Uma vez estagiário, sempre estagiário.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

As 48 Leis do Poder - Vigésima Lei

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É impressionante como nos comprometemos com coisas tão grandes por motivos tão insignificantes. Quando era mais jovem, sempre me comprometia com as coisas e ficava encabulado de desmarcar.
Por quantas vezes me comprometi de estudar com algumas pessoas e por estar cansado não compareci; de trabalhar até mais tarde e surgir um imprevisto; de ir visitar alguém e não conseguir pois o carro deu problema; até mesmo de brigas que depois eu não apareci por saber que iria apanhar, depois que parei e pensei a respeito.

O resultado sempre foi o mesmo. As pessoas ficam frustradas com a falta de comprometimento e você se torna uma pessoa ruim por conta disso, devido a sua falta de palavra. O engraçado é que se você sempre colocar o ar de dúvida e aparecer vez ou outra, você fica com uma fama de pessoa comprometida com o caso.

Quando percebi isso e comecei a falar "talvez eu apareça", "vou ver se consigo ir", "possivelmente eu vá", todo mundo começou a me ver com olhos de "se ele está dizendo que talvez apareça, significa que ele fará de tudo para ir, e que se não aparecer é, portanto, um infortúnio". Apesar de fazer a mesma coisa que sempre fiz, começaram a me levar mais a sério.

Portanto, ao invés de já prontamente dizer uma certeza, deixe o benefício da dúvida tomar conta.

NÃO SE COMPROMETA COM NINGUÉM

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

As 48 Leis do Poder - Décima Nona Lei

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Para esta lei, não irei contar uma história fictícia, apenas deixarei um link de uma notícia.


SAIBA COM QUEM ESTÁ LIDANDO – NÃO OFENDA A PESSOA ERRADA

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

As 48 Leis do Poder - Décima Oitava Lei

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É impossível não me lembrar da época em que fiquei com depressão. Meus pais não estavam perto, minha mulher havia me largado e levado meus filhos. Não haviam amigos por perto e além disso o clima chuvoso e a falta de emprego não estavam ajudando muito. Minha vida estava miseravelmente se esvaindo de mim. Era como se eu fosse um homem de areia em um vento forte, onde a força do ar me desintegrava segundo por segundo.

Fiquei trancado em casa por muitos e muitos dias, até que me vi na frente do fim do cano da minha arma, o cão puxado e no gatilho, o meu dedo indicador. A solidão tinha consumido o resto que havia de mim, e a escuridão da morte me parecia a única saída, afinal, escuridão por escuridão, ao menos na morte eu não sentiria nada.

Mas foi naquele exato momento de desespero que abri meus olhos e percebi que, toda aquela dor na qual sentia, não era culpa de ninguém a não ser a minha. Eu que me permitir sentir toda essa dor, a mão que iria puxar o gatilho era a minha. Como fui tolo permitindo-me sentir isso?

Guardei minha arma, tomei um banho, me vesti e apesar das olheiras negras e da falta de vontade de sair de casa, dei uma volta pelo meu bairro, mesmo debaixo da chuva. Cheguei em casa encharcado mas revigorado.

No outro dia, fui atrás de emprego, deixando meu currículo em todos os lugares por onde passava. Comecei a andar na praça próxima de casa e conheci muitas pessoas, até mesmo a minha atual mulher. Vi meus filhos e todas as vezes lhes ensinava algo novo. Iniciei o hábito de ligar para meus pais ao menos uma vez no meio da semana e ir visitá-los todos os domingos. Sai de casa, sai da solidão. Quebrei os muros das muralhas que me cercavam que eu mesmo construí. A solidão te mata por dentro, por isso nunca se isole, apesar que ficar sozinho e se conhecer é bom, mas nunca, jamais viva sozinho. O isolamento trará escuridão para sua alma, quer você queira, quer não.


NÃO CONSTRUA FORTALEZAS PARA SE PROTEGER – O ISOLAMENTO É PERIGOSO

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

As 48 Leis do Poder - Décima Sétima Lei

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Sempre fui muito pentelho quando era criança. Minha mãe sempre tinha problemas para me colocar limites, mas nunca desobedeci meu pai, pois sempre que fazia alguma arte, ele me fazia ficar com medo e sempre repensar naquilo que eu fiz, antes mesmo de receber qualquer punição. Nunca entendi mas agora que tenho meus filhos, compreendi o seu método.

Eu e meu filho estávamos na cidade para comprar um presente para minha esposa, visto que era o dia das mães. Ele estava meio agitado, mas enquanto não estava perturbando outras pessoas, deixe-o ser criança. Quando entramos em uma loja de flores, ele saiu correndo e eu o perdi de vista. Tentei procurá-lo, mas quando o encontrei, ele já tinha feito a traquinagem, quebrado quatro estames de lindas e belas rosas. Peguei-o pelo braço, fiz o olhar para mim e apenas disse a ele:

- Você sabe que o que fez é errado, e que não pode sair pro ai quebrando as coisas, certo?

- Desculpa papai.

- Você sabe, não sabe?

- Sei, mas...

- Nada de mas... Quando chegarmos em casa você vai receber o castigo que merece.

Não precisei falar mais de nada. Ele ficou calado ao meu lado durante o período em que estávamos na loja. Logicamente paguei pelos danos às rosas e pelo presente.

Quando chegamos em casa, ele estava estático, com os olhos lacrimejando e com um ar de terror. Disse apenas para que ele desse um beijo em sua mãe e que fosse para o quarto. Entreguei as rosas a minha esposa, troquei de roupa e fui com um dos chinelos na minha mão e a cinta na outra. Obviamente, quando ele me viu com os objetos em minhas mãos começou a chorar, mas pedi para que se calasse por um momento, e disse o seguinte:

- O que você fez hoje foi muito, mas muito feio. Deixou o florista chateado e seu pai muito decepcionado. Hoje, você irá ficar de castigo, mas caso você volte a fazer alguma traquinagem desta, poderá não ser um castigo apenas. Poderá ser, ou uma chinelada, ou uma cintada. Por isso, nunca mais faça uma coisa tão feia quanto a que você fez hoje, entendeu?

É lógico que ele fez algumas outras besteiras, como todas as crianças, mas nunca algo tão crítico ou pior. É necessário que você deixa claro para a criança que ela fez algo errado, mas nunca claro o suficiente o castigo que ela terá, pois assim, ela pensará e muito naquilo que fez.


MANTENHA OS OUTROS EM UM ESTADO LATENTE DE TERROR: CULTIVE UMA ATMOSFERA DE IMPREVISIBILIDADE

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Décima Sexta Lei

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Minha equipe tinha pego o projeto mais complicado dentre todos os projetos. Eu era responsável por coordenar 15 pessoas além de manter todo o projeto em ordem, documentado e dentro do cronograma.

Logicamente, todos os encarregados ficavam me olhando com desdenho, pois não colocava a mão na massa, visto que, a coordenação do projeto tomava todo o tempo em que ficava na empresa e mais algumas horas em casa.

Foi em um dia que chamei a atenção de todos por conta de um erro que havia sido feito e comprometido totalmente o cronograma, que viraram para mim e disseram que eu não podia reclamar, já que eles faziam todo o trabalho e eu apenas ficava brincando de gerenciar todo mudo.

Naquele exato momento, levantei da minha cadeira, fui até o meu chefe e pedi para ele parte das minhas férias atrasadas. O suficiente para que eu pudesse me acalmar um pouco. O mesmo concordou e na minha ausência, ficou responsável por coordenar o projeto.

Quando voltei de férias, todos aqueles que estavam praguejando dizendo que eu não fazia nada, estavam exaltando de felicidade, pois o projeto além de ter dado errado, atrasado, e alguns funcionários terem sido mandados embora, devido a falta de comprometimento, o chefe não conseguia ouvir as reclamações dos funcionários.

É interessante como as pessoas só percebem o real valor do se serviço e da sua presença quando não mais a tem. Isso não somente em casos de relacionamento, mas como este caso, no serviço e em qualquer relação humana. Utilize o a sua ausência para mostrar o real valor do seu trabalho.

USE A AUSÊNCIA PARA AUMENTAR O RESPEITO E A HONRA.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Décima Quinta Lei

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Marcelo bateu em minha porta. Achei estranho por conta da hora, mas abri mesmo assim. Antes que eu pudesse dizer algo, ele a empurrou e entrou apontando o dedo para mim, dizendo:

- Foi você que disse ao chefe que tinha roubado metade do estoque dele, não foi?

- Que história é essa, Marcelo?

- Você sabe muito bem! Eu estava tentando trocar o estoque pois os produtos estavam quase vencendo, e você foi lá para o chefe e disse que vendi para o concorrente. Fez tudo isso para que pudesse passar a perna em mim! Eu sei que o nosso santo não bate, mas isso já é demais!

- Escute Marcelo, sei que está bravo e não sei por que você está desconfiando de mim, mas pense um pouco. O que eu ganharia te tirando do seu cargo dessa maneira, e ainda sim, sabendo o que você estava fazendo?

- Não sei, diga você!

- Não fui eu. Foi o Diego e você sabe disso.

- Que maravilha! Apontando o dedo para a pessoa que disse que foi você! E em quem vou acreditar?

- Marcelo, acalme-se e veja os fatos. Se você cair, o chefe não confia cem porcento em mim, mas confia muito mais no Diego, ele que vê todas as mercadorias que entram e saem da empresa, porque ele cuida também da segurança. Não gosto de você e sempre disse isso, mas não tem o porque eu tentar acabar com você sendo que é um dos melhores profissionais da empresa. Veja, não tenho motivos para fazer isso, entretanto posso garantir que Diego sabia. Quer tirar a prova? Pergunte ao chefe, quem foi que falou, ou ainda para a secretária dele, quem foi lá falar com ele hoje.

Marcelo deu um passo para trás e ficou pensativo. O dedo ainda estava apontado para mim, mas não mais encostando em meu peito. Nunca gostei deste cara, sempre o coloquei na minha lista de inimigos, mas nunca faria uma coisa tão amadora como essa, muito pelo contrário, quando fui tentar ajudá-lo, não pude pois perdi o momento.

No dia seguinte, ele conversou com a secretária, que disse que Diego entrou no gabinete do chefe, e quando ambos saíram, o chefe estava possesso. Foi o necessário para ele saber que não tinha sido eu. Pediu desculpas, e agradeceu por ter tentando ajudar ele.

Daquele dia em diante, não tinha mais um inimigo dentro da empresa, mas sim, um grande companheiro. Já diria Abraham Lincoln, o melhor jeito de aniquilar um inimigo, é transformando-o em um amigo.

ANIQUILE TOTALMENTE O INIMIGO

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Décima Quarta Lei

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Sempre me dei bem com todas as pessoas, tanto que o meu apelido acabou sendo "Vereador", porque onde eu ia, todos me conheciam.

Não fazia isso por segundas intenções ou porque gostava de aparecer, mas simplesmente porque acreditava que devemos sempre mostrar a nossa melhor face, até que se prove o contrário.

O problema é quando alguém me provava o contrário.
Na última sexta-feira, cheguei no bar em que sempre ia após o expediente para dar a relaxada do dia. Como faço sempre, entrei, cumprimentei a todos, pedi a minha cerveja e sentei na minha mesa com alguns amigos, quando um deles veio e me falou:

- Por que você conversa com o Paulo?

- Por que não conversaria? Ele é muito inteligente e além disso, tem uma ótima didática para explicar os pontos de vista dele.

- Mas ele odeia você.

- E?

- Ele vai tentar te apunhalar um dia.

- E?

- E você não tem medo disso?

- Fernando, deixa eu te contar uma coisa. Eu conheço a mulher dele, os filhos dele, sei onde ele mora, quais os problemas que ele tem com a família, amigos, parentes e até no serviço. O chefe dele é amigo muito próximo do meu. Ele não gosta do chefe dele, já eu, tenho um forte laço de amizade com o meu. Sei onde ele leva o carro dele, e conheço todos os mecânicos, além do fato de saber tudo sobre a rotina dele. Não, ele não disse nada disso... Mas as pessoas falam. E sim, eu sei que ele pode tentar me apunhalar. Na verdade, ele já está tramando algo. Não sei ao certo, vamos deixar para descobrir na hora, ou se alguém me contar.

- Como você sabe disso tudo?

- Porque sou amigo de todos, e inimigo de ninguém. Mas isso não quer dizer que todos sejam meus amigos, e eu não tenha inimigos.

Conhecimento é a chave do poder, se você sabe tudo de uma pessoa, ela nunca fará nada contra você, porque ela sabe que se fizer, as consequências poderão ser bem piores. Portanto:

BANQUE O AMIGO. AJA COMO ESPIÃO.

As 48 Leis do Poder - Décima Terceira Lei

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O casamento já estava marcado, eu e minha mulher éramos, de longe, os noivos mais felizes na nossa roda de amigos. Porém, havia algo que estava consumindo nossos pensamentos...
Onde iríamos morar?

Já tínhamos visto algumas casas e nenhuma delas nos agradou. Isso foi tirando um pouco do entusiamo do nosso noivado, e eu comecei a ficar preocupado. Em um final de semana, dei a mim mesmo a meta de arrumar uma casa para morarmos.

Foi então que lembrei de um antigo amigo que estava trabalhando na maior imobiliária da cidade, mas já havia um tempo que não conversávamos. Apesar disso decidi ligar para ele.

- Imobiliária.


- Fernando?


- Sim.


- Aqui quem fala é o João, estudei com você no colegial.


- Poxa João! Quanto tempo. Como está?


- Estou bem, mas um pouco preocupado, pois noivei faz pouco tempo e não consigo encontrar um bom lugar para morar.


- Hum... - Nesse momento eu senti em sua voz que ele entendeu o motivo da ligação - E o que eu posso fazer por você?


- Estávamos pensando se você poderia nos ajudar, já que trabalha ai na imobiliária.


- Vou ver o que posso fazer.


A conversa poderia acabar aqui, entretanto, meus amigos, aprendam que nunca se deve apelar para a misericórdia de alguém, ou gratidão, mas sim para o egoísmo.


- Fernando... Quanto você ganha de comissão para cada casa vendida?


- 0.5% do valor da casa. Por que?


- Se você conseguir encontrar uma casa boa para mim e para minha noiva, triplico essa sua comissão, por fora logicamente, como um agradecimento pelo seu serviços.


- Que isso cara, não precisa disso.


- Não precisa mas é o que irei fazer. Veja o que pode fazer para nós, que eu garanto o seu pagamento.


Minha noiva tinha ligado no mesmo dia para a mesmo imobiliária. Foi necessário menos de um dia para meu antigo amigo, nos levar em três casas, em boas localizações, construídas a pouco tempo e que tinham preços bem interessantes. Em menos de quatro dias fechamos com ele, tempo necessário para a vendedora que a minha mulher ligou, retornar a ligação dizendo que só havia dois apartamentos na periferia da cidade com preços acima do valor de mercado

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A ganância e o egoísmo são as únicas duas coisas que você precisa apelar para uma pessoa, para conseguir o máximo dela. Nunca apele para a gratidão ou misericórdia, pois SE receber algo, será assim como o seu pedido, algo miserável. As pessoas são movidas por motivos egoístas, nunca por motivos altruístas, lembre-se sempre disso.


AO PEDIR AJUDA, APELE PARA O EGOÍSMO DAS PESSOAS, JAMAIS PARA A SUA MISERICÓRDIA OU GRATIDÃO

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Décima Segunda Lei

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Estava no posto de gasolina tomando um cerveja, enquanto deixava o tempo passar. Já era tarde da noite, e tinha mais algumas pessoas ao meu lado onde estava bebendo, quando fui ao banheiro para liberar as outras três cervejas que já havia bebido.

Ao passar por trás do posto, fui surpreendido por um bandido com uma faca que me parou e ordenou:
- Me passa dinheiro e celular, agora!

Eu olhei para ele, percebi que estava ansioso pois provavelmente era seu primeiro roubo. Na minha carteira havia mais de cem reais e o meu celular era muito importante para ser dado de mão beijada, não pelo seu preço, que para mim era irrisório, mas pelos contatos que estavam guardados ali.

- Amigo, está vendo aquela turma que está bebendo ali na frente do posto? Então, são amigos meus do quartel de Bragança, dois cabos e um soldado, além das duas sargentos que estão lá. Todos muito bem armados, assim como eu estou. Vou fazer o seguinte... Peguei bem devagar a minha carteira, tirei vinte reais e entreguei a ele.

- Vamos fazer assim, lhe darei vinte reais, e você some daqui, ou você tenta com esta faca me roubar e chamo por socorro deles caso não consiga pegar minha arma. A escolha é sua.

Eu sentia o medo e o desespero na cara do novato meliante. Ele retirou da minha mão a nota de vinte reais o mais rápido que pode e saiu correndo.

Aqueles não eram meus amigos. Eles não eram do exército. Eu não era do exército. Nem mesmo eu ou eles tinham armas consigo. Eu apenas usei e abusei de uma coisa chamada honestidade e generosidade seletiva. Mostrei-o que as chances estavam contra ele, e lhe dei uma saída como se eu fosse uma pessoa generosa.

Posso ter sido roubado e perdido vinte reais, mas poderia ter perdido muito mais. Por isso, lembrem-se:

USE A HONESTIDADE E A GENEROSIDADE SELETIVAS PARA DESARMAR A SUA VÍTIMA

terça-feira, 22 de novembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Décima Primeira Lei

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- Chefe, roubaram o meu carro e não sei o que fazer! Estou sem dinheiro e ainda isso me acontece? Era uma das poucas coisas que tinha no meu nome e agora se foi!

Foi assim, que o meu subordinado me interrompeu enquanto estava almoçando no restaurante ao lado da empresa onde trabalhava. Olhei para ele e disse:

- Acalme-se, vou ver o que posso fazer. Vá para a firma e fique lá, diga ao chefe que irei me atrasar para voltar ao serviço.

Terminei o meu macarrão ao pesto e a minha taça de vinho mais rápido do que gostaria, afinal, o sabor da comida daquele lugar era divino. Paguei a conta e fui para a calçada. Peguei meu telefone e comecei a passar por alguns números conhecidos na agenda, e puxando da memória, lembrei de alguns favores que deviam a mim.

Acabei por ligar para um conhecido que ajudei a conseguir emprego em um desmanche de carros na cidade. O trabalho era cansativo, mas para quem está descansado por não haver emprego, era sombra e água fresca. Dei as características do carro e pedi para ele verificar se conseguia rastrear com os contatos que ele tinha. Em menos de meia hora, ele me retornou dizendo onde o carro estava. Pedi o endereço, e dei as informações para o meu subordinado.

Não sei o que ele fez, mas conseguiu o carro dele de volta. Não é problema meu também ter o conhecimento do que ele fez para conseguir o carro de volta, a única coisa que é importante e que deixei claro a ele, é que ele me devia um favor. Simples como a chuva que cai do céu.

Muitos me chamam de vigarista ou ainda de trambiqueiro, somente porque cobro meus favores. O interessante é que quando a recíproca é verdadeira, eles não se chamam desses adjetivos impostos a mim. 

Eu? Sou apenas uma pessoa que gosta das coisas corretas. Se eu faço um favor para você, você faz um favor para mim, e assim podemos viver em paz e tranquilidade, afinal, todos conhecemos pessoas que conhecem pessoas que podem ser interessantes para nós.

Por isso:

APRENDA A MANTER AS PESSOAS DEPENDENTES DE VOCÊ