Uma vez estagiário, sempre estagiário.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O Blog do Estagiário no Facebook

Escrito por with 1 comentário
Senhoras e senhores, tenho a honra de dizer a vocês que o Blog do Estagiário está no Facebook.

Página do O Blog do Estagiário no Facebook

O objetivo principal da página no Facebook é trazer novos leitores para o blog e também para criar um meio de comunicação rápido e mais ativo. Irei fazer postagens rápidas sobre temas diversos além de comentar quando um novo texto estiver pronto aqui no blog.

É isso ai pessoal, aos interessados curtam e sigam a página e esperem pelas próximas postagens.

Uta!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O que é o Livre Mercado?

Escrito por with 2 comentários
Quando conversamos com investidores ou economistas, frases com a expressão "livre mercado" normalmente vem a tona, contudo, diversas pessoas não compreendem inteiramente a expressão ou são totalmente ignorantes em seu entendimento. Nesta postagem tentarei explicar de maneira simples o que significa o livre mercado e quais as diferenças entre o mercantilismo.

Antes de explicarmos o que é o livre mercado é importante comentar sobre o conceito de mercantilismo, pois assim será mais fácil de você leitor entender o contexto bem como a diferença entre ambos.

O que é mercantilismo?

De acordo com a investopedia.com, a definição de mercantilismo pode ser dada como um modelo econômico que "aumenta o riqueza de uma nação por uma regulação governamental imposta em todo o comércio nacional. Este modelo acredita que uma força nacional pode ser maximizada através da limitação de importação através de altas tarifas e pelo aumento da exportação".

Este modelo foi colocado em prática na Europa entre os séculos XV e XVIII. Como dito anteriormente, é caracterizado pela forte intervenção do Estado na economia e pode ser feita através de três modelos: balança comercial favorável, pacto colonial e protecionismo. Atualmente no Brasil é utilizado o primeiro e o último modelo, onde explicarei a seguir.

Balança Comercial Favorável
      Balança comercial favorável é quando o valor das exportações são maiores que as importações dado um período de tempo, normalmente de um ano. Portanto, no mercantilismo, é necessário que as exportações sejam maiores que as importações, assim a balança comercial será favorável ao país. Os países preferem uma balança comercial favorável pois assim teremos em tese, mais capital dentro do país, gerando assim mais riqueza. Uma balança comercial desfavorável é quando existe dinheiro saindo de uma nação. Alguns métodos utilizados pelo governo brasileiro para manter essa balança favorável é forçando a exportação, através de uma depreciação da moeda e barrando a importação através do protecionismo, que falaremos a seguir.

Protecionismo
      Podemos dizer que protecionismo é um método utilizado por alguns países para forçar a balança comercial favorável, protegendo (dai a ideia do nome, protecionismo) o mercado interno de produtos de melhor qualidade advindos de fora da fronteira. Este modelo ajuda a atividade econômica interna do país porém força a não entrada da concorrência estrangeira. No Brasil por exemplo, temos um protecionismo forçado através de altos impostos (alíquota de impostos sobre importação atualmente é de 60%) para produtos e serviços que vem de fora da nação.

Em resumo, o mercantilismo tenta proteger os produtos e serviços nacionais, normalmente isso é visto como incapacidade de geração de produtos e serviços de alta qualidade equiparáveis aos internacionais, favorecendo assim a saída e barrando a entrada de produtos. Este modelo é utilizado pelo Brasil para proteger a indústria e o comércio atual, porém é um modelo que tende ao fracasso ao longo do tempo, pois ao proteger o mercado interno, a nação sofrerá com falta de produtos de boa qualidade, criando assim uma falsa ideia de que os produtos atuais são bons e  estão a um preço competitivo e que não há a necessidade de melhorias.

Agora que explicamos um pouco do mercantilismo, podemos explicar mais facilmente o livre mercado.

O que é o Livre Mercado?

Ao contrário do mercantilismo, o livre mercado é "baseado na produção e demanda, com pouca ou nenhuma intervenção do governo. Um mercado completamente livre é idealizado na forma de uma economia de mercado onde compradores e vendedores podem fazer suas transações livremente baseadas em um acordo mútuo de preços sem a intervenção do estado em forma de taxas, subsídios ou regularizações" (Investopedia).

É óbvio que a ideologia de nenhuma intervenção do Estado na economia é algo utópico, já que o mesmo precisa arrecadar impostos e precisa de uma mínima regularização. Contudo, podemos ter um governo com regularizações simples quando se trata de transações e que possui taxas igualitárias, o inverso do protecionismo, onde há taxas maiores para importações do que em produtos nacionais.

Como funciona?

O pensamento básico por trás do livre mercado é: ambas as partes ganham com a troca, tanto o comprador quanto o vendedor, diferente do modelo mercantilista que acredita sempre que só há só um ganhador, o vendedor. No livre mercado teríamos um imposto para todos os produtos, sem distinção de produto nacional ou importado, como é feito nos países desenvolvidos. Contudo, para que tudo isso seja possível é necessário que o governo tenha um câmbio e balança comercial flutuante, além de igualar as taxas da melhor forma possível, não somente pensando em importação e exportação, mas também em produtos industrializados e não industrializados, produtos, serviços, entre outras distinções.

Adam Smith, criador da teoria econômica acreditava que não há a necessidade de um governo intervencionista pois o mercado produzirá bens de qualidade a um preço que a sociedade espera, pois a sociedade, na busca por lucros, irá responder as exigências do mercado.

Vamos a um exemplo:

Imagine que sou vendedor o único vendedor de cachorro quente no mundo, e os vendo a R$1,00 e o produto é composto apenas de pão, salsicha e mostarda. Vamos imaginar agora que todo mundo está interessado em comer cachorro quente, aumentando assim a demanda pelo meu produto. Assim, elevarei meu preço a R$5,00 e não farei nenhuma mudança, afinal estou vendendo o mesmo produto a um preço maior, ganhando assim maiores lucros. Ao ver meu progresso, outras pessoas também começarão a vender cachorro quente a um preço mais barato e além disso, colocarão mais ingredientes para chamar a clientela. Deste modo que, para não fechar meu negócio, terei que abaixar meu preço e desenvolver um melhor produto para atrair os antigos clientes. No final, eu e os concorrentes nos beneficiamos pois conseguimos produzir lucro com nosso produto e os clientes também ficaram satisfeitos, pois eles puderam comprar um produto de qualidade a um preço competitivo.

Os impactos na mudança de modelo

O maior problema é o impacto na hora da mudança do modelo mercantilista para o modelo de livre mercado. Primeiramente, ao simplificar as taxas e regularizações os preços dos produtos e serviços podem cair pois é um ônus a menos para o produtor, mas também podem se manter pois o mesmo poderia aumentar os lucros. Em segundo plano, ao abrir as portas para os produtos importados, faria com que somente os produtores capazes de equiparar seu produto aos internacionais sobrevivam ao mercado. Neste primeiro momento haverá diminuição nos produtos, aparição de novos produtos com melhores qualidades, mas ao mesmo tempo, haverá um aumento no desemprego ocasionado pela quebra de empresas com pouca vantagem competitiva. Também ocorrerá uma desequilíbrio na balança comercial e possivelmente uma grande flutuação no câmbio.

Parece o fim do mundo não é? Mas calma, isso só aconteceria se a mudança fosse rápida e sem planejamento.

Vamos imaginar um processo de oito anos para a mudança de mercantilismo para livre mercado. Nos primeiros dois anos, o governo inicia medidas para simplificação dos impostos (lembre-se, simplificação é diferente de diminuição), depois da simplificação, imagine um balanceio das tarifas. Primeiro analisa-se como poderia ser tributado os produtos, serviços, patrimônio, ganhos, etc mas a fim de se ter um retorno igual ao atual nas taxas e impostos, depois disso, aplica-se este novo sistema de tributação nos próximos dois anos. Já se foram um mandato. No próximo mandato, o presidente poderia diminuir gradativamente os impostos sobre importações, deixando o país ser inundado aos poucos pelos produtos estrangeiros, assim as empresas nacionais teriam tempo para mudar seu plano de negócio ou seus produtos para que consigam sobreviver a nova realidade. A balança comercial e o câmbio começariam a oscilar, porém, controladamente. Por fim, no final do segundo mandato, os portos estariam totalmente abertos para os produtos estrangeiros, a economia nacional estaria um tanto quanto controlada e o livre mercado seria alcançado.

Espero que o texto possa ter ajudado a esclarecer um pouco sobre o que é e como funciona o livre mercado.

Referências:
http://www.investopedia.com/terms/m/mercantilism.asp
http://useconomy.about.com/od/tradepolicy/g/Balance-of-Trade.htm
http://econlib.org/library/Enc/Protectionism.html
http://www.investopedia.com/terms/f/freemarket.asp
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=52
http://ordemlivre.org/posts/a-superioridade-moral-do-mercado
http://www.coladaweb.com/economia/adam-smith-o-formulador-da-teoria-economica

Uta!

domingo, 10 de agosto de 2014

Planejamento + Ação + Perseverança = Sucesso

Escrito por with 3 comentários
Perseverança: Eu odiava cada minuto do treino, mas dizia,
"Não desista. Sofra agora e viva o resto da sua vida
como um campeão" - Muhammad Ali
Na postagem passada, comentei sobre a geração Y, minha geração, e como ela também é chamada de geração dos fracassados. Nesta postagem vou comentar sobre o que essas pessoas podem fazer para mudar o modo de pensar e não desistir tão facilmente das coisas.

PLANEJE SEU FUTURO!

Antes de mais nada, é necessário que você estabeleça metas. Como? Simples. Faça o seguinte, pegue trinta minutos do seu tempo e imagine como você quer a sua vida daqui dez anos. Imagine como ela será, seu emprego ou empresa ou aposentadoria, sua casa, sua família, etc.

Agora, volte ao presente. Verifique tudo o que precisa fazer para ter a vida que você imaginou. Se você quer uma família, você precisa achar um/uma companheiro/companheira. Se você quer um bom emprego, pense nos anos que terá que trabalhar para conseguir isso, se você quer ser professor universitário, imagine o quanto você terá que estudar. Se você quer ser milionário, reflita quantos dígitos você terá que aumentar em sua conta.

Tá parecendo difícil né? Pois é, isso que você nem começou a colocar a mão na massa, mas não desista!

Agora que viu o tamanho dos problemas que irá enfrentar, chegou a hora de quebrá-los em pequenos pedaços. Eles se tornarão milhares, mas ao menos você poderá lidá-los um de cada vez. Mais uma vez, não desista!

Organize-se. Veja como vai lhe dar com todos os problemas. Qual você irá atacar primeiro e qual atacará por último. Faça um plano, apenas um, de como irá conseguir chegar ao seu objetivo dentro do período estipulado.

Depois de analisar e planejar o que quer da vida e como irá buscar este objetivo, chegou a hora da ação.

COLOQUE O PLANO EM AÇÃO. AGORA!

Inicie-o agora. Sem titubear. Não deixe para amanhã. Não fique só pensando de braços cruzados, sem por nada em prática. É o seu sonho, ninguém irá realizá-lo para você. Parece um caminho difícil, longo e doloroso, e realmente é. Ninguém disse que é fácil, mas digo a você que tudo é simples, basta focar no seu sonho, iniciá-lo e continuar, sem desistir até que o resultado seja alcançado.

Se você não colocar o seu plano em ação agora, você sempre irá arrumar uma desculpa para não fazê-lo. Um dia será porque está com dor de cabeça, outro porque está sem paciência, outro porque é seu aniversário, outro porque terá que trabalhar até tarde. Esse é o problema desta geração. Desiste antes mesmo de começar. Pare com isso! Foque no seu sonho e comece a ralar!

Quer se tornar um milionário, comece a ganhar dinheiro. Quer se tornar um professor, comece a estudar. Quer ser promovido, comece a trabalhar duro. Quer ser um excelente pai, comece a entender seus filhos. Quer ser dono do próprio negócio, comece um plano de negócio.

PERSEVERE ATÉ ALÉM DA EXAUSTÃO
Entre no mar até que sua cabeça esteja totalmente submersa. Segure a respiração o máximo que conseguir. Quando você não aguentar mais, solte o ar mas continue embaixo d'água. Preste atenção nesta sensação desesperadora. Essa sensação de que você quer respirar mais do que qualquer outra coisa. Quando a vontade de mudar sua vida for igual a essa sensação, ai sim você terá sucesso.
-Eric Thomas

A última e principal chave para o sucesso. Perseverança! Isso é algo que realmente a geração Y não possui. Quando a vida vira um soco na cara, elas desistem. Quando tropeçam no meio do caminho, desistem. Quando alguém fala mais alto com eles, desistem. 

Existe uma frase no filme Rocky que fala sobre isso...
Não é sobre o quão forte você bate. É o quão forte você pode tomar e continuar em frente. É assim que são feitas as vitórias.
A vida lhe dará tanto tapa na cara, mas tanto, que você ficará acostumado a levar uma surra dela. Alguns acham que isso é uma demonstração de que não se deve continuar, mas acredito que isso seja apenas para selecionar os melhores.

Por isso, persevere, por mais dolorido que isso possa ser. A dor é temporária, o resultado será para sempre! Se você der tudo o que tem, verá que não há porque ter um plano B, pois o plano A dará certo, cedo ou tarde. Tenha foco! Faça tudo o que tiver que fazer para que você consiga chegar ao seu objetivo.

E é assim que chegará ao sucesso.

Uta!

sábado, 9 de agosto de 2014

Geração Y: A geração de fracassados

Escrito por with 11 comentários
Antes de iniciarmos a conversa sobre a geração Y, vamos entender quem faz parte dela, qual o seu contexto, suas características e por fim, sua patologia.

A geração Y é formada pelas pessoas que nasceram entre o fim da década de 1970 até o início da década de 1990 (há diversos autores que citam outras épocas, contudo a maioria abrange este período).

Esta geração cresceu em um mundo onde a tecnologia estava em grande desenvolvimento e com uma economia mundial prospera. Viram o surgimento da internet e dos celulares,  além de passar boa parte da infância com seus vídeo-games ou ainda assistindo televisão. Filhos da geração X, geração esta que cresceu com uma realidade totalmente diferente, foram acostumados a ter tudo o que queriam e a serem super protegidos pelos pais. Devido a esta criação, a geração milênio acredita que tudo pode ser conseguido de maneira fácil, e devido a isso, é a geração mais infeliz, mimada, egocêntrica e a mais fracassada de toda a história, sem contar que é a geração que mais apresenta problemas com ADHD ou TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade).

A geração X foi uma geração surrada, acostumada a trabalhar muito para receber pouco. Por conta disso, criou seus filhos da melhor maneira que pode, dando tudo do bom e do melhor. O problema é isso fez com que essa geração acreditasse que tudo pode ser conseguido de maneira fácil, acham que a a vida dará tudo de mão beijada, tanto que suas expectativas em relação a sua vida profissional e financeira são extremamente altas, o que faz com que tenham grandes frustrações.

A felicidade pode ser transcrita em uma fórmula matemática, onde :

Felicidade = Realidade - Expectativa

A geração X cresceu tendo pouca expectativa sobre tudo, quando verificavam que a realidade não era tão dura quanto imaginavam tinham como resultado uma alta quantidade de felicidade. Porém, o inverso acontece com geração Y. Com alta expectativa sobre tudo, principalmente com relação a carreira profissional, normalmente recebem um tapa na cara da realidade, criando assim um resultado negativo, ou infelicidade.

Os Y's possuem um grande egocentrismo e uma alta capacidade de reconhecer as outras pessoas por suas babaquices. Acostumados com a internet e posteriormente com as redes sociais, sua necessidade por atenção se tornou tão grande, que já se tornou quase uma patologia. Mulheres postando fotos semi nuas para receberem curtidas em seus Facebook, homens mostrando a sua capacidade de serem estúpidos para chamar a atenção das mulheres, são duas provas que podem ser encontradas em um scroll na timeline de qualquer perfil de rede social.

Com o ego inflado, grandes expectativas e alta infelicidade, esta geração também está acostumada ao fracasso, ou melhor, está acostumada a desistir facilmente. Não é a toa que existem diversos estudos relatando o aumento da rotatividade de pessoal dentro das empresas com pessoas nascidas neste período. Quando a barra aperta, correm, desistem, não aguentam pressão. E nem pense em criticá-los, pois não aceitam críticas, mesmo que seja construtiva.

É uma geração com diversos problemas, muitos deles relacionados diretamente com o psicológico, porém todos podem ser facilmente resolvidos através de uma nova perspectiva de pensamento, e é sobre ela que irei comentar na próxima postagem.

Referências:

http://www.voced.edu.au/content/ngv23141

http://www.revista.ufpe.br/gestaoorg/index.php/gestao/article/viewFile/197/178

http://www.huffingtonpost.com/wait-but-why/generation-y-unhappy_b_3930620.html

http://www.marketwatch.com/story/10-things-millennials-wont-tell-you-2013-06-21

http://elitedaily.com/life/the-10-reasons-why-generation-y-is-soft/

Uta!