por isso que sempre gostei de projetos de criação de novos produtos em TI, ou ainda de projetos de criação de sistemas de grande porte. Nunca gostei de fazer coisas de modo automático, pois acredito que se eu faço algo repetidas vezes, algum robô pode me substituir, e assim estaria gastando meu cérebro e tempo com algo inútil.

E vocês? Abririram mão da tão sonhada independência financeira para trabalhar em algo que realmente gosta? Ou você prefere trocar seu tempo agora, para poder trabalhar em algo que gosta no futuro? Quando é este futuro? Você já o planejou? Irá mesmo fazer isso, ou tentará sempre acumular mais e mais? Você está investindo, mas será mesmo que está fazendo o dinheiro trabalhar para você, ou ainda está fazendo com que você trabalhe pelo dinheiro? A cinco anos atrás você se imaginava onde estava, ou está em um lugar totalmente diferente do que gostaria? Está em uma situação que achava melhor ou pior? Nunca deixe o dinheiro falar mais alto que seus sonhos, NUNCA!

Uta!

19 comentários:

  1. Olá Estagiário,
    Parabéns pelo blog, acompanho sempre e seus artigos são muito bons e me fazem refletir.
    No último parágrafo você fez o questionamento que se encaixa perfeitamente no meu caso: "você prefere trocar seu tempo agora, para poder trabalhar em algo que gosta no futuro?" Infelizmente essa é minha única escolha. Me formei em ADM há 05 anos atrás, e assim que sai da faculdade consegui uma vaga numa multinacional no departamento de logística, no começo achava bom, mas agora não vejo a hora de mudar de ramo, o departamento é um inferno, e em conversa com colegas do mesmo ramo, tá todo mundo insatisfeito, é só cobrança, stress, pressão, pra um salário pífio... O negócio é ralar e aportar o máximo possível agora pra quem sabe no futuro ter um pouco de tranquilidade e fazer o que realmente gosto.
    Abraço,
    Chimpa

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Chimpa,

      Seja bem vindo e esteja a vontade para comentar :D
      "Infelizmente essa é minha única escolha"
      Se tem algo que aprendi, é que quando você tem uma arma apontada para sua cabeça, você tem no mínimo 15 possibilidades de resolver a situação, nós apenas não percebemos ainda todas elas. Faça o seguinte... Um dia no final de semana, tire para espairecer um pouco a cabeça e tentar encontrar uma saída diferente para o seu problema, garanto para você que, se você quiser mudar, você consegue achar uma saída diferente.

      Uta!

      Excluir
  2. E vocês? Abririram mão da tão sonhada independência financeira para trabalhar em algo que realmente gosta? Ou você prefere trocar seu tempo agora, para poder trabalhar em algo que gosta no futuro? Quando é este futuro? Você já o planejou? Irá mesmo fazer isso, ou tentará sempre acumular mais e mais? Você está investindo, mas será mesmo que está fazendo o dinheiro trabalhar para você, ou ainda está fazendo com que você trabalhe pelo dinheiro? A cinco anos atrás você se imaginava onde estava, ou está em um lugar totalmente diferente do que gostaria? Está em uma situação que achava melhor ou pior? Nunca deixe o dinheiro falar mais alto que seus sonhos, NUNCA!


    Fala estagiário !!!!
    Sei muito bem o que está falando, imagina, eu nasci em um família de servidores públicos, na capital do serviço público, desde pequeno sendo incentivado a ser funcionário público.

    Atualmente tenho uma startup e estou terminando meu curso de direito, e te digo com toda certeza do mundo me sinto muito melhor mexendo e aprendendo com as coisas da minha startup do que com o estágio que faço.

    Vejo que a geração dos meus pais, foram condicionadas a pensar em somente em dinheiro e esquecer seus sonhos e planos.

    Inclusive com aquele dogma de que constituir uma família é uma condição para você ser feliz em sua vida.

    Já adianto, que nos dias de hoje esta sendo muito difícil para mim lidar com esses questionamentos, imagina fui educado durante 15 a 20 anos a pensar de uma maneira, e agora descobri que as coisas não precisam ser daquela maneira. Estou em um momento onde questiono meus dogmas e meus valores.

    Curti o post, fez eu ficar uns 30 min mentalizando sobre minhas escolhas na mesa do meu trabalho.
    Nunca deixe o dinheiro falar mais alto que seus sonhos, nunca. (2)
    Concordo com esta frase, mas não seria muito ideal?

    Gde abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Johnny,

      Aprendi isso antes de eu vir para no Canadá. Nunca tive preguiça de trabalhar, a não ser onde eu disse que o clima era pesado. Eu sempre tive vontade e pró-atividade. Se via alguém com um problema tentava ajudar, se alguém pedia ajuda e tinha um tempo sobrando, tentava ao menos mostrar uma saída diferente. Eu era o estagiário mais bem pago na empresa, ganhando 50% a mais do que qualquer outro estagiário. Quando você trabalha o dinheiro vem, mas quando você quer dinheiro, nem sempre o trabalho vem. Por isso que eu comento, busque algo que te faça trabalhar com vontade e afinco, pode demorar um pouco, mas garanto para você que irá ganhar uma boa grana por se detacar dos outros.

      E sobre serviço público, vou te contar. Três pessoas desistiram do intercâmbio por conta de terem serviços públicos, sabe o que chamo isso... Perda de oportunidade, por conta de estabilidade. Não consigo entender, pessoas com vinte e poucos anos, sem família formada querendo estabilidade, imagino quando tiver com 50 anos e com filho pra cuidar.

      Uta!

      Excluir
  3. E ai, estagiário?

    Nquele post em que inclui uma espécie de enquete estava pensando em algo deste tipo. E meu caso é bem parecido com o do Johnny Walking ai acima: Pais e avô servidores pressionando pra isso, porém somado com aquela maldita experiência com dinãmicas de grupo, como escrevi também.

    Andei pensando seriamente nisso, pedir exoneração e tentar algo que eu goste. Mas, com dívidas e família não me sinto seguro em arriscar tanto. Acabei pensando em um meio termo: transformar algum hobbie ou atividade em fonte de renda em paralelo (fonte de renda paralela parece que vou vender drogas ou coisa assim! rs).

    Ainda estou no planejamento, mas pretendo passar para a execução em breve!

    Um abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. IC,

      Resolva as dívidas e tenha um calção para manter a família, de resto, dê tempo ao tempo que garanto para você que irá conseguir encontrar um emprego melhor, ou ainda fazer o que disse, transformar um hobbie em uma atividade paralela, e depois de um tempo pular de cabeça nela.

      Cuidado com muito planejamento, não sei quantos anos você tem, mas a Geração Y tem uma mania de planejar muito e nunca sair do papel.

      Uta!

      Excluir
    2. Estagiário,

      Tenho 32, e realmente em muitos casos acabo ficando preso no planejamento, por isso hoje em dia em me forço a pular para a execução sem pensar e repensar em cada mínimo detalhe como fazia antes.

      Mas no caso que citei acabei me expressando mal. Não é que já esteja planejando realizar algo, mas buscando opções, considerando os recursos necessários e etc. Uma fase mais conceitual mesmo, de auto-conhecimento.

      Agora, quanto as dívidas... Cara, cada dia que passa eu percebo que vou precisar de força e motivação sobre-humanas para conseguir sair desta tempestade. Eu consigo ver a solução, mas tenho me sentido esgotado pelo cotidiano e não tenho encontrado forças para fazer tudo exatamente como deve ser feito.

      Por exemplo, hoje em dia, meu maior inimigo não é mais os gastos eventuais ou inesperados, mas a qualidade do gasto. Pra melhorar isso, eu teria que assumir várias outras atividades além das que já faço. Meus últimos dias todos tem sido uma preparação mental para esta nova fase do percurso, pq sei que será pesadíssimo tanto fisicamente quanto psicologicamente.

      Excluir
    3. IC,

      https://www.youtube.com/channel/UCpmZQGTZXn9xd4nN59pbIWQ

      Assista um vídeo deste canal por dia. Garanto que irá lhe ajudar :)

      Uta!

      Excluir
    4. Não consigo abrir aqui do trabalho, mas chegando em casa vou dar uma olhada!

      Um abraço!

      Excluir
  4. Também trabalho na área de TI e também já trabalhei em um lugar com o ambiente muito pesado por causa de dinheiro. É uma merda, a área de TI é extremamente estressante por natureza e quando você atua em um ambiente negativo vira um pesadelo. Particularmente, o ambiente que eu trabalhava tinha uma hierarquia extremamente carregada e cheia de joguinhos de interesse por cargos melhores, só se dava bem quem entrava na panelinha e virava amigo dos gerentes, o resto virava peão dos que puxavam o saco e se tornavam coordenadores. Fora que não havia liberdade de sugestão e inovação, coisa que eu prezo muito pois também gosto muito da parte de criação. Acabei trocando por um emprego bem mais próximo de casa, que remunera menos porém que eu gosto muito do ambiente e dos projetos que aparecem.
    Já tive mais neura por aportes e tal, hoje tento ser mais equilibrado, me dou alguns luxos de vez em quando e não fico tão obcecado por juntar dinheiro. Prefiro buscar rentabilizar melhor o que já tenho e eliminar gastos desnecessários o tempo todo.
    Apesar do ambiente positivo do trabalho atual ainda não me sinto totalmente realizado, pois gostaria muito de abrir um negócio próprio um dia. Mas deixo isso para mais tarde quando meu patrimônio me oferecer segurança suficiente para poder me arriscar.

    Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Nerd,

      Já não sendo neura ajuda pra caramba. Quanto de patrimônio para abrir o negócio próprio. Coloque limites, porque se não o depois ou mais tarde nunca chegará.

      Uta!

      Excluir
  5. "para ser recompensado quando for mais velho"

    Acumular capital, patrimônio e renda passiva não é simplesmente visando o futuro, mas sim o presente.

    Ter uma reserva traz tranquilidade para quem trabalha e tem uma família.

    E numa eventualidade é muito mais fácil suportar desemprego ou tratamento de saúde quando se tem de onde tirar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Internacional,

      Concordo com você, mas ainda sim continuo com a pergunta... Compensa perder alguns anos em um emprego ruim para ganhar mais dinheiro?

      Uta!

      Excluir
  6. Fala Estagiário


    Pra mim ter que trabalhar com algo que realmente gosto teria que ser com viagens, fazendo reportagens/sendo fotógrafo. Isso é algo extremamente difícil de conseguir patrocinio pra fazer, pois fazer por conta própria não vale a pena. O retorno financeiro tbm é baixo.

    Já ser piloto profissional de categoria top do automobilismo é uma coisa que eu não tenho talento, nem networking, contatos e nem idade mais. Esse não seria problema do ponto de vista financeiro.


    Voltando a realidade, quando eu considero isso, vejo que estou feliz com minha atual situação. Só falta ganhar um pouco mais pra poder ter uma renda passiva decente e mudar o país, esse sim é um grande problema. Quando eu não tiver mais que trabalhar, além do tempo dedicado aos meus hobbies eu provavelmente vou me engajar em algum projeto comunitário do local em que viver. Já faço o que posso aqui em SP em relação a ONGs que ajudam animais.

    Hoje estou melhor do que há cinco anos atras, em todas as áreas da minha vida. E respondendo, na minha opinião, sim vale a pena trabalhar em algo que não se gosta agora pra poder ter uma vida confortável e sem necessidade de trabalhar. Mas com dois adendos: 1) Este trabalho "ruim" tem que compensar muito bem financeiramente e 2) tem que permitir que sua IF chegue pelo menos a médio prazo e sua saúde física e mental estejam intactas.


    Abs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Rover,

      Cara, você que pensa. Tem uma galera que está fazendo reportagens e fotografando lugares, além de fazer vídeos de países e lugares para se visitar e ganham muita grana com isso... Acho que o problema é que você precisa ter um roteiro do que você vai fazer, tipo, tirar foto disso, disso e disso, comentar sobre isso e fazer vídeos mostrando isso. Acho muito legal e interessante, e também hoje, com o patreon tudo fica um pouco mais acessível. :)

      Mas acho que foi bem pé no chão o seu comentário sobre trabalhar em algo que não gosta. :)

      Uta!

      Excluir
  7. Olá Estagiário

    Acredito que a grande maioria das pessoas bem sucedidas e que alcançam a independência financeira são aquelas que gostam do seu trabalho. Fazem bem feito por que tem afinidade e gostam do que fazem e por isso são melhor remunerados.

    Acredito também que as pessoas bem sucedidas muitas vezes atingem a independência financeira, mas continuam trabalhando porque gostam do que fazem e tem um sentido maior na vida o seu negócio ou trabalho do que simplesmente o dinheiro. Ta aí muitos multi bilionários para contar isso (Silvio Santos, Lemann e até mesmo o Buffet).

    Por isso vejo no trabalho algo prazeroso que agregar valor a outras pessoas. A remuneração e a independência financeira são consequência do trabalho bem feito.

    Abs
    CWhiteSox

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá CWhite,

      Concordo com você, acho que quando vemos prazer no que fazemos, fazemos algo bem feito e da melhor maneira possível, então acredito que este seja o caminho para a felicidade, mesmo que com um pouco menos de dinheiro :)

      Uta!

      Excluir
  8. Fala, Estagiário!

    Gostei muito do seu post, principalmente dos questionamentos.
    Durante anos tive dúvidas entre fazer o que gosto e fazer o que me dá dinheiro. Trabalho na minha área de formação desde antes de terminar a faculdade. Gosto do meu trabalho, mas sempre quis fazer outra coisa também. Algo que não está nenhum um pouco ligado ao meu trabalho formal.

    Três anos atrás comecei a fazer cursos na área de interesse e utilizei o dinheiro do meu trabalho para bancar. Não queria transformar a minha paixão em trabalho, então não rentabilizava nada da segunda atividade. Isso era justamente porque eu acreditava na segunda afirmativa citada no texto, e aí minha segunda atividade ficou inviável. Há um ano decidi fazer minha segunda atividade no mínimo se pagar, de um jeito ou de outro. Para minha grata surpresa hoje essa atividade se paga, ainda me rende um lucro e continua sendo extremamente prazerosa. Não está me remunerando tanto quanto o meu trabalho formal, ainda.

    Resultado - hoje considero que tenho dois empregos; um que gosto, mas não é meu sonho e outro que é meu sonho e mesmo tendo se transformado em trabalho ainda é minha paixão. Atualmente gosto de acumular as duas atividades, uma me supre completamente na parte financeira e outra na satisfação pessoal. Talvez no futuro isso mude e eu possa cortar uma, ou não... não sabemos o futuro. Mas aprendi que precisamos desenhar e estruturar o futuro que queremos sem esquecer que a única coisa que temos é o agora, então não dá para negligenciar o hoje em troca do amanhã.

    Sucesso aí

    DR

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Dona Ryka,

      Seja bem vinda :)
      Está ai algo que eu acredito que as pessoas que possuem mais obrigações como família, filhos e tal poderia fazer...
      Acho que depois de um tempo, podemos ter uma transição para aquilo que gostamos, e assim nos sentimos felizes como um todo. :)

      Uta!

      Excluir