Uma vez estagiário, sempre estagiário.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Secessão, a saída dos fracos...

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Uma das coisas que o partido que está no poder conseguiu fazer de maneira meticulosa e bem sucedida foi incitar o ódio entre os brasileiros. Isso mesmo, o dividir para conquistar foi muito bem implantado pelo atual governo, principalmente com estas eleições acirradas.

No calor do momento, muitas pessoas com ódio e raiva no coração, começam a levantar a voz e apontar o dedo uma para as outras. No caso atual, sulistas e sudestistas incitam o ódio contra os nordestinos e nortistas, enquanto estes últimos, começam a criar um ódio contra os primeiros. Desta maneira, temos dois lados onde nenhum tem a razão. Ao se incitar o ódio entre regiões distintas, evitar ir ao local, e criar um conceito de raiva e repúdio por aqueles que moram naquela região, criamos algo chamado de xenofobia.

Para os que não estão familiarizados com o termo, deixo aqui a descrição segundo o site info escola:
xenofobia é um dos fenômenos mais presentes na história e também um dos mais característicos de nossa sociedade. Em uma definição mais geral, pode-se dizer que é uma aversão pelo que é diferente, pelo outro, que geralmente nos assusta com sua alteridade. [...] O repúdio a culturas diferentes geralmente traz em sua essência o ódio, a animosidade, o preconceito, embora este possa provir também de outras raízes, como opiniões preconcebidas sobre determinados grupos ou coletividades, por pura falta de informação sobre eles; conflitos ideológicos que envolvem crenças em atrito, causados por um choque conceitual; motivações políticas e outros tantos fatores.
Quando a xenofobia está presente de maneira homogênea, o problema torna-se mais preocupante, ocasionando possíveis atos e revoltas de maneira a liquidar ou separar em duas ou mais partes o terreno, a fim de acabar de vez com a ligação entre as partes. Desta maneira temos uma revolta de libertação, mais conhecida como Guerra de Secessão. De acordo com historiadores, o Brasil não teve nenhuma Guerra propriamente dita, mas ocorreu sim, movimentos separatistas como o caso da Aclamação de Amador Bueno em São Paulo, a Revolução Pernambucana, a Guerra dos Farrapos e a Revolta do Contestado no Sul, a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana e a Conjuração Carioca são alguns exemplos.

Após a apuração dos votos ficou claro que, o Partido dos Trabalhadores conseguiu mais votos nos estados pertencentes ao Norte e Nordeste e que o Partido da Social Democracia Brasileira teve maior quantidade de votos nos demais estados. Por conta disso, os estados que são contra o atual governo, com mais ênfase nos estados do Sul e São Paulo, começaram a gritar por Secessão, querendo criar um movimento separatista onde nos desligaríamos dos estados mais ao norte, criando assim dois países, o "Brasil do Sul" e o "Brasil do Norte".

Tá, tá, tá, entendi tudo isso, mas o que tem haver isso com o título da postagem. Ora, tudo haver, e vou comentar tudo isso, com calma mais abaixo.

Resposta simples para um problema complicado

Questões climáticas e históricas

Para os idealizadores da "revolta", a divisão resolveria o problema político atual, pois de um lado teríamos o pessoal que "paga a conta" e do outro, o povo que "recebe o dinheiro do sul". Observando apenas os números, isso é fato e não há como se negar, porém a questão é mais funda do que apenas números. Temos que saber o motivo pelo qual, o dinheiro flui do sul para o norte, e a resposta não é simples. Primeiramente devemos lembrar que o nordeste sofre com escassez de água e que o norte se encontra em meio a floresta amazônica. Segundo, o povo sofre com este clima, e com a falta de infra estrutura necessária. E por fim, o sul e o sudeste foram agraciados pelo fato de se haver uma população muito vasta nesta região. Não devemos esquecer que foi esta região que iniciou-se as grandes fazendas de café e de gado, que geraram lucros e trouxeram os estrangeiros, vulgo, mão de obra barata, para movimentar ainda mais o circulação de dinheiro nesta área.

Questões econômicas

Como o sul se beneficiou de haver a indústria, as fazendas e grande população, o local trouxe prosperidade, ora visto que quase todo o dinheiro transacionado circulava nesta área. Com o passar do tempo, as cidades foram crescendo, as industrias foram chegando e hoje temos uma área próspera. Mas e as regiões do norte e nordeste? Receberam verbas e subsídios, mas nem se comparam ao que o pessoal do sul recebeu. Não há como discutir contra a história, a nossa região recebeu muita ajuda do governo e com um pouco de sorte, desenvolvemos uma boa infra estrutura e uma excelente economia. Hoje, quando falamos retirar de um lado rico e passar para o lado pobre, achamos um absurdo, mas será que é mesmo?

É mais fácil virar as costas do que ajudar o lado que precisa

Não há como discutir, é muito mais fácil organizar uma revolta de separação, agora que a nossa região é uma região próspera, do que ajudar a desenvolver as regiões que possuem problemas. Não acho que procurar a saída mais fácil torne a pessoa fraca, mas ver a situação atual de outras pessoas, negar ajuda, ou melhor, negar a ajuda que dá atualmente, isso sim a torna-a fraca.

Ao invés de pedir reforma política, ou melhor, reforma tributária, pedindo menos arrecadação federal e mais arrecadação estadual, as pessoas que possuem uma ideia limitada ou ainda raiva e ódio crescente preferem cruzar os braços e virar a cara para uma região que, por motivos adversos, não possui o mesmo desenvolvimento que nós.

Utilizar a falácia do tamanho do país e a diversidade com que ele se encontra é inevitável, mas posso garantir a vocês que não é isso que não nos faz ir pra frente. O Canadá possui o povo mais diversificado do mundo e um tamanho sem igual. Ah, mas não podemos falar de países desenvolvidos. Ok, Russia e China, apesar de todos os problemas e adversidades que possuem, estão bem melhores que o Brasil, mas não digo isso por conta de motivos políticos, mas sim por conta do povo.

O real motivo

O povo brasileiro é o problema, na verdade, a cabeça do povo brasileiro. Você que é a favor de uma separação, não é melhor do que aquele cara que vendeu o voto por R$100,00 ou ainda por uma cesta básica, pois possuem a mesma ideologia, que é "quero o melhor pra mim, quero alguém que governe pra mim, os outros, que se danem". Existe uma leve diferença entre ser individualista consciente e possuir esta linha de raciocínio, e a diferença é consciência do certo e do errado. Quando se é individualista consciente, se pensa em você como centro de tudo, mas quando a coisa se torna grande, esta pessoa tende a pensar no melhor para todos, e não somente no melhor para ele, pois sabe que se todos estiverem em um nível acima, ele também estará. Quando se possui a ideologia do "eu e foda-se o resto", acontece isso que estamos presenciando hoje, falta de consciência coletiva.

Concluindo, gostaria de dizer que, enquanto nós, brasileiros, não melhorarmos nosso modo de pensar e nosso modo de agir, iremos continuar andando em círculos. Iremos continuar elegendo pessoas ruins para ser nossos presidentes, continuaremos com esta mente fechada e, porque não dizer estúpida, de apontar o dedo e tentar achar os culpados, quando você é um deles. Por isso, gostaria que você, que possui este tipo de mentalidade, pensasse a respeito. Será que realmente esta é a melhor saída para todos? Se não, por que só pensar em seu benefício próprio? Ou ainda, isso faz de você uma pessoa na qual você gostaria que seu filho se espelhasse?

Uta!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Não existe tempo pra luto...

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Sem choro, temos que tocar o barco
A Dilma se reelegeu, a última chance que nós que somos contra este governo do PT esvaiu-se. A Bolsa de Valores abriu com queda de 10% nos papéis brasileiros, e possivelmente este será o cenário para os próximos anos, queda de investimento no Brasil e bolsa em queda.

Apesar de tudo isso... Temos que tocar o barco. Amanhã é um novo dia, um pouco mais cinza para nós, mas ainda sim, um novo dia. Iremos trabalhar, pagar nossas contas e ouvir rizadinhas de colegas que votaram a favor do governo atual, como se isso fosse um jogo de futebol que foi decidido nos penalties. Confesso que estou muito triste de saber que a maioria dos brasileiros ainda acredita que o atual governo será bom para o Brasil nos próximos quatro anos, mas não há como mudar isso.

Robert Kiyosaki comenta em seus livros da série Pai Rico, Pai Pobre que nós não podemos criar as regras; a única coisa que temos que fazer é, segui-las ou não. Então, retire essa imagem de "Brasil de luto" do seu Facebook, limpe as lágrimas, levante-se do chão e mãos-a-obra.

Vamos arregaçar as mangas, trabalhar e investir nosso dinheiro, seja em nossos próprios negócios ou na bolsa de valores, mesmo com este governo que continua a, cada dia que passa, acabar com todas as nossas vontades de pensar em um futuro melhor.

Lembro de uma frase do filme Karate Kid III, que o senhor Myiagi fala para o Daniel:
- Eles quebraram sua loja!
- Eu reconstruo.
- Eles quebraram seus vasos!
- Eu compro novos.
- Eles mataram seus bonsai.
- Eu planto-os novamente.
Lembrem-se, não importa o quanto tentem acabar com nosso ideal de um futuro melhor para nós, continuem insistindo, pois só conseguirão seu objetivo, quando nós desistirmos.

Uta!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A falência do atual modelo educacional

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Nos últimos dias ouvi muita gente comentando que a Dilma quer diminuir a quantidade de matérias nas escolas, já o Aécio quer aumentar o tempo em que os alunos estudam.

Na minha opinião, nenhum dos dois candidatos estão corretos. O principal problema não é aumentar ou diminuir a carga horária dos alunos, ou o salário dos professores (este é um grande problema, mas não o maior deles), mas sim o atual modelo do nosso sistema educacional.

Ontem e hoje, assisti diversos vídeos do TED talks, para quem não conhece, uma excelente meio de passar o tempo, pois temos diversas palestras de aproximadamente vinte minutos cada, dos mais diversos assuntos, e em algumas dessas palestras, nós temos um palestrante chamado Ken Robinson, que comenta sobre como o sistema educacional atual está flagelado. Por isso, antes de continuar a ler esta postagem, sugiro que vocês assistam a algumas de suas palestras. Deixarei abaixo alguns links, não se preocupem, todas as palestras possuem legendas em português.

Como as escolas matam a criatividade

Como fazer com que a educação escape do vale da morte

Tragam a revolução da aprendizagem

Robinson comenta que o atual padrão das escolas tem como modelo o padrão do início do século XIV, onde o único intuito era criar mão de obra para a indústria. A escola hoje em dia cria mentes como commodity e não como algo humano. Este atual modelo cria pessoas baseados nos princípios da indústria, como linearidade, conformidade e lotes de pessoas.

De acordo com o palestrante, temos que nos basear nos princípios da agricultura, onde a mente floresce, não como um processo mecânico, mas sim como um processo orgânico.

Eu sinceramente concordo com ele, ainda mais no Brasil. Hoje, se você está no colegial, a única coisa que você houve é, "Presta atenção na aula, se não, não irá passar no vestibular!". E quem disse que todos precisam fazer universidade? Quem disse que precisamos aprender matemática e gramática, mais do que aprendemos sobre música e dança?

As crianças são diagnosticadas cada vez mais com ADHD (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), assim como tenho certeza que eu iria ser diagnosticado se estivesse no primário. Mas a diferença é que, as crianças não tem ADHD, elas tem algo que nós adultos não temos, que é infância. Vai além da nossa compreensão ficar sentado e estudando coisas que muitas vezes não gostamos. Odiava aulas de português e não conseguia prestar atenção nas aulas de gramática, até hoje não consigo, tanto que as minhas piores notas aqui no Canadá estão sendo em gramática. Amo números, e também tenho certeza que existe pessoas que não gostam das duas coisas, mas adoram pintura, dança ou qualquer outro tipo de arte. E o que acontece com elas? São tratadas com crianças com doenças porque não prestam atenção nas aulas importantes.

Outro ponto que o Robinson comenta e acho muito importante frisar. Hoje, os professores ensinam não para que possamos aprender, mas para que eles possam nos testar. Somos ensinados para, pura e simplesmente eles nos testarem. Duvida? Me diga qual foi o primeiro tópico estudado na faculdade naquela matéria que você odiava? Muito provavelmente você não irá lembrar, mas se alguém lhe perguntar, sobre detalhes de um tópico de uma matéria que você estudou e que gostou muito, garanto que irá lembrar até a frase que o professor comentou.

Os papel dos professores é facilitar o nosso aprendizado, só isso. Eles precisam fazer com que criemos aquela fagulha, aquela vontade de querer aprender mais sobre alguma coisa. Um belo exemplo disso está em vocês, meus caros leitores deste blog. Quantos de vocês não leram diversos artigos, comentários, livros, ouviram e assistiram diversas palestras e discussões sobre finanças? E isso porque de alguma maneira, algo ou alguém criou a fagulha da vontade de procurar por mais informação sobre este tema.

Todo o sistema atual de aprendizado está errado. Para mim, acredito que devamos incentivar todas as áreas de maneira igual, ou ainda, incentivar aquelas em que os alunos são melhores. Por exemplo, se uma criança tem facilidade e gosto por números, seria interessante dar a ele mais carga horária nesta matéria, do mesmo modo que se outra criança gostar mais de artes ou dança.

Acredito que até a oitava ou nona série atual, os alunos deveriam ter aulas de todas as matérias, assim eles poderiam saber o que eles tem mais habilidade. No colegial, seria diferente. Eles teriam aulas focadas onde o seu desenvolvimento é melhor. Dar aos alunos esta oportunidade, é desenvolver o talento de todos os alunos, mesmo que estes talentos não sejam para os números ou para línguas. Um aluno com talento para música não deve ser desprezado porque não sabe matemática, ou não vê graça nisso.

A maioria dos alunos que "fogem" do colegial, o fazem porque:
a) Acham chato
b) Acreditam ser irrelevante
c) Que a vida está fora da escola

Eu também acharia se eu fosse obrigado a sentar em uma cadeira e ser obrigado a estudar algo que acredito que não tenha valor nenhum em minha vida, ter meus sonhos reprimidos todos os dias pelos professores, e ser acusado de não prestar atenção na aula por conta das minhas notas baixas.

Acho frustrante uma criança falar que quer ser astronauta e ouvir o pai dizendo para deixar isso pra lá, e estudar química, porque ele nunca será um astronauta. Isso acaba com a pessoa, treina-o a fazer algo que não gosta e acaba com a ideia de diversidade mental.

E por fim, outra coisa que detesto no atual modelo educacional, que me fez perder muitas oportunidades na minha vida. A ideia de que não podemos errar, e devemos sempre fazer certo na primeira vez. Isso só, já é devastador, porque mitiga diversas inovação e novas ideias de diversas pessoas simplesmente porque elas vão contra o que já existe. Esta ideia simplesmente fortalece o senso comum, dificultando cada vez mais a permeação de novas ideias no mundo. Por conta disso, acredito que a quantidade de inovações que temos hoje é pífia, visto a quantidade de ideias que as escolas mataram antes mesmo delas serem criadas.

Desculpem a postagem longa, mas precisava falar o que acredito estar errado no atual modelo, para quem sabe, alguém, ou até mesmo eu, ler isso e fazer algo para que possamos ter uma revolução no modelo educacional.

Uta!

domingo, 19 de outubro de 2014

MANIFESTO DE PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DE ECONOMIA

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Para ler o manifesto na íntegra, clique aqui.

164 professores universitários de Economia, criaram um manifesto a respeito das afirmações feitas pela atual presidente da república, Dilma Rousseff.

Dentre as informações presentes no documento, podemos destacar algumas frases como:

O comentário sobre o fantasma do alto desemprego.
Neste cenário de baixo crescimento e inflação alta, a semente do desemprego está plantada. E os avanços sociais obtidos com muito sacrifício ao longo das últimas décadas estão em risco.
O principal motivo pelo medíocre desempenho da economia brasileira.
Em grande parte, atribuímos o desempenho medíocre da economia brasileira e a perspectiva de retrocesso nas conquistas sociais às políticas econômicas equivocadas do atual governo.
E o que precisa ser mudado na fala da atual presidente, e o que realmente precisamos pensar ao escolher o nosso candidato.
O Brasil tem sérios desafios pela frente e para enfrentá-los precisamos de um debate transparente e intelectualmente honesto. Ao usar de sua propaganda eleitoral e exposição na mídia para colocar a culpa pelo fraco desempenho econômico recente na conjuntura internacional, se eximindo da sua responsabilidade por escolhas equivocadas de políticas econômicas, o atual governo recorre a argumentos falaciosos.
Acho que a conversa vai além das ideologias de cada um, ou ainda de qual candidato ou partido a pessoa é partidária. Na minha opinião devemos pensar quem está mais preparado para resolver os problemas do atual governo.

Venho aqui dizer que fico grato pelas melhorias que o PT proporcionou na vida de muitos brasileiros que estavam na linha da miséria. Acredito que este foi um feito que não pode ser deixado passar, mas infelizmente, no momento não podemos deixar os atuais problemas continuarem, pois no futuro, esta bola de neve pode se tornar tão grande, que possivelmente demorará décadas para conseguirmos resolvê-la.

Uta!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A mudança de pensamento e os problemas do pré conceito

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Como todos sabem, estou aqui no Canadá para estudar. Como meu inglês não foi muito bom, estou fazendo um curso de inglês extensivo, juntamente com pessoas da China, Tailândia, Arábia Saudita e demais países.

Quando cheguei, já de cara fiquei em uma sala onde a maioria era árabe. Com um pouco de receio, comecei a conversar com eles e aprendi muitas coisas relacionadas a cultura. Hoje, estou em uma sala com mais chineses, porém, com três garotas árabes, onde uma delas utiliza burca (as outras duas não utilizam, mas usam sempre roupas compridas e um lenço cobrindo boa parte da cabeça, deixando apenas o rosto a amostra). Após uma longa conversa com elas, percebi que muitas coisas que são ensinadas para nós, são deturpadas ou erradas.

Primeiramente, quero deixar claro que, reconheço que tive pré conceito com os árabes e faço esta postagem primeiramente pedindo desculpas a todos eles, e principalmente aos muçulmanos.

As mulheres usam burca porque são obrigadas

Esta é uma das questões que eu perguntei a elas. Por que elas utilizavam a burca, e por que a garota continuava a utilizá-la aqui no Canadá? Primeiramente, elas utilizam a burca muitas vezes só quando estão fora de casa ou quando estão com visitas, nas demais vezes elas ficam mais a vontade. Sobre o motivo pelo qual ela ainda utiliza a burca aqui é porque ela gosta. Para ela, é uma questão de respeito para com a religião dela, ela não é obrigada pelo marido muito menos pela família, ela apenas faz isso porque gosta de seguir a sua religião.

Na Arábia Saudita, a maioria dos homens tem quatro mulheres

Errado. De acordo com os próprios árabes, a maioria possui apenas uma mulher. São poucos os homens que possuem mais de uma esposa.
Detalhe, para se conseguir casar mais de uma vez, é necessário que o homem mostre que é honrado, e que tem condições financeiras de sustentar mais de uma mulher. Caso o homem não consiga sustentar as duas mulheres, ou caso ele dê atenção mais para uma do que para outra, a família das mulheres podem pedir a separação. Isso não se torna uma desonra para as mulheres, mas sim para o homem, pois ele não conseguiu manter sua própria casa.

Os muçulmanos apoiam os ISIS e a Palestina

Meio certo. Muitos deles apoiam sim a Palestina, contudo, o que apoiam não é a guerra entre Israel e a Palestina, mas sim que Israel deixem os palestinos em paz, para que eles possam migrar para outros países ou ainda para que possam tentar reconstruir seu país. Sobre o ISIS, TODOS sem exceção são contra e não reconhecem eles como muçulmanos. Para eles, o ISIS precisa ser combatido porque eles não representam os reais muçulmanos.

Os muçulmanos são todos extremistas

Errado. Muitos deles seguem as regras do Corão, porém poucos são extremistas. Na sua grande maioria, são como os cristãos, tem sua religião, tem suas regras e as seguem, porém, na minha opinião, são muito, mas muito menos hipócritas que os cristãos.

Poucos praticam o ramadã 

Para quem não sabe, o ramadã é um período que varia de 28 a 31 dias na qual os muçulmanos não comem enquanto o Sol estiver no céu, ou seja, só é permitido a eles comerem durante a noite. O ramadã tem como princípio, lembrar a todos os muçulmanos da dor que as pessoas que não tem o que comer passam. Todos os muçulmanos com quem conversei praticam piamente o ramadã, e para eles este é um momento sagrado, onde muitos deles rezam e conseguem ficar mais perto do Deus deles. Os cristãos também tem um período semelhante de 40 dias, porém, poucos praticam. Este é um dos motivos pelo qual acredito que os muçulmanos são menos hipócritas que os cristãos.

Eles não adotam crianças

Errado. É correto dizer que são pouquíssimas as famílias que adotam crianças, porém o ponto que deve ser analisado é que, eles não adotam crianças porque não existem crianças para serem adotadas. A cultura muçulmana, é um absurdo que os pais rejeitem os filhos. Muitos dos filhos que são adotados são porque os país morreram e não tem família para que cuidem deles (algo muito raro também, pois uma família média muçulmana é composto por pai, mãe e 6 filhos), ou ainda, o que é mais comum, é uma família com mais dinheiro "apadrinhar" um filho de outra família com menos dinheiro.

Em resumo, muitas das coisas que eu acreditava ser verdade sobre os muçulmanos e árabes estava completamente errada. Para mim foi um choque saber tudo isso, e realmente fico envergonhado em saber que eu tinha um pré conceito totalmente errado sobre eles. Por isso senhores, digo a vocês que tomem cuidado, muitas vezes partimos de pressupostos totalmente deturpados sobre algo, somente porque não conhecemos algo.

Uta!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Porque o voto deveria ser facultativo

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Após o primeiro turno das eleições de 2014, volta-se novamente a pergunta: O voto deveria ser facultativo ou seria melhor continuar obrigatório?

O resultado do primeiro turno mostra que, 19,39% dos eleitores não compareceram as urnas, e do restante, 3,84% votaram branco e 5,80% anularam seus votos. Ou seja, dos 142.822.046 eleitores existentes no Brasil, apenas 115.128.851 compareceram as urnas e apenas 104.029.770 escolheram um presidente, um total de 72,83% eleitores realmente votaram em algum dos candidatos. Isso demonstra que os brasileiros vão as urnas apenas por obrigação (sendo que muitos deles não aparecem nem mesmo sendo obrigado).

Para aqueles que acreditam que o voto deve ser obrigatório, eles se baseiam nos seguintes pressupostos:
  1. o voto é um poder-dever; 
  2. a maioria dos eleitores participa do processo eleitoral; 
  3. o exercício do voto é fator de educação política do eleitor; 
  4. o atual estágio da democracia brasileira ainda não permite a adoção do voto facultativo;
  5. a tradição brasileira e latino-americana é pelo voto obrigatório; 
  6. a obrigatoriedade do voto não constitui ônus para o País, e o constrangimento ao eleitor é mínimo, comparado aos benefícios que oferece ao processo político-eleitoral. 

1. Alguns pensadores como Nelson de Souza Sampaio, salientam que o voto não é um direito, mas sim um dever com a coletividade para se escolher seus mandatários.

2. Quando o voto é obrigatório, a maioria do pleito vai as urnas para votar, dando assim mais credibilidade no resultado da votação. Isto é importante em democracias que ainda não foram  inteiramente consolidadas como é o caso do Brasil.

3. Para os defensores do voto obrigatório, a obrigatoriedade faz com que os eleitores se eduquem mais, trazendo uma responsabilidade maior a eles, fazendo com que eles tenham motivos maiores para pensar em quem votar.

4. De acordo com pensadores desta ideologia, o voto obrigatório é necessário no Brasil pois tanto o mais letrado quanto o mais ignorante expressam sua voz através do seu voto, impedindo assim que elitistas coloquem sempre alguém no poder. Outro ponto comentado neste mesmo tópico é que, pessoas com mais escolaridade, que são formadoras de opiniões irão se abster das eleições para aproveitarem o tempo livre.

5. A maioria dos povos latino-americanos possuem o voto como sendo obrigatório, e isto não vem ocasionando nenhum problema à sua democracia.

6. Por fim, o voto obrigatório retira o nível da participação dos cidadãos, contudo significa um ganho de liberdade individual.


Já os argumentos que são a favor do voto facultativo são:
  1. o voto é um direito e não um dever; 
  2. o voto facultativo é adotado por todos os países desenvolvidos e de tradição democrática; 
  3. o voto facultativo melhora a qualidade do pleito eleitoral pela participação de eleitores conscientes e motivados, em sua maioria; 
  4. a participação eleitoral da maioria em virtude do voto obrigatório é um mito; 
  5. é ilusão acreditar que o voto obrigatório possa gerar cidadãos politicamente evoluídos; 
  6. o atual estágio político brasileiro não é propício ao voto facultativo;

1. Para os defensores do voto facultativo, o voto é um direito e não um dever. Sendo assim, posso exercer meu direito de votar ou simplesmente não ir às urnas, dando ao cidadão a liberdade de não se expressar a respeito de quem eleger.

2. De acordo com os países desenvolvidos, o voto facultativo não fragiliza a democracia do mesmo, como pode ser visto em países como Estados Unidos, Canadá e países europeus.

3. Acredito que seja o principal argumento do voto facultativo. Quando o voto é opcional, só irá as urnas aqueles que são motivados a votar, aqueles que são conscientes de que devem exercer seu direito para que o país possa prosperar.

4. Alguns pensadores acreditam que, a maioria dos eleitores irem às urnas por serem obrigados, é uma falácia, pois a maioria da população irá comparecer mesmo que o voto seja facultativo.

5. Outro ponto importante do voto facultativo é que, o povo não fica mais politicamente evoluído por conta da obrigatoriedade do voto, muitas vezes, pelo simples fato de ser obrigatório, o povo tem aversão a temas deste tipo.

6. Apesar de tudo isso, os defensores do voto facultativo acreditam que este tipo de direito ainda deve ser obrigatório pois o Brasil não está preparado para ter votos opcionais.


Na minha opinião, acredito que o voto facultativo iria transformar o Brasil, não somente na questão de escolhermos sempre os melhores candidatos devido a maioria da população com um nível de ignorância na área política baixo irem as urnas mas também porque em caso de candidatos muito ruins, a população não iria comparecer, criando assim um método muito eficaz de repúdio da população perante aos atuais candidatos.

No Brasil infelizmente temos esta ideologia impregnada em nossas mentes de que política é algo que não deve ser discutido, criando assim uma aversão ao tema. Por isso, sou a favor de debates polêmicos, e de assuntos pouco abordados. Se não houver uma conversa produtiva, não iremos progredir nestes aspectos.

E você, acredita que o voto deveria continuar obrigatório ou deveria ser facultativo?

Texto baseado nas informações contidas no seguinte documento


Uta!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Troll. By Shane Koyczan

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Senhores, hoje não comentarei sobre política, Canadá, finanças pessoais ou qualquer outra coisa relacionada. Hoje, irei comentar sobre um vídeo que encontrei na internet, um vídeo intitulado Troll, criado por Shane Koyczan.

Neste vídeo, Shane comenta um pouco sobre os Trolls, criaturas que são muitas vezes encontradas em contos e histórias e que hoje fazem parte do nosso mundo. São criaturas que são movidas pelo ódio, pela necessidade de se criar tumulto, algazarra, e discórdia.

Em nosso mundo, elas não são parecidas como a imagem acima, mas sim como pessoas normais, mentes doentes que dentro a internet só tem uma única ideologia, fazer alguém ou algo tão ou mais miserável que eles. São pessoas que necessitam ver o caos, necessitam começar uma briga, necessitam fazer com que uma pessoa se sinta mal.

O vídeo é incrivelmente bom, e expressa de uma maneira inigualável o que é e como se porta um Troll. Apesar de muitos conhecerem, acredito que vale a pena gastar cinco minutos e meio para assistir este belo trabalho.

E para todos vocês, cuidado com os Trolls, a única coisa que os motiva é a amargura, é fazer com que a outra pessoa se sinta tão inútil quanto eles.


Uta!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Realizar Lucro... Venda Especulação, Não Valor!

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Nas últimas semanas tivemos muitos blogueiros e comentários sobre o tema, realização de lucros. Vou abordar um pouco sobre a minha opinião sobre o assunto, bem como mostrar alguns argumentos que me fazem tecer esta pensamento.

Primeiramente irei comentar mais sobre a diferença sobre especulação e valor, mostrando como estas duas coisas são intrínsecas no preço de todos os ativos financeiros depois explicarei quando podemos encontrar o melhor momento para se vender um ativo para a realização do lucro.

Vamos iniciar falando sobre preço, valor e especulação. Preço é o quanto o ativo está sendo cotado em um determinado momento. Este preço pode ser decomposto em dois elementos, valor e especulação. O valor é o preço pelo qual acha-se justo pagar ou vender por um determinado ativo. O valor varia de pessoa para pessoa, de estratégia para estratégia. A especulação é o quanto se varia o preço de acordo com a força compradora e vendedora. A especulação pode ser positiva ou negativa, dependendo do atual momento do mercado.

Um exemplo prático para ficar mais fácil o entendimento:

Senhor Manoel possui uma padaria. Certo dia, o senhor Comprador passa na padaria e pergunta se o dono estaria interessado em vender seu negócio; este se interessa pela possibilidade da venda de sua "empresa" e diz que gostaria de fazer negócio com o Comprador. Na manhã seguinte, Senhor Manoel analisa o patrimônio da sua padaria e todo o trabalho duro que deu na sua pequena empresa e acredita que seu valor é de R$200.000,00. O Comprador liga para seu amigo o Analisador de Empresas e pede para o mesmo dar uma olhadinha na padaria do Senhor Manoel. O Analisador de Empresas verifica a padaria do português, utiliza-se de algumas fórmulas e chega no valor de R$190.000,00 como sendo o valor correto. O Comprador vendo o valor dado pelo seu amigo fica assustado, pois o mesmo só possui R$150.000,00 para comprar a padaria e acredita que este seria o valor correto do negócio.
Após alguns dias Senhor Manoel diz ao Comprador que espera receber R$220.000,00 pelo seu negócio, já o Comprador salienta que gostaria de comprar por apenas R$135.000,00, depois de muita discussão chegaram a um acordo, e realizaram a venda por R$175.000,00.

Podemos ver que no exemplo o Senhor Manoel, o Comprador e o Analisador de Empresas possuem diferentes cifras para o que se diz o valor correto da padaria. O Senhor Manoel acredita que sua padaria valha mais pois deu muito suor e sangue para deixá-la daquele tamanho, já o Comprador acreditava que o valor correto era aquele que ele tinha em caixa naquele momento, por sua vez o Analisador de Empresas, que é imparcial nesta história, fez alguns cálculos e encontrou um valor diferente dos demais. Isso demonstra que, o valor de um determinado ativo é diferente de pessoa pra pessoa.

O que podemos chamar de especulação foi o aumento de R$20.000,00 por parte do Senhor Manoel e a diminuição de R$20.000,00 pelo Comprador no valor considerado correto por ele. De nada tem haver estes valores com os fundamentos da empresa, apenas são cifras dadas para aumentar o benefício das duas pontas.

O preço seria a cifra de R$175.000,00 que seria o valor real da transação.

Com isso podemos dizer que:

Preço = Valor + Especulação

Onde o valor de um ativo é seu "preço justo" e a especulação são valores adicionados ou subtraídos que não possuem relação com os fundamentos da empresa, mas sim com forças compradoras e vendedoras.

Concluído esta linha de pensamento, vamos ao principal motivo da postagem, quando seria um bom momento de se vender ou comprar um ativo.

Vamos analisar novamente o exemplo:

Após a realização da compra podemos dizer que o Senhor Manoel vendeu valor, pois o preço da transação foi menor que o valor estipulado pelo mesmo. Já o Comprador, comprou especulação porque o valor encontrado por ele foi menor do que o valor da compra. Este é o pior cenário para ambos os lados, pois ninguém quer vender valor e comprar especulação, mas sim o inverso.

Se o Senhor Manoel quisesse vender por R$135.000,00 e o Comprador quisesse adquirir a empresa por R$220.000,00 então, no final da transação teríamos o melhor cenário, o comprador compra valor e especulação negativa, e o vendedor vende valor e especulação positiva.

Ou seja, quando falamos de compra de ativos, sempre devemos buscar comprar especulação negativa e quando vender, vender especulação positiva. Ora, mas porque o número encontrado para o valor não é alterado? Ele não é alterado porque estamos utilizando um período fixo e é ai que a brincadeira começa a se tornar complicada e se aproximar mais da realidade.

Vamos imaginar que o preço de um ativo está a R$15,00, porém na minha análise o valor do ativo é de R$13,00. Seria interessante eu comprar este ativo? Não, pois estaria comprando R$2,00 de especulação. Mas e se fosse para vender? Neste caso sim, pois você lucraria R$2,00 por conta da especulação. Agora, vamos imaginar que a empresa apresentou melhoras excelentes na produção e agora o seu preço está em R$17,00, porém devido as melhoras nos números, o valor do ativo para você agora é de R$20,00. Neste caso qual seria a melhor opção? A compra, logicamente, pois você estaria comprando especulação negativa, ou seja, estaria tendo um desconto no valor do ativo.

Isso significa que a falácia venda na alta, compre na baixa nem sempre é verdadeira. Para deixá-la correta devemos dizer, venda especulação, compre especulação negativa, pois nem sempre vender na alta quer dizer que você estaria vendendo especulação, muitas vezes, se a empresa for realmente boa, você estaria vendendo valor (ou especulação negativa).

Certo, mas qual é a regra que devemos seguir para a realização do lucro? Essa:

Se valor > preço, então, não venda. Compre
Se valor < preço, então, venda. Não Compre.

Agora, qual é a chave para resolver esta equação? Qual o valor! Por conta disso que sempre devemos ter uma cifra balizadora e nunca utilizar o preço do ativo como ele, afinal, se partimos deste pressuposto, a todo momento será hora de comprar e vender, ou nunca será hora de nada.

Para concluir, acredito que devemos sempre utilizar uma cifra balizadora para que possamos encontrar momentos oportunos no mercado para a venda ou compra de ativos. Esta cifra pode nos ajudar na realização do lucro e também a não perder dinheiro em momentos de venda de alta quando os fundamentos também estão em alta.

Uta!