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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Métodos de Avaliação Econômica de Investimentos [Parte 03]

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Dando continuidade a avaliação econômica de investimentos, vamos falar de mais dois métodos, a TIR e o MTIR.

Ambos são utilizados para verificar a taxa de retorno de um determinado investimento, por isso, ao invés dos valores serem analisados como negativos e positivos, devem ser sempre comparados a TMA do ativo. Se o valor encontrado for maior que a TMA, então o projeto é viável, senão o investimento torna-se inviável.

TIR (Taxa Interna de Retorno)

A TIR é uma técnica na qual zera-se o VPL. Ela expressa a taxa de retorno média de um ativo, permitindo a comparação direta com qualquer outro tipo de investimento. O pressuposto da TIR é que todos os fluxos de caixa devem ser reinvestidos a uma taxa igual a TIR até o fim do horizonte de planejamento do projeto. Este é o principal problema do método, pois encontrar um investimento que tenha um reinvestimento igual a taxa encontrada por um tempo constante em um horizonte de tempo grande é muito difícil.

Apesar disso, a TIR é utilizada amplamente e muito aceita na área financeira. Assim como todos os outros métodos de avaliação, este também pode ser feito no Excel ou LibreOffice, porém sua utilização com apenas papel e caneta é algo mais complicado.

Só para relembrar os dados dos dois ativos:


A TMA :

PETR4 : 22,5%
GETI3 : 20,14%

Se aplicássemos a fórmula da TIR em ambos os papéis teríamos:

TIR PETR4 : 10%
TIR GETI3 : 27%

Ou seja, a Taxa Interna de Retorno de PETR4 é de apenas 10% a.a. enquanto da GETI3 fica em 27% a.a. (valores ao ano pois o fluxo de caixa é anual). Ao comparar com as duas taxas mínimas de atratividade podemos constatar que PETR4 está abaixo, sendo assim, é um investimento inviável. Já no caso da GETI3 temos um valor acima, fazendo o ativo ser interessante.

MTIR (Taxa Interna de Retorno Modificada)

Semelhante a TIR, a MTIR encontra um valor que irá zerar o VPL. Também é expresso por uma taxa média de um investimento e assim como a TIR pode ser comparada com qualquer outro. A única diferença entre ambas é que a MTIR utiliza o pressuposto que os fluxos de caixa irão ser reinvestidos a uma taxa igual a TMA. Apesar de não parecer nada extraordinário, a alteração realmente faz toda a diferença, visto que uma taxa semelhante a Taxa Mínima de Atratividade é mais próxima da realidade.

Assim como a anterior, a MTIR é facilmente calculada com os programas Excel e LibreOffice, e complicada demais para se fazer com papel e lápis.

Vamos verificar o resultado encontrado:

MTIR PETR4 : 15%
MTIR GETI3 : 24%

Como era de se esperar, os valores foram maiores para a PETR4 e menores para a GETI3 se comparados a Taxa Interna de Retorno, visto que a TMA neste caso irá influenciar proporcionalmente na diferença (no caso, PETR4 a TMA é maior, fazendo com que o valor da MTIR seja mais elevado. O inverso se aplica a GETI3).

Contudo, mesmo com esta discrepância de valores, o inferimento nos resultados permanecem iguais, PETR4 está abaixo da TMA, tornando-se um investimento ruim, e GETI3 está acima do valor mínimo estipulado, por isso, pode-se dizer que o ativo é um bom investimento.

Vale lembrar que nem sempre o resultado será o mesmo, por isso é importante a utilização do bom senso do analista ao verificar resultados divergentes. Contudo, ambas as análises são válidas, o emprego de uma ou de outra vai totalmente do gosto do investidor, caso queira ser mais rigoroso, pode se utilizar a TIR, caso o momento seja mais propício a uma análise mais realista, utiliza-se a MTIR.

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