Uma vez estagiário, sempre estagiário.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Analisando o P/L na prática

Escrito por with 8 comentários
Nas últimas postagens mostrei como podemos utilizar o P/L para decidirmos em qual empresa aportar. Esta postagem tem como objetivo mostrar como esta estratégia se comporta na prática.

A metodologia


Para utilizar como exemplo, busquei comparar três empresas, BBAS3, CRUZ3 e LEVE3. Essas empresas são de setores diferentes, apresentam diferentes características, a única coisa que compartilham de igual é que são hoje as melhores empresas em seus respectivos setores.

Utilizei o site Exame para buscar o histórico de cotação e o site Fundamentus para encontrar buscar o histórico dos lucros trimestrais. Para este estudo vamos analisar um período de sete anos (de 2007 a 2014).

Tabela com os valores analisados
Na tabela acima podemos encontrar os valores utilizados neste estudo.
Para manter uma constância nos valores, foi pego o preço dos ativos no primeiro pregão de cada mês.

O resultado


O resultado encontrado depois da análise foi:

Foram feitas 80 compras em 80 meses.
  • 27 compras de CRUZ3
  • 45 compras de BBAS3
  • 08 compras de LEVE3

O preço médio dos ativos ficou em:
  • CRUZ3 : R$14,58 - Média do período : R$15,55
  • BBAS3 : R$22,83 - Média do período : R$22,83
  • LEVE3 : R$17,81 - Média do período : R$22,70

O P/L médio no final do período foi de:
  • CRUZ3 : 29,56 - Média do período : 31,14
  • BBAS3 : 3,87 - Média do período : 3,93
  • LEVE3 : 16,47 - Média do período : 19,88

A conclusão

Depois de analisado o resultado podemos concluir que está técnica pode ser utilizada para encontrar a melhor oportunidade de compra em um determinado momento entre dois ou mais ativos.

Utilizando a técnica de buscar o menor P/L na hora da compra, pudemos ter um preço médio entre 0,00% a 21,54% menor se os ativos fossem adquiridos todos os meses. Também teremos um P/L mais atrativo do que a  compra mensal de todos os ativos. Os valores encontrados ficaram entre 1,52% a 17,15% menores.

Com um P/L e preços médios menores do que a média no período, podemos dizer que a carteira que foi criada com esta estratégia possui um melhor rendimento, mostrando que a utilização desta técnica é válida para os investidores que fazem aportes mensais.


Uta!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Estagiário Responde 003

Escrito por with 6 comentários
Está pergunta foi enviada pelo leitor Evaldo:
Olá, boa noite! Parabéns pelas matérias, já adicionei o blog nos  favoritos :-).
Estou pensando em começar um pequeno investimento e gostaria se possível de algumas dicas! Estou pensando em investir 15.000 em gado de corte. Já possuo as terras mas terei que investir nas cercas e divisões do pasto.
A terra possui água em abundancia e muita pastagem. A mão de obra seria feita por um funcionário. Gostaria de saber o melhor peso para se comprar e qual o melhor peso para se vender e também qual o tempo de engorda em um pasto como esse. Sendo mais preciso, comprando bezerros na faixa de R$ 400,00, em quanto tempo (aproximadamente) ele fica pronto para o abate e qual o retorno financeiro/bezerro. Agradeço desde já.


Olá Evaldo,


Fico contente que tenha gostado das postagens.

Vamos lá.
O investimento inicial seria de R$15.000,00.
Seria necessário:
 - Dividir o pasto
 - Comprar animais para corte

As perguntas:
Qual seria o melhor peso para compra e para venda?
Qual o período ?
Qual o retorno financeiro por cabeça ?

Minha sugestão seria a seguinte:
Utilizar parte dos R$15.000,00 para cercar dividir o pasto. Utilizar mourões de eucalipto tratado e a cerca do tipo "urso", caso tenha presença de animais fêmeas nas fazendas ao lado, utilizar a cerca do tipo "elefante" só por garantia.

Normalmente, ao comprar as cabeças de gado não é interessante verificar o peso, mas sim duas coisas importantes, a idade e se já estão capados. Normalmente a melhor opção é comprar bezerros desmamados que ainda não foram capados, assim você tem um animal independente (não precisará de amamentação) e com um peso bom (não terá sobrepeso devido a capação).
Para a venda, existem alguns estudos que mostram que o melhor custo benefício está quando o animal atingir o peso de mais ou menos 17, 18 arrobas. Se o pasto foi de qualidade e voltado para engorda é possível obter este peso em aproximadamente 18 meses de engorda. O retorno financeiro depende muito da qualidade dos animais, pasto e alimentação, além de outros fatores que fogem ao criador, como doenças e tempo, mas é possível obter um retorno real médio de 50% do valor investido.

Espero ter ajudado. :)

Você tem alguma dúvida, ou gostaria de enviar uma mensagem ? Então clique aqui e entre em contato, ajudarei no que for possível. :)


Uta!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Índice Estagiário de Ações [Jan/14]

Escrito por with 3 comentários
Segue a atualização do Índice Estagiário de Janeiro de 2014.


Queda forte de 2,21% se comparado a pequena queda de 0,47% do Ibovespa no mesmo período.

As três ações que mais caíram no período foram:
Paraná Banco [PRBC4] : -6,91%
Telefônica [VIVT3] : -6,02%
Odontoprev [ODPV3] : -5,97%

As três ações que mais se valorizaram foram:
Bematech [BEMA3] : +3,91%
QGEP Participações [QGEP3] : +2,32%
Eztec [EZTC3] : +1,14%

Proventos do período:
Dividendos - Ambev [ABEV3] - R$0,10 por ação - R$273,10 - Pagamento: 23/01/2014
JSCP - Ambev [ABEV3] - R$0,154 por ação - R$357,49 - Pagamento: 23/01/2014

Uta!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Analisando o P/L dos Títulos Públicos

Escrito por with 9 comentários
Na postagem passada mostrei como podemos optar por uma empresa dentre dois ou mais ativos analisando-se o histórico do P/L. Para quem não leu é só clicar aqui.

Hoje vamos falar um pouco sobre o P/L de alguns títulos públicos e entender um pouco mais sobre este indicador e o por que ele pode nos ajudar muito a compreender o conceito de risco e como podemos analisá-los juntamente com as ações.

Quanto você está disposto a pagar em um título público com validade de dez anos ? Será que um título de R$1.000,00 que dará ao investidor R$120,00 por ano com validade de vinte anos está com um preço aceitável ?

Encontrar o P/L dos títulos públicos é algo relativamente fácil, basta verificarmos o valor do título na sua validade, calcular o lucro líquido, dividir pela quantidade de anos e depois comparar o lucro anual com o valor pago no momento da compra.

Abaixo podemos verificar os dados de alguns títulos públicos:

Papel
Valor Compra
% Anual
Valor Final
Lucro Líquido (15% IR)
P/L
LFT-070317R$ 5.916,339,88R$ 8.083,05R$ 1.841,7110,15
NTNBP-150519R$ 1.712,0712,16R$ 2.946,90R$ 1.049,618,42
NTNBP-150824R$ 1.213,0412,43R$ 3,541,24R$ 1.978,976,53
NTNBP-150535R$ 596,1512,60R$ 5.135,76R$ 3.858,673,30
LTN-010116R$ 802,8811,80R$ 980,65R$ 151,1010,62
LTN-010117R$ 707,9012,36R$ 956,68R$ 211,4710,04

* IPCA 12m : 5,91%
** Selic 9,9%

É possível perceber que os títulos com data final mais próxima e os indexados a SELIC possuem um P/L maior, pois em tese, apresentam menor risco ao investidor. Já os ativos indexados pelo IPCA possuem maior risco e consequentemente apresentam um menor P/L. Deste modo, com o passar do tempo ou alteração no valor da SELIC, os títulos também terão uma variação no seu valor, criando uma volatilidade na relação preço por lucro o que faz com que esta alteração também possa ser calculada e pode ser analisada também pelo pequeno investidor para verificar se seria interessante ou não aquele ativo em um determinado momento.

Como os títulos públicos são considerados renda fixa nós olhamos a cotação final do ativo ou seja, o seu valor futuro, diferentemente das ações que para analisarmos nós recorremos ao histórico dos lucros e não fazemos projeções.

Agora nós podemos analisar juntamente as ações e os títulos públicos para sabermos se em um determinado momento é melhor investirmos em ações de alguma empresa ou ainda se naquele momento é melhor investir no Tesouro Direto.

Velhas Virgens - Se Deus Não Quisesse

Uta!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Encontrando qual empresa aportar

Escrito por with 2 comentários
Pense rápido, em qual empresa da sua carteira você colocaria seu próximo aporte ? E agora responda... Por quê ?
Você compraria Banco do Brasil a R$20,00 ? E se o lucro caísse 50% no próximo trimestre, ainda sim compraria a R$20,00 ?

Encontrar boas empresas é algo relativamente simples, como vimos na série de análise setorial aqui no blog. O problema agora é encontrar qual a empresa está mais atrativa em um determinado momento.

O Dimarcinho mostrou como podemos precificar uma empresa na última postagem dele, que você pode conferir aqui. Através do valuation, podemos encontrar um valor balizador para compararmos com o valor de mercado e então inferir se aquela determinada ação está sendo cotada a um preço bom ou se está sobrevalorizada.

O problema de se utilizar o valuation é que muitas vezes, precisamos de valores de variáveis que para o pequeno investidor é sumariamente complicado definir, como a variável risco e a taxa de perpetuidade. Outro ponto negativo é sua complexidade, que faz com que seja de difícil assimilação para pessoas que não estão acostumadas com este tipo de análise.

Eu prezo a simplicidade das coisas, por isso prefiro utilizar uma outra estratégia para poder escolher qual a melhor empresa para comprar em um determinado momento. Para isso iremos utilizar apenas duas informações, Lucro Líquido Por Ação e Preço do Ação.

Lucro Líquido por Ação, porque basicamente é isso o que estamos procurando quando montamos a estratégia de longo prazo, e o Preço da Ação porque é de grande importância no momento da compra.

Para compreendermos melhor, vamos imaginar três ativos, AAAA3, BBBB4, CCCC11 com as seguintes informações:


Podemos ver que o lucro por ação se altera a cada três meses, isso é para ilustrar os resultados trimestrais das empresas. Também podemos analisar que tentamos sempre encontrar o valor do P/L e também a sua variação ante ao valor do mês anterior.

Certo, mas como vamos saber qual a melhor empresa em cada momento para nós investirmos ?
Nós só precisamos comprar a empresa que teve a maior variação negativa ou menor variação positiva em cada período. Simples não ?

Exemplo, vamos imaginar que vamos fazer três aportes, um em Janeiro, outro em Abril e último em Julho todos no ano de 2014. Percebemos que em Janeiro tivemos uma variação negativa de mais de 33% do P/L da ação CCCC11, pois ela teve uma alta expressiva dos seus lucros mas a cotação não subiu tanto a ponto de acompanhar o P/L, por isso ela estaria naquele momento com um certo desconto. Já e abril do mesmo ano, quem teve um aumento do lucro mas que o preço não acompanhou, foi a empresa AAAA3 que teve uma queda do P/L de 6,33%. Por fim em Julho de 2014 temos uma queda expressiva do P/L da ação BBBB4 que também teve uma alta dos lucros mas não da cotação.

O que quis retratar aqui, é que analisando os P/L nos momentos em que fazemos as nossas compras podemos encontrar entre duas ou mais empresas qual delas está com um desconto maior em suas ações.

Mas por que o P/L e não somente o preço da ação ? Imagine que a empresa irá fazer uma nova subscrição de ações, isso irá diluir o lucro por ação, e consequentemente fará com que a cotação caia dando a impressão que houve uma oportunidade de compra o que pode ser ou não verdade. O mesmo acontece com as junções e recompras de ações, que fazem o preço delas aumentar rapidamente mas que nem sempre significa perda de oportunidade.

O método é uma análise ad momentum, ou seja, não tenta prever o futuro da empresa, não tenta encontrar possíveis crescimentos ou preços justos da ação, simplesmente analisa um determinado momento se o preço da ação em relação ao lucro está maior ou menor ante a um valor passado, deixamos a precificação do ativo para o mercado, pois este é absoluto, ou seja, quem diz qual o valor da ação não é um ou dois investidores, mas sim a massa compradora e a massa vendedora, a única coisa que podemos realmente fazer é ou comprar, ou vender ou não fazer nada e esperar.

Uta!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Índice Estagiário de Ações

Escrito por with 22 comentários
Depois de fazer a análise de todos os setores e conseguir garimpar as melhores empresas, irei utilizá-las para criar um índice, o Índice Estagiário, que servirá para mostrar o desempenho delas e verificar se realmente é interessante ter na carteira somente as melhores empresas de cada setor ou se todo a análise foi em vão.

Para criar o índice partirei dos seguintes princípios:

  • O índice terá todas as 21 ações selecionadas.
  • Todas as ações terão participação igual no índice de aproximadamente 4,76%
  • Os JSCP e dividendos serão utilizados para rebalancear o índice
  • Para rebalancear, não será permitido a venda de nenhum ativo
  • O preço de início dos ativos, será o valor de fechamento do primeiro pregão deste ano
  • Os valores de atualização serão da data do dia 15 de cada mês, data está também utilizada para recompra de ações
Sendo assim, segue a composição do índice e seu valor inicial:


O dia 15 foi escolhido para distribuir melhor as postagens regulares no mês e também para que os investidores que quiserem utilizá-lo como comparativo de suas carteiras terem o valor do mês antes do dia do fechamento (gostaria muito que fosse utilizado, já que tive e terei um trabalhão para criá-lo e atualizá-lo hehehe).

Também precisarei de ajuda dos amigos que tiverem essas empresas em suas carteiras para que me avisem quando houverem dividendos, JSCP e demais distribuições dos lucros para que seja mais rápido a atualização do índice.

Dúvidas ? Perguntas ? Sintam-se a vontade.

Uta!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Financeiro e Outros

Escrito por with 8 comentários
Este setor é o mais complicado para se analisar pois aqui estão empresas comuns como, exploração de imóveis, corretoras de seguros, mas também agregam os bancos e empresas de crédito. Por este motivo, temos que subdividi-lo em três seções para podermos encontrar de maneira mais simples as melhores empresas do setor.

As seções serão as seguintes:
- Grandes Bancos (Formado pelos quatro grandes bancos, Banco do Brasil, Itaú, Santander e Bradesco)
- Pequenos Bancos (Todos as instituições financeiras que forem bancos excluindo-se os quatro grandes e os que pertencerem ao segmento de Sociedade de Crédito Financeiro)
- Demais Empresas (Aqui entram as seguradoras, empresas de exploração de imóveis e demais empresas que não entraram nas seções anteriores) - Não serão analisadas essas empresas devido a sua complexidade de muitos segmentos.

Os bancos serão analisados de maneira um pouco diferente das outras empresas, pois eles possuem indicadores que são próprios dos bancos.
Para encontrarmos as melhores empresas vamos analisar :
- Patrimônio Líquido : Igual a outras empresas
- Receita de Intermediação Financeira : É a receita dos bancos
- Lucro Líquido : Semelhante a outras empresas
- Margem Bancária : Seria a margem bruta dos bancos
- ROE : Igual a outras empresas
- Índice Basiléia : É um índice que mostra quanto o banco pode se alavancar. Em tese, quanto maior melhor
- Provisão para Devedores Duvidosos : Quanto o banco tem guardado para possíveis empréstimos de clientes que possuem um risco alto
- Provisão para Devedores Duvidosos / Lucro Líquido : O montante da provisão em comparação ao lucro líquido. Em tese, quanto menor a provisão em relação ao lucro melhor

Vamos a análise!

Grandes Bancos

Nesta seção vamos analisar os quatro maiores bancos do Brasil, Itaú (ITUB3, ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC3, BBDC4).

A média do P/L dessas empresas é de 8,94, O ROE fica próximo de 17,45 e a Margem Bancária em 14,50%. O patrimônio destes grandes bancos é enorme, ficando por volta de 70 bilhões.

Todos estes bancos geram lucros e todos eles apresentam indicadores acima da média do setor, contudo, alguns se sobressaem quando analisamos separadamente.

Itaú
Margem Bancária : 14,93%
ROE : 18,53%
Índice Basiléia : 17%
Provisão para Devedores Duvidosos / Lucro Líquido : 1,24
P/L : 10,48
Free Float : ON 10,34% PN 90,23%
Tag Along : 80% para ON e PN
Volume : R$2.888.360,00 ON e R$306.225.000,00 PN
Payout : 25,02%

Banco do Brasil
Margem Bancária : 17,26%
ROE : 26,15%
Índice Basiléia : 15%
Provisão para Devedores Duvidosos / Lucro Líquido : 0,78
P/L : 4,18
Free Float : ON 29,82%
Tag Along : 100% para ON
Volume : R$194.006.000,00 ON
Payout : 34,69%

Santander
Margem Bancária : 11,49%
ROE : 7,46%
Índice Basiléia : 21%
Provisão para Devedores Duvidosos / Lucro Líquido : 2,40
P/L : 9,17
Free Float : UNIT 18,89%
Tag Along : 100% para UNIT
Volume : R$33.549.900,00 UNIT
Payout : -%

Bradesco
Margem Bancária : 14,33%
ROE : 17,64%
Índice Basiléia : 15%
Provisão para Devedores Duvidosos / Lucro Líquido : 0,84
P/L : 10,32
Free Float : ON 26,02% PN 92,35%
Tag Along : 100% para ON e 80% para PN
Volume : R$48.383.600,00 ON e R$228.168.000,00 PN
Payout : 17,43%

O Banco Santander é o que possui menor Margem Bancária, menor ROE e a maior provisão para devedores duvidosos sobre o lucro líquido, sendo assim já podemos excluí-lo.
O Bradesco e o Itaú possuem indicadores muito semelhantes, porém o que mais se destaca entre todos é o Banco do Brasil, com Margem Bancária maior, ROE maior, provisão para devedores duvidosos sobre o lucro líquido menor, menor P/L, maior payout e além disso possui um ótimo volume e 100% de Tag Along.
Para o pequeno investidor, basta analisar se é necessário uma quantidade maior ou menor de empresas em sua carteira. Caso seja necessário aumentar a quantidade a aquisição dos três bancos pode ser feita sem necessariamente aumentar o risco da carteira, contudo se o número de ações já estiver bom o suficiente basta você colocar o Banco do Brasil que estará excelente. Para fins didáticos, irei selecionar somente esta última empresa.

Selecionados:
  1. Banco do Brasil (BBAS3)

Pequenos Bancos

Os pequenos bancos possuem características singulares por isso não podem ser analisados juntamente com os grandes bancos. Por causa do seu tamanho, eles não entram no conceito "Too Big To Fail", pois eles podem falir sem que haja maiores transtornos para a população, diferente dos grandes bancos que por conta do seu tamanho podem gerar um caos generalizado no país. Existe alguns que são geradores de prejuízos e outros que estão a beira da falência. Por isso o pequeno investidor precisa ponderar se realmente é necessário a inserção de um destes papéis em seu portfólio.

São 23 empresas que compõe esta seção.

Como adiantado acima, muitos apresentam prejuízos e já sairam da análise. São eles:
  • Finansinos
  • Banco Cruzeiro do Sul
  • Banco Pan Americano
  • Banco Indusval
  • Banco Mercantil do Brasil
Ficamos apenas com 18 empresas na análise. Existem também bancos que possuem margem bancária inferior a 10%. Normalmente bons bancos apresentam margens acima deste valor, por isso iremos retirar da análise as seguintes empresas:
  • Bic Banco
  • Banco Alfa
  • Banestes
  • Banco Sofisa
Restaram apenas 14 empresas. Para filtrarmos mais um pouco, vamos excluir os bancos que possuem ROE abaixo de 15%. Normalmente este valor é a média do setor, por isso iremos utilizá-lo. Ficaram fora da próxima análise:
  • Financeira Alfa
  • Banco Daycoval
  • Banco da Amazônia
  • Banco Mercantil de Investimentos
  • Banco Pine
Com apenas 9 bancos vamos agora utilizar outro verificador para fazer uma nova filtragem. As provisões para devedores duvidosos em comparação com o lucro líquido. Bons bancos apresentam este indicador abaixo de 1,00 pois isso demonstra que os seus clientes são de confiança e com isso oferecem menor risco. Por isso iremos retirar os bancos que possuem este indicador acima de 1,00. Ficam de fora:
  • Banco Nordeste do Brasil
  • Banco de Brasília
Agora vamos analisar o Índice Basiléia. Boas empresas possuem este índice acima de 15%, por isso vamos retirar aqueles que possuem este índice igual ou inferior a 15%. Ficam excluídos :
  • Banco ABC
  • Banco do Estado do Pará
  • Banco Patagônia
  • Banco do Estado de Sergipe
Ficamos então com as seguintes empresas e suas respectivas ações:
  1. Banco do Estado do Rio Grande do Sul (BRSR3,BRSR5,BRSR6)
  2. Paraná Banco (PRBC3,PRBC4)
  3. Banco BTG Pactual (BPAC3,BPAC5)
As ações BPAC3, BPAC5, PRBC3, BRSR3, BRSR5 não possuem volume suficiente para investimentos, o que exclui o Banco BTG Pactual. O Tag Along das duas ações que restaram são de 100%. Com isso ficaram apenas essas duas empresas como sendo excelentes opções para o pequeno investidor colocar na carteira.

Selecionados :
  1. Paraná Banco (PRBC4)
  2. Banco do Estado do Rio Grande do Sul (BRSR6)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Telecomunicações

Escrito por with 3 comentários
O setor de telecomunicações abrange empresas relacionadas a companhias de telefone e provedoras de internet. As empresas deste setor possuem alta competitividade e necessitam de grandes investimentos em melhoria das antenas telefônicas e manutenções regulares nas linhas já em utilização.

Passo 1 - Filtrar as empresas do setor

O setor possui 15 papéis de 9 empresas.

Existem boas empresas no setor contudo as empresas que apresentam prejuízos possuem indicadores péssimos, o que distorce o P/L para -6,47. A margem e o ROE ficam positivos em 3,65% e 1,40% respectivamente. A dívida média apresenta valor próximo a 60% do valor patrimonial líquido.
Normalmente essas empresas necessitam de alavancagem para construção e novas torres a fim de aumentar a abrangência e também para evitar tráfegos acima da capacidade máxima de cada torre.

Passo 2 - Filtrar as empresas lucrativas

5 empresas e suas 9 ações formam os indicadores da parte do setor geradora de lucro. Com o P/L próximo de 16,5 e margem líquida acima de 11% e ROE maior que 9% as empresas lucrativas apresentam um endividamento menor de apenas 20% do valor patrimonial líquido.
Os indicadores mostram bem a cara do setor. A margem líquida mediana e um ROE pequeno. Um endividamento relativamente pequeno e um P/L um pouco alto são características marcantes do setor.

Passo 3 - Filtrar as melhores empresas do setor

Para este filtro foi utilizado como requisitos os seguintes indicadores:
  • Margem Líquida maior que 10%
  • ROE maior que 8%
  • Endividamento sobre o Patrimônio Líquido de 0,3
Utilizando os indicadores ficamos apenas com duas empresas. São elas:
  • Telefonica Brasil (VIVT3, VIVT4)
  • Telenorte Celular Participações (TNCP3,TNCP4)
    Agora precisamos saber se essas boas empresas querem um pequeno investidor, para isso vamos ao próximo passo.

    Passo 4 - Filtrar as empresas com liquidez e Tag Along

    Telefonica Brasil:
    • VIVT3
      • Free Float : 8,17%
      • Tag Along : 80%
      • Volume : R$380.000,00
    • VIVT4
      • Free Float : 35,13%
      • Tag Along : 0%
      • Volume : R$1.700.000,00
      A Telenorte Celular Participações fechou capital e por isso não foi possível analisar a liquidez da empresa. A Vivo apresenta liquidez somente nas preferenciais, onde possui também um ótimo Free Float. Contudo, o Tag Along da ação é zero, demonstrando um certo descaso aos investidores de pequeno porte. Pode-se pensar em investir nas ações ordinárias da empresa, contudo assim como foi falado nos outros setores, o investidor precisa analisar se realmente é uma boa ideia colocar esta empresa na carteira, pois indiferente de qual ação escolher, terá um aumento significativo no risco, pois estará colocando um papel sem Tag Along ou sem volume transacional interessante.

      Resumindo:

      Quantidade total no setor : 9 empresas e 15 ações
      Quantidade lucrativa com dívida controlada : 5 empresas e 9 ações
      Quantidade acima da média : 2 empresas e 4 ações
      Quantidade com liquidez e tag along : 1 empresa e 2 ações

      Empresas selecionadas:
      1. Telefonica Brasil (VIVT3, VIVT4)
      Green Day - Basket Case

      Uta!

      quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

      Utilidade Pública

      Escrito por with 6 comentários
      Neste setor temos empresas que trabalham para atender as necessidades básicas das pessoas, como água e luz, além de tubulações e distribuição de gás. No parte relacionada a luz, temos empresas geradoras de energia e distribuidoras, e empresas que fazem ambos os trabalhos. É um setor muito procurado por investidores que visam dividendos pois grande parte dessas empresas possuem um Payout muito próximo de 100%.

      Passo 1 - Filtrar as empresas do setor

      O setor possui 96 papéis de 50 empresas.

      O preço sobre o lucro fica próximo a 19,5 e o ROE e Margem Líquida em apenas 1,87% e 6,03%. a Dívida relacionada ao patrimônio líquido é algo que devemos analisar com cuidado, pois está em 0,96. Este setor não apresentam muitas empresas não lucrativas, contudo, muitas delas possuem lucros pífios ou margens não muito atraentes, principalmente depois da última intervenção governamental que ocorreu em meados de 2012.
      É um setor muito atraente, mas ainda sim precisamos filtrar somente as melhores empresas para que tenhamos um retorno muito melhor da nossa carteira.

      Passo 2 - Filtrar as empresas lucrativas

      Este setor apresenta grande quantidade de empresas lucrativas devido a sua atuação principal. 56 ações de 29 empresas apresentaram lucros neste último ano. O P/L do setor apresentou um crescimento, assim como a margem líquida que subiu para mais de 14% e o ROE que está em patamares de 16,3%. O problema maior deste setor são as dívidas, que apresentam mais de 50% do valor patrimonial da empresa. Lógico que se a empresa tiver uma excelente governança isso não é problema, contudo é um ponto que pode acrescentar um risco a mais na carteira do investidor.

      Passo 3 - Filtrar as melhores empresas do setor

      Para este filtro foi utilizado como requisitos os seguintes indicadores:
      • Margem Líquida maior que 15%
      • ROE maior que 20%
      • Endividamento sobre o Patrimônio Líquido de 0,7
      Utilizando os indicadores ficamos apenas com cinco empresas. São elas:
      • Tractebel (TBLE3)
      • AES Tietê (GETI3, GETI4)
      • Ampla Energia (CBEE3)
      • Cosern(CSRN3, CSRN5, CSRN6)
      • Afluente (AFLT3)
        Agora precisamos saber se essas boas empresas querem um pequeno investidor, para isso vamos ao próximo passo.

        Passo 4 - Filtrar as empresas com liquidez e Tag Along

        Tractebel:
        • TBLE3
          • Free Float : 21,29%
          • Tag Along : 100%
          • Volume : R$2.260.000,00
        AES Tietê :
        • GETI3
          • Free Float : 28,57%
          • Tag Along : 80%
          • Volume : R$265.660,00
        • GETI4
          • Free Float : 51,28%
          • Tag Along : 0,00%
          • Volume : R$2.020.000,00
        Ampla Energia:
        • CBEE3
          • Free Float : 0,36%
          • Tag Along : 80%
          • Volume : R$0,00
        Cosern:
        • CSRN3
          • Free Float : 14,59%
          • Tag Along : 80%
          • Volume : R$0,00
        • CSRN5
          • Free Float : 18,72%
          • Tag Along : 0,00%
          • Volume : R$0,00
        • CSRN6
          • Free Float : 18,72%
          • Tag Along : 0,00%
          • Volume : R$0,00
        Afluente :
        • AFLT3
          • Free Float : 1,37%
          • Tag Along : 80%
          • Volume : R$0,00
          Cosern, Afluente e Ampla Energia infelizmente não apresentam liquidez nenhuma. Já GETI3 apresenta  um volume médio de centenas de milhares de reais. GETI4 não apresenta Tag Along o que aumenta o risco colocando-a na carteira. TBLE3 possui liquidez e 80% de Tag Along, fazendo dela o melhor dos papéis. Sendo assim as únicas ações capazes de fazer parte da carteira do pequeno investidor sem que haja um aumento considerável do risco seria TBLE3 e GETI3

          Resumindo:

          Quantidade total no setor : 50 empresas e 96 ações
          Quantidade lucrativa com dívida controlada : 29 empresas e 56 ações
          Quantidade acima da média : 5 empresas e 8 ações
          Quantidade com liquidez e tag along : 2 empresas e 2 ações

          Empresas selecionadas:
          1. Tractebel (TBLE3)
          2. AES Tietê (GETI3)
          A Day To Remeber - I'm Made of Wax, Larry, What Are You Made Of?

          Uta!