Uma vez estagiário, sempre estagiário.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Secessão, a saída dos fracos...

Escrito por with 20 comentários
Uma das coisas que o partido que está no poder conseguiu fazer de maneira meticulosa e bem sucedida foi incitar o ódio entre os brasileiros. Isso mesmo, o dividir para conquistar foi muito bem implantado pelo atual governo, principalmente com estas eleições acirradas.

No calor do momento, muitas pessoas com ódio e raiva no coração, começam a levantar a voz e apontar o dedo uma para as outras. No caso atual, sulistas e sudestistas incitam o ódio contra os nordestinos e nortistas, enquanto estes últimos, começam a criar um ódio contra os primeiros. Desta maneira, temos dois lados onde nenhum tem a razão. Ao se incitar o ódio entre regiões distintas, evitar ir ao local, e criar um conceito de raiva e repúdio por aqueles que moram naquela região, criamos algo chamado de xenofobia.

Para os que não estão familiarizados com o termo, deixo aqui a descrição segundo o site info escola:
xenofobia é um dos fenômenos mais presentes na história e também um dos mais característicos de nossa sociedade. Em uma definição mais geral, pode-se dizer que é uma aversão pelo que é diferente, pelo outro, que geralmente nos assusta com sua alteridade. [...] O repúdio a culturas diferentes geralmente traz em sua essência o ódio, a animosidade, o preconceito, embora este possa provir também de outras raízes, como opiniões preconcebidas sobre determinados grupos ou coletividades, por pura falta de informação sobre eles; conflitos ideológicos que envolvem crenças em atrito, causados por um choque conceitual; motivações políticas e outros tantos fatores.
Quando a xenofobia está presente de maneira homogênea, o problema torna-se mais preocupante, ocasionando possíveis atos e revoltas de maneira a liquidar ou separar em duas ou mais partes o terreno, a fim de acabar de vez com a ligação entre as partes. Desta maneira temos uma revolta de libertação, mais conhecida como Guerra de Secessão. De acordo com historiadores, o Brasil não teve nenhuma Guerra propriamente dita, mas ocorreu sim, movimentos separatistas como o caso da Aclamação de Amador Bueno em São Paulo, a Revolução Pernambucana, a Guerra dos Farrapos e a Revolta do Contestado no Sul, a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana e a Conjuração Carioca são alguns exemplos.

Após a apuração dos votos ficou claro que, o Partido dos Trabalhadores conseguiu mais votos nos estados pertencentes ao Norte e Nordeste e que o Partido da Social Democracia Brasileira teve maior quantidade de votos nos demais estados. Por conta disso, os estados que são contra o atual governo, com mais ênfase nos estados do Sul e São Paulo, começaram a gritar por Secessão, querendo criar um movimento separatista onde nos desligaríamos dos estados mais ao norte, criando assim dois países, o "Brasil do Sul" e o "Brasil do Norte".

Tá, tá, tá, entendi tudo isso, mas o que tem haver isso com o título da postagem. Ora, tudo haver, e vou comentar tudo isso, com calma mais abaixo.

Resposta simples para um problema complicado

Questões climáticas e históricas

Para os idealizadores da "revolta", a divisão resolveria o problema político atual, pois de um lado teríamos o pessoal que "paga a conta" e do outro, o povo que "recebe o dinheiro do sul". Observando apenas os números, isso é fato e não há como se negar, porém a questão é mais funda do que apenas números. Temos que saber o motivo pelo qual, o dinheiro flui do sul para o norte, e a resposta não é simples. Primeiramente devemos lembrar que o nordeste sofre com escassez de água e que o norte se encontra em meio a floresta amazônica. Segundo, o povo sofre com este clima, e com a falta de infra estrutura necessária. E por fim, o sul e o sudeste foram agraciados pelo fato de se haver uma população muito vasta nesta região. Não devemos esquecer que foi esta região que iniciou-se as grandes fazendas de café e de gado, que geraram lucros e trouxeram os estrangeiros, vulgo, mão de obra barata, para movimentar ainda mais o circulação de dinheiro nesta área.

Questões econômicas

Como o sul se beneficiou de haver a indústria, as fazendas e grande população, o local trouxe prosperidade, ora visto que quase todo o dinheiro transacionado circulava nesta área. Com o passar do tempo, as cidades foram crescendo, as industrias foram chegando e hoje temos uma área próspera. Mas e as regiões do norte e nordeste? Receberam verbas e subsídios, mas nem se comparam ao que o pessoal do sul recebeu. Não há como discutir contra a história, a nossa região recebeu muita ajuda do governo e com um pouco de sorte, desenvolvemos uma boa infra estrutura e uma excelente economia. Hoje, quando falamos retirar de um lado rico e passar para o lado pobre, achamos um absurdo, mas será que é mesmo?

É mais fácil virar as costas do que ajudar o lado que precisa

Não há como discutir, é muito mais fácil organizar uma revolta de separação, agora que a nossa região é uma região próspera, do que ajudar a desenvolver as regiões que possuem problemas. Não acho que procurar a saída mais fácil torne a pessoa fraca, mas ver a situação atual de outras pessoas, negar ajuda, ou melhor, negar a ajuda que dá atualmente, isso sim a torna-a fraca.

Ao invés de pedir reforma política, ou melhor, reforma tributária, pedindo menos arrecadação federal e mais arrecadação estadual, as pessoas que possuem uma ideia limitada ou ainda raiva e ódio crescente preferem cruzar os braços e virar a cara para uma região que, por motivos adversos, não possui o mesmo desenvolvimento que nós.

Utilizar a falácia do tamanho do país e a diversidade com que ele se encontra é inevitável, mas posso garantir a vocês que não é isso que não nos faz ir pra frente. O Canadá possui o povo mais diversificado do mundo e um tamanho sem igual. Ah, mas não podemos falar de países desenvolvidos. Ok, Russia e China, apesar de todos os problemas e adversidades que possuem, estão bem melhores que o Brasil, mas não digo isso por conta de motivos políticos, mas sim por conta do povo.

O real motivo

O povo brasileiro é o problema, na verdade, a cabeça do povo brasileiro. Você que é a favor de uma separação, não é melhor do que aquele cara que vendeu o voto por R$100,00 ou ainda por uma cesta básica, pois possuem a mesma ideologia, que é "quero o melhor pra mim, quero alguém que governe pra mim, os outros, que se danem". Existe uma leve diferença entre ser individualista consciente e possuir esta linha de raciocínio, e a diferença é consciência do certo e do errado. Quando se é individualista consciente, se pensa em você como centro de tudo, mas quando a coisa se torna grande, esta pessoa tende a pensar no melhor para todos, e não somente no melhor para ele, pois sabe que se todos estiverem em um nível acima, ele também estará. Quando se possui a ideologia do "eu e foda-se o resto", acontece isso que estamos presenciando hoje, falta de consciência coletiva.

Concluindo, gostaria de dizer que, enquanto nós, brasileiros, não melhorarmos nosso modo de pensar e nosso modo de agir, iremos continuar andando em círculos. Iremos continuar elegendo pessoas ruins para ser nossos presidentes, continuaremos com esta mente fechada e, porque não dizer estúpida, de apontar o dedo e tentar achar os culpados, quando você é um deles. Por isso, gostaria que você, que possui este tipo de mentalidade, pensasse a respeito. Será que realmente esta é a melhor saída para todos? Se não, por que só pensar em seu benefício próprio? Ou ainda, isso faz de você uma pessoa na qual você gostaria que seu filho se espelhasse?

Uta!

20 comentários:

  1. Mudar do sul para o norte/nordeste ninguém quer né? Será que lá é tão "bom" assim?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo,

      Leia o texto, e saberá o porque deste êxodo.
      Uta!

      Excluir
  2. Puta texto! Concordo! O problema do Brasil é o brasileiro em vários níveis, desde o vagabundo escorado nas bolsas do governo até o empresário fodão que explora funcionários. O brasileiro é um bicho difícil de se lidar... Acredito que outro imenso erro é a organização política do Brasil, não manjo muito mas até onde sei não existe país grande como o nosso que possua a gestão centralizada no governo federal. O sistema americano e até mexicano de estados unidos é a melhor solução pq cada um sabe onde o calo aperta. O sistema de countys dos EUA tb é muito bom. Qto mais regional o governo, melhor.

    Infelizmente (ou felizmente) essas eleições serviram para nos mostrar a mentalidade do brasileiro médio através das mídias sociais. Se eu já era descrente com alguma melhora por aqui, agora desisto de vez...

    Abraço!

    Corey

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Estado Brasileiro não é centralizado. Ele é descentralizado e organizado por competências federais, estaduais e municipais, segundo o princípio da predominância do interesse. Você não manja muito do assunto mesmo.

      Excluir
    2. Anônimo,
      Acho que o que o Corey quis dizer é que, a federação é muito potente e os estados são menos potentes no caso dos estados unidos por exemplo.

      Corey,
      Concordo, acho que quando focamos em parcelas menores é mais fácil de controlar, mas uma coisa é querer fazer isso com integridade e outra é simplesmente brandir e dizer que temos que nos dividir e ponto final. Isso não concordo.

      Uta!

      Excluir
  3. O problema é o ser humano. Só isso.
    O ser humano é individualista. Só pensa no seu umbigo e o resto que se lixe.
    Eu sempre digo que prefiro que os outros estejam em melhor situação que a minha. Ocorrendo isso, minha vida será melhor ainda, visto que já tenho uma vida maravilhosa.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo,

      Respeito a sua linha de pensamento.

      Excluir
  4. Estagiário, chega uma hora, depois de mais de 30 anos pensando no país, que ninguém aguenta. Eu já faço a minha parte, pago um caminhão de impostos e gero muitos empregos (diretos e indiretos). Infelizmente não vejo nenhuma mudança e nenhum benefício naquilo que faço em prol da população. Não vejo nenhum problema em existir um modelo de transferência de renda (como você disse do sul para o norte), mas é inaceitável que nem isso seja feito de maneira minimamente coerente.
    Infelizmente eu desisto de tentar ajudar o país por iniciativa própria (vou continuar ajudando com minhas obrigações, impostos, etc), mas tudo que eu puder fazer LEGALMENTE para pagar menos impostos eu vou fazer, mesmo que a conta seja "elas por elas" (exemplo, ao viajar pro exterior, leve moeda em espécie, mesmo que o custo total seja o mesmo, evita o IOF do cartão, ou compre carro usado e não seja você a pagar 30 ou 40% em impostos).

    Não gosto de generalizar que o problema é simplesmente "o brasileiro", mas temos um problema cultural grave em que ser bem sucedido é "pecado" e deixar a economia fluir e as empresas simplesmente lucrarem é um "crime".

    Não temos muito mais o que fazer, mas este é um pais que não deu certo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. EI,
      Se você pode dar trabalho direto e indireto, você já está fazendo sua parte.
      O que temos que nos focar não é em dividir, mas sim pedir para que esta partilha seja coerente, dando mais poder para os estados e menos para a federação como um todo. Ora, se você passa deveres para o estado, logicamente você terá que deixar mais dinheiro lá, e ai que começa a tudo ter um pouco mais de sentido. Você ajuda os estados menos favorecidos, mas ao mesmo tempo não sucateia aqueles que pagam as contas.

      Esta cultura está presente em todos os povos latinos, devido a sua ligação com a igreja católica, é só verificar que os países ligados a doutrinas diferentes possuem mais facilidade em entender que o rico é rico porque ele trabalhou e isso não é pecado, mas sim uma benção.

      Não desistiria do país assim tão rápido, visto que temos outras potências que mostraram que não deram muito certo, mas que depois viraram o jogo.

      Uta!

      Excluir
    2. Concordo com você que o que temos que brigar é para ter uma partilha coerente, mas eu estou quase desistindo disso. A minha atitude, que relatei no meu blog, parece fantasiosa mas é factível e já estou começando a colocar em prática.

      Financeiramente, para SP, não há dúvidas que o melhor seria uma separação. A Paulistânea estaria crescendo em ritmo acelerado, ao exemplo do Chile, mas sabemos que isso não é viável

      Quanto a desistir do país, sinceramente, estou bastante desiludido com tudo. Isso vem desde antes da eleição, mas é fato que esta eleição levantou um pingo de esperança que fosse haver alguma mudança.

      Conheço muitos países no mundo. Sei que existem coisas boas que só existem no Brasil, mas está difícil colocar na balança e ela pender para o nosso lado.

      Excluir
  5. Na realidade como as industrias (e empregos de qualidade) se concentram no sul e sudeste, quando nos repassamos dinheiro de impostos pra eles só estamos devolvendo PARTE dos impostos e renda que eles perdem por importar produtos do sul.
    Pensem num hipotética separação.
    O norte e nordeste parariam de comprar carros só para ter um exemplo especifico, as montadoras vão transferir algumas fabricas do sudeste para lá e isso acontecerá em todas as cadeias produtivas que terão que passar a produzir no nordeste e norte brasileiro para vender lá, além que eles passarão a poder importar de outros países se quiserem.
    De imediato São Paulo e o sul perderão empregos e empobrecerão e o nordeste enriqueceria.
    Obviamente é muito melhor ter o setor produtivo e sua distribuição automática de renda do que receber subsídios de distribuição burocrática.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo,
      O esquema na qual você está se baseando pode ser imaginado não no primeiro momento, mas em um segundo momento. Se nos separarmos dos estados do norte e nordeste, a fome e a miséria iria se instaurar, devido ao local não haver produtividade suficiente para se manter. Isso significaria um problema muito grande para se resolver.
      Deveras verdade que é melhor haver uma distribuição automática de renda do que receber subsídios de distribuição burocrática, mas para que ocorra o primeiro, é necessário ocorrer o segundo, ao menos no Brasil atual. Temos que dar as empresas um motivo para se instalar nos estados do norte e nordeste, bem como capacitar a população para receber estas indústrias. Com elas lá, tudo fica mais fácil.

      Uta!

      Excluir
  6. Estagiário,

    Discordo. Está muito claro que o Norte e o Nordeste preferem o PT e o Centro-Oeste, Sudeste (exceção feita à MG e ao RJ) e o Sul preferem o PSDB. Em resumo, uma parcela da população prefere o governo dos "pobres" e a outra o governo dos "ricos". Sendo assim e ocorrendo uma secessão pacífica, não vejo por quais motivos ela não poderia acontecer.

    Não tivemos, recentemente, o plebiscito da Escócia? Pois é, a ideia é a mesma. E antes que você me fale que a Dilma teve votos no país inteiro, é evidente que isso ocorreu, afinal, a maioria dos pobres votaram nela, que compõem o grosso do seu eleitorado.

    Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. IL,

      Discordo totalmente de você IL. O Brasil está dividido sim, mas qual o motivo? Temos uma grande parcela do pessoal do Sul que votou na candidata do PT porque atribuiu a ela as melhorias feitas naquela região. Se o Sul do Brasil tivesse recebido estas melhorias e o resto do Brasil não, com certeza a dispersão seria muito grande, agora, tendendo para o Sul, isso quer dizer que teríamos que nos desligar do Sul por isso?

      Falar sobre divisão do país por conta da divisão política de um segundo turno de uma eleição é algo completamente infundado. E se pegarmos as eleições passadas? Imaginemos nas eleições de 2002, 2006 e 2010. Será que teríamos como nos basear na divisão política?

      Ao invés de levantarmos um plebiscito sobre divisão do país, porque não criamos um para verificar se podemos dar mais poder aos Estados como um todo, diminuindo o poder federal, assim como é o caso dos Estados Unidos, criando leis mais abrangentes na esfera federal, e leis mais específicas na esfera estadual? Por que não tentamos encontrar uma saída que não crie ódio entre a população do Brasil?

      Uta!

      Excluir
    2. Estagiário, você realmente acredita que alguém vai fazer um plebiscito para aumentar o poder dos estados ou vai fazer alguma mudança estrutural neste país? É nisso que eu falo que desisti.

      Posso te dizer uma coisa, nada vai acontecer, nada. Pode ter protesto, passeata, qualquer coisa, nada vai acontecer. A única maneira de alguém fazer alguma coisa é se realmente o pais quebrar, aí a atitude fica inevitável. O pais vai quebrar? tb duvido.

      O Brasil é o pais do futuro desde que me conheço por gente e o problema é que o tempo está passando e daqui a pouco vai virar o país do futuro do passado

      Excluir
    3. EI,

      De maneira nenhuma acredito que teremos qualquer tipo de plebiscito, mas a questão que quero deixar é, gritar por uma separação é algo totalmente fora da realidade, além de ser na minha opinião, uma resposta no mínimo ignorante.

      Protestos, acredito que causem alguma comoção, mas nada irá mudar, com certeza. O que temos que fazer é o que disse, continuar do jeito que estamos... Afinal, nada mais podemos fazer.

      O Brasil ainda tem muito a melhorar, isso com certeza, mas desistir dele, acredito que ainda não.

      Uta!

      Excluir
    4. Do pais eu já desisti. Não significa que vou sair correndo dele, pois não dá, mas desisti de melhorá-lo enquanto pais.

      Neste momento todos os meus esforços são para a melhora da minha vida e de minha família, cumprindo apenas com minhas obrigações como cidadão, nada mais

      Como falei lá no post do meu blog, se alguém vier me pedir ajudar, doação, qualquer coisa, minha resposta vai ser negativa, e mesmo que eu não coloque para fora por uma questão de educação, meu pensamento vai ser: "vai pedir pra dilma", pois a minha parte eu já fiz.

      Excluir
    5. EI,
      Já fazendo a sua parte está de bom tamanho. O problema é que nem isso as pessoas fazem.
      Uta!

      Excluir
  7. Dois meses em total estagnação e um pequeno mundo desmoronado, esse foi o resultado de uma terrível tragédia familiar. Refletindo em como viver os próximos anos da minha vida, recebo um tal de "insight" e tudo acontece repentinamente...hoje, tenho 25 anos, não tenho filhos e estou solteiro. Foi uma decisão fatigante mas acabo de abandonar o curso de ciências farmacêuticas em uma universidade pública, fiz um acordo no trabalho e estou livre para pensar fora da caixa, dessa situação aprendo que a segurança é um sentimento pérfido.

    O Campo de Batalha surge como o diário de um jovem homem brasileiro resiliente, um sonhador de origem humilde com uma enorme apetência de vitória, que como milhões de outros continua lutando pela tão sonhada independência financeira. Há um ano estudando de forma autônoma posso afirmar, conheço de perto todas as dificuldades que rodeiam os iniciantes do universo empreendedor e no mercado financeiro!

    Deixo antecipadamente um pedido de perdão aos especialistas, analistas de mercado e imortais da Academia Brasileira de Letras, o objetivo aqui é dividir o conhecimento acumulado (e aprender) da forma mais simples possível, prometo que com o tempo e a prática irei melhorar.

    Assim começa uma nova história, repleta de objetivos e sem saber quais obstáculos terei que enfrentar nas sinuosidades da caminhada, se você tiver coragem e disposição para enfrentá-los traga uma mochila bem grande, vamos mergulhar juntos em um mar repleto de novas luzes, é uma região selvagem e somente com muita disciplina vamos vencer os desafios... quem sabe assim deixaremos uma trilha menos perigosa para novos exploradores.

    Conto com o seu apoio, envie críticas, elogios, sugestões de conteúdo e revisão textual, o blog é seu!

    LINK: http://campodebatalha1.blogspot.com.br
    LINK: http://campodebatalha1.blogspot.com.br
    LINK: http://campodebatalha1.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  8. Nosso país tem um histórico muito complicado.

    Fomos o último país das américas a abolir a escravidão(há pouco mais de 100 anos atrás ainda se vendia escravos), e isso deixa um marca que levará décadas para ser removida.
    Fomos colônia de portugal por muito tempo, e daí temos outra herança que levará muito tempo para ser removida, a herança do servilismo, do individualismo, do jeitinho brasileiro. Some se a isso, o fato de sermos um país de proporções continentais, com uma população gigantesca e bastante heterogênea, e está formada a sopa brasileira, que ao contrário do que muitos pensam não é tão simples de ser solucionada da noite pro dia. As comparações com os países escandinavos, não são justas, por conta desse nosso passado, que querendo ou não, norteiam a nossa cultura.

    E tudo isso que eu disse é ilustrado através das estatísticas, onde a renda per capta média do negro chega a ser a metade do branco[1]. O IDH da população branca também é maior em todos os estados do que o IDH da população negra[2].

    Enfim é um cenário complexo, e o secessionismo e a xenofobia só podem nos levar a um cenário ainda pior e mais perigoso.

    [1] - http://www.ipea.gov.br/retrato/pdf/revista.pdf
    [2] - http://www.justicaambiental.org.br/v2/admin/anexos/acervo/10_marcelo_paixao.pdf


    Abração

    ResponderExcluir