Uma vez estagiário, sempre estagiário.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Décima Quarta Lei

Escrito por with 1 comentário
Sempre me dei bem com todas as pessoas, tanto que o meu apelido acabou sendo "Vereador", porque onde eu ia, todos me conheciam.

Não fazia isso por segundas intenções ou porque gostava de aparecer, mas simplesmente porque acreditava que devemos sempre mostrar a nossa melhor face, até que se prove o contrário.

O problema é quando alguém me provava o contrário.
Na última sexta-feira, cheguei no bar em que sempre ia após o expediente para dar a relaxada do dia. Como faço sempre, entrei, cumprimentei a todos, pedi a minha cerveja e sentei na minha mesa com alguns amigos, quando um deles veio e me falou:

- Por que você conversa com o Paulo?

- Por que não conversaria? Ele é muito inteligente e além disso, tem uma ótima didática para explicar os pontos de vista dele.

- Mas ele odeia você.

- E?

- Ele vai tentar te apunhalar um dia.

- E?

- E você não tem medo disso?

- Fernando, deixa eu te contar uma coisa. Eu conheço a mulher dele, os filhos dele, sei onde ele mora, quais os problemas que ele tem com a família, amigos, parentes e até no serviço. O chefe dele é amigo muito próximo do meu. Ele não gosta do chefe dele, já eu, tenho um forte laço de amizade com o meu. Sei onde ele leva o carro dele, e conheço todos os mecânicos, além do fato de saber tudo sobre a rotina dele. Não, ele não disse nada disso... Mas as pessoas falam. E sim, eu sei que ele pode tentar me apunhalar. Na verdade, ele já está tramando algo. Não sei ao certo, vamos deixar para descobrir na hora, ou se alguém me contar.

- Como você sabe disso tudo?

- Porque sou amigo de todos, e inimigo de ninguém. Mas isso não quer dizer que todos sejam meus amigos, e eu não tenha inimigos.

Conhecimento é a chave do poder, se você sabe tudo de uma pessoa, ela nunca fará nada contra você, porque ela sabe que se fizer, as consequências poderão ser bem piores. Portanto:

BANQUE O AMIGO. AJA COMO ESPIÃO.

As 48 Leis do Poder - Décima Terceira Lei

Escrito por with 4 comentários
O casamento já estava marcado, eu e minha mulher éramos, de longe, os noivos mais felizes na nossa roda de amigos. Porém, havia algo que estava consumindo nossos pensamentos...
Onde iríamos morar?

Já tínhamos visto algumas casas e nenhuma delas nos agradou. Isso foi tirando um pouco do entusiamo do nosso noivado, e eu comecei a ficar preocupado. Em um final de semana, dei a mim mesmo a meta de arrumar uma casa para morarmos.

Foi então que lembrei de um antigo amigo que estava trabalhando na maior imobiliária da cidade, mas já havia um tempo que não conversávamos. Apesar disso decidi ligar para ele.

- Imobiliária.


- Fernando?


- Sim.


- Aqui quem fala é o João, estudei com você no colegial.


- Poxa João! Quanto tempo. Como está?


- Estou bem, mas um pouco preocupado, pois noivei faz pouco tempo e não consigo encontrar um bom lugar para morar.


- Hum... - Nesse momento eu senti em sua voz que ele entendeu o motivo da ligação - E o que eu posso fazer por você?


- Estávamos pensando se você poderia nos ajudar, já que trabalha ai na imobiliária.


- Vou ver o que posso fazer.


A conversa poderia acabar aqui, entretanto, meus amigos, aprendam que nunca se deve apelar para a misericórdia de alguém, ou gratidão, mas sim para o egoísmo.


- Fernando... Quanto você ganha de comissão para cada casa vendida?


- 0.5% do valor da casa. Por que?


- Se você conseguir encontrar uma casa boa para mim e para minha noiva, triplico essa sua comissão, por fora logicamente, como um agradecimento pelo seu serviços.


- Que isso cara, não precisa disso.


- Não precisa mas é o que irei fazer. Veja o que pode fazer para nós, que eu garanto o seu pagamento.


Minha noiva tinha ligado no mesmo dia para a mesmo imobiliária. Foi necessário menos de um dia para meu antigo amigo, nos levar em três casas, em boas localizações, construídas a pouco tempo e que tinham preços bem interessantes. Em menos de quatro dias fechamos com ele, tempo necessário para a vendedora que a minha mulher ligou, retornar a ligação dizendo que só havia dois apartamentos na periferia da cidade com preços acima do valor de mercado

.
A ganância e o egoísmo são as únicas duas coisas que você precisa apelar para uma pessoa, para conseguir o máximo dela. Nunca apele para a gratidão ou misericórdia, pois SE receber algo, será assim como o seu pedido, algo miserável. As pessoas são movidas por motivos egoístas, nunca por motivos altruístas, lembre-se sempre disso.


AO PEDIR AJUDA, APELE PARA O EGOÍSMO DAS PESSOAS, JAMAIS PARA A SUA MISERICÓRDIA OU GRATIDÃO

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Décima Segunda Lei

Escrito por with 3 comentários

Estava no posto de gasolina tomando um cerveja, enquanto deixava o tempo passar. Já era tarde da noite, e tinha mais algumas pessoas ao meu lado onde estava bebendo, quando fui ao banheiro para liberar as outras três cervejas que já havia bebido.

Ao passar por trás do posto, fui surpreendido por um bandido com uma faca que me parou e ordenou:
- Me passa dinheiro e celular, agora!

Eu olhei para ele, percebi que estava ansioso pois provavelmente era seu primeiro roubo. Na minha carteira havia mais de cem reais e o meu celular era muito importante para ser dado de mão beijada, não pelo seu preço, que para mim era irrisório, mas pelos contatos que estavam guardados ali.

- Amigo, está vendo aquela turma que está bebendo ali na frente do posto? Então, são amigos meus do quartel de Bragança, dois cabos e um soldado, além das duas sargentos que estão lá. Todos muito bem armados, assim como eu estou. Vou fazer o seguinte... Peguei bem devagar a minha carteira, tirei vinte reais e entreguei a ele.

- Vamos fazer assim, lhe darei vinte reais, e você some daqui, ou você tenta com esta faca me roubar e chamo por socorro deles caso não consiga pegar minha arma. A escolha é sua.

Eu sentia o medo e o desespero na cara do novato meliante. Ele retirou da minha mão a nota de vinte reais o mais rápido que pode e saiu correndo.

Aqueles não eram meus amigos. Eles não eram do exército. Eu não era do exército. Nem mesmo eu ou eles tinham armas consigo. Eu apenas usei e abusei de uma coisa chamada honestidade e generosidade seletiva. Mostrei-o que as chances estavam contra ele, e lhe dei uma saída como se eu fosse uma pessoa generosa.

Posso ter sido roubado e perdido vinte reais, mas poderia ter perdido muito mais. Por isso, lembrem-se:

USE A HONESTIDADE E A GENEROSIDADE SELETIVAS PARA DESARMAR A SUA VÍTIMA

terça-feira, 22 de novembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Décima Primeira Lei

Escrito por with 1 comentário

- Chefe, roubaram o meu carro e não sei o que fazer! Estou sem dinheiro e ainda isso me acontece? Era uma das poucas coisas que tinha no meu nome e agora se foi!

Foi assim, que o meu subordinado me interrompeu enquanto estava almoçando no restaurante ao lado da empresa onde trabalhava. Olhei para ele e disse:

- Acalme-se, vou ver o que posso fazer. Vá para a firma e fique lá, diga ao chefe que irei me atrasar para voltar ao serviço.

Terminei o meu macarrão ao pesto e a minha taça de vinho mais rápido do que gostaria, afinal, o sabor da comida daquele lugar era divino. Paguei a conta e fui para a calçada. Peguei meu telefone e comecei a passar por alguns números conhecidos na agenda, e puxando da memória, lembrei de alguns favores que deviam a mim.

Acabei por ligar para um conhecido que ajudei a conseguir emprego em um desmanche de carros na cidade. O trabalho era cansativo, mas para quem está descansado por não haver emprego, era sombra e água fresca. Dei as características do carro e pedi para ele verificar se conseguia rastrear com os contatos que ele tinha. Em menos de meia hora, ele me retornou dizendo onde o carro estava. Pedi o endereço, e dei as informações para o meu subordinado.

Não sei o que ele fez, mas conseguiu o carro dele de volta. Não é problema meu também ter o conhecimento do que ele fez para conseguir o carro de volta, a única coisa que é importante e que deixei claro a ele, é que ele me devia um favor. Simples como a chuva que cai do céu.

Muitos me chamam de vigarista ou ainda de trambiqueiro, somente porque cobro meus favores. O interessante é que quando a recíproca é verdadeira, eles não se chamam desses adjetivos impostos a mim. 

Eu? Sou apenas uma pessoa que gosta das coisas corretas. Se eu faço um favor para você, você faz um favor para mim, e assim podemos viver em paz e tranquilidade, afinal, todos conhecemos pessoas que conhecem pessoas que podem ser interessantes para nós.

Por isso:

APRENDA A MANTER AS PESSOAS DEPENDENTES DE VOCÊ

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Décima Lei

Escrito por with 2 comentários
Era a mulher mais linda daquela festa. Brilhava tanto que era impossível não parar o olhar quando os olhos encontravam seu corpo. Fui até ela pedi seu telefone e após um bate papo descontraído, iniciamos um excelente relacionamento que perdurou até agora.

Ela era como uma rosa de um vermelho brilhante no meio de um jardim florido, que chamaria a atenção de qualquer pessoa que passasse no jardim. Mas assim como todas as flores, ela começou a murchar.


Não sei o que foi, mas ela se tornou fria, amargurada, e infeliz. Parecia que nada a fazia sair daquele sentimento de depressão e angustia. Juro que tentei de tudo e fiquei ao seu lado pelo tempo que consegui, mas chegou um momento em que senti o peso da sua aura negra. Ela exalava sentimentos tão pesados e negativos que comecei a sentir isso em mim.


Acordava sem vontade de viver, sem motivos para trabalhar todos os dias, como eu era a alguns anos atrás. Percebi que a minha vida não ia pra frente e que ela realmente era a minha âncora.


Não queria, mas tive que enxergar e aceitar a realidade, de que ela tinha que ir. Disse a ela que estava tentando ajudá-la, que queria tirá-la daquele jeito, mas ela só dizia que era feliz àquele modo. Ela gostava de se sentir para baixo, e esbravejar as suas vitimizações, era algo que ela começou a ter prazer, assim como culpar a todos a sua volta por conta da vida difícil que levava, e das marés de azar que estava mergulhada até o pescoço.


Chegou ao ponto de olhar para mim e dizer:


- Eu vou sair andando, e espero que você venha atrás de mim caso queira ficar comigo, ou fique ai e me deixe ir, mas nunca mais volte a me ver, falar ou sequer olhar para mim.


Ela deu um passo, e eu, como num impulso coloquei todo o peso no pé direito a fim de levantar o outro e ir em direção a ela, mas foi então que lembrei que, apesar de amá-la, ainda amo minha vida de maneira positiva.


Vi ela se distanciando, sem olhar para trás. Lembrei do seu sorriso, que fazia meses que não via, e do seu olhar cheio de vida que se apagou com o nascimento da sua amargura. É, foi difícil vê-la partir, e tenho certeza que aquela lágrima que caiu era a mais salgada de todas. Mas eu não merecia aquela negatividade em minha vida, afinal necessitava evitar o contágio da sua infelicidade e da sua onda de azar.


CONTÁGIO: EVITE O INFELIZ E AZARADO.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

As 48 Leis do Poder - Nona Lei

Escrito por with 4 comentários

Quando jovem, sempre fui o mais quieto de todos. Não gostava de me expressar através de palavras, acredito que seja pelo fato de que sempre que eu tentava dizer algo as respostas eram:

- Você é muito ingênuo.

- Você não tem capacidade.

- Você nunca irá conseguir.

- Você sonha muito alto.

- Você não sabe nada da vida.

- Você está errado.

- Você ainda não tem experiência para dizer isso.

Chegava a ser frustrante todas as vezes que eu abria a boca para dar minha opinião ou comentar sobre um determinado assunto, ou ainda apenas conversar sobre os meus objetivos de vida. O mais interessante é que todas as pessoas achavam que estavam me ajudando, cortando minhas asas, me puxando para o chão, me colocando um cabresto para seguir uma vida como a delas. Cheguei até pensar que eu deveria ser um esquizofrênico, pois vivia em um mundo que diziam não ser real.

Após uma certa idade me calei, não dizia meus objetivos, minhas reais intenções e muito menos o que gostaria, achava e queria para com a minha vida, outras pessoas ou profissionalmente. Não abria a boca para nada disso, apenas ia lá e fazia do jeito que achava correto, do jeito que achava ético, do jeito que achava moral.

Foi interessante perceber também que para cada objetivo concluído, ou alguma coisa que fazia para alguém, as pessoas ficavam cada vez mais caladas, pois não conseguiam saber qual era meu ponto final, não imaginavam qual seria o meu caminho, e consequentemente não davam as suas super dicas infalíveis de como ser uma pessoa medíocre como elas.

Hoje, posso dizer de maneira simples e objetiva, que não sou tudo aquilo que quero, mas com certeza, tenho tudo aquilo que sonhei um dia. Não sou rico, mas tenho o suficiente, sou um avô coruja, e amo minha mulher.

O ponto principal é, quem é você, e não quem você diz ser, portanto:

VENÇA POR SUAS ATITUDES, NÃO DISCUTA.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Atualização do Blog - Retirada de monetização

Escrito por with 3 comentários

Após pensar muito, retirei todos os modos de monetização que havia no blog.

O motivo é muito simples, durante os meus cinco anos aqui na blogosfera, não ganhei muita coisa em detrimento de facilidade e acessibilidade do blog. Realmente, depois de algum tempo, percebi que o custo benefício não vale a pena, e realmente, escrevo aqui no blog porque gosto e não para ganhar dinheiro.

Então, a partir de hoje, o blog está mais clean e sem sujeira de anúncios.

Uta!

As 48 Leis do Poder - Oitava Lei

Escrito por with Sem comentários

Foi na festa de gala que encontrei os três irmãos mais poderosos da cidade. Estava lá a convite de uma amiga, também da alta sociedade, que estava sem nenhuma companhia para jantar aquele diaEu apenas os conheci pelo fato de estarem rodeados de pessoas importantes, e também eram os únicos que tinham em cada braço uma elegante mulher.


Sentados a mesa no meio do grande salão, pude vê-los entrando e se acomodando nos assentos mais próximos ao palco, onde a banda estava tocando as músicas do Junior Kimbrough, aquele blues melódico que só pode ser apreciado por poucas pessoas.

Na hora que Tom, o mais novo deles, foi ao bar, pedi licença a minha companheira daquela noite e fui até lá, onde ele estava sozinho, pedindo um drink que era tão doce quanto o perfume que usava.

- As Torres Philips, realmente seriam um bom investimento para uma parcela da fortuna, sua e dos seus irmãos.

- Perdoe-me, mas seriam?

- Sim, acredito que vocês estão sabendo que o empreendimento está pegando uma parcela da área de reserva natural, e que isso muito provavelmente irá dar certos problemas para a continuidade das obras.

- Hahahaha! Meu amigo, o que o dinheiro não pode comprar?

- Uma reserva da cidade vizinha, que está na mão do Gerentão Marcel?

Ele engasgou com o drink, afinal, o único cara incorruptível da região era o Prefeito Marcel, também apelidado de Gerentão.

- Como você sabe de tudo isso?

- Sou um investidor, além de consultor - dei a ele o meu cartão -, venha a meu escritório qualquer dia, se vocês ainda não assinaram os papéis, posso ver alguns outros empreendimentos que possam dar lucros mais certos a vocês.

Eu, um simples investidor e fascinado por investimentos na construção civil, consegui fazer com que os três mais poderosos da cidade fossem até o meu escritório. Eles fecharam não apenas um mais dezenas de investimentos que deram a eles milhares de milhões, e a mim, apenas algumas unidades de milhão.

Entenda, que não adianta se você tem dinheiro, se você possui um patrimônio maior que qualquer outra pessoa da sua cidade, você tem o poder quando tem o conhecimento e faz com que a pessoa venha até você para buscar isso.

Portanto:

FAÇA AS PESSOAS VIREM ATÉ VOCÊ - USE UMA ISCA, SE FOR PRECISO

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

As 48 Leis do Poder - Sétima Lei

Escrito por with 3 comentários
Quando tinha minha pouca idade, trabalhando de lavador de pratos, na cozinha do restaurante do italiano e sempre ficava irritado com o Nono, o chefe de cozinha.

Trabalhávamos feito condenados, ouvindo berros e chingos todos os dias, e no final, quando algum cliente vinha dar os parabéns, ele recebia todo o crédito; poucas eram as vezes que ele comentava algo conosco.

Lentamente fui subindo de cargo na cozinha. De lavador de pratos cheguei ao cargo de açougueiro, depois de Garde Manager, e quando estava como Sous Chef, Nono teve uma febre muito forte e não foi trabalhar.

Como era o segundo no comando, fiquei encarregado de toda a cozinha. Chamei todos e comentei:

- Hoje, como Nono não está, vamos fazer diferente. Não vou gritar com vocês, muito menos usar palavras de baixo calão. Vamos fazer as coisas como uma equipe, assim, vamos ter um ambiente melhor para se trabalhar.

Foram necessários trinta minutos de cozinha aberta para o caos se iniciar. Os molhos estavam salgados demais, as carnes cruas, o acompanhamento não estava cortado proporcionalmente e os risotos e massas poderiam facilmente substituir massa e tijolo na construção civil. Não entendi o por quê aquilo estava ocorrendo, e comecei a ficar preocupado. Não soltava nenhum dos pedidos por conta da comida estar nojenta e repugnante.

Após tentar insistentemente conversar educadamente com todos durante os próximos trinta minutos, perdi a paciência:

- Vão a merda todos vocês! Como conseguem soltar um produto que não tem qualidade nem para ser dado para os famintos na rua? Vocês tem cinco minutos para soltar pratos para serem dignos ao paladar e aos olhos dos clientes, se não fecho essa merda de restaurante e peço ao Nono que despeça a todos!

Em três minutos todos os pratos estavam sendo servidos pelos garçons com um padrão de qualidade melhor do que os feito por Nono. Foi então que entendi o real trabalho de um chefe. Fazer com que todos trabalhem sob pressão ao ponto de não errarem e não terem tempo para errar. E quando me chamaram para me dar os parabéns pelo serviço, entendi que realmente os parabéns eram para o chefe, pois se não fosse ele, a comida de cachorro seria mais apetitosa do que a que sairia da cozinha.

Portanto:

FAÇA COM QUE OS OUTROS TRABALHAREM POR VOCÊ MAS SEMPRE FIQUE COM O CRÉDITO

terça-feira, 18 de outubro de 2016

As 48 Leis do Poder - Sexta Lei

Escrito por with 4 comentários
Já ouvi diversas vezes a expressão:


"O que traz valor, é a escassez".



Nunca entendi a ideia por trás dessa frase quando aplicado a pessoas. Imaginava, que eu já era escasso, afinal, sou único neste mundo. Pois foram com os meus vinte e poucos anos que entendi que eu era apenas mais um. Me vestia como todo mundo, conversava igual a todo mundo, andava, falava, comentava, tinha visões iguais a todos. É lógico que, algumas peculiaridades eram diferentes, mas o contexto geral era igual. Foi então que decidi que gostaria de ser escasso.



Trabalhei duro durante quase um ano e quando tirei minhas férias, joguei fora todo o meu guarda roupa. Comprei mais de trinta livros desde comportamento e auto ajuda, até investimentos e astrofísica. Cortei o cabelo, fui ao supermercado e comprei todos os ingredientes necessários para fazer uma bruschetta, um macarrão à carbonara, e um licor de trufas amargas, mesmo não sabendo se tinha outros tipos de trufas e nem ao menos sabendo pronunciar corretamente as duas palavras italianas.



Mudei minha postura ao andar, comprei um relógio para não me atrasar aos compromissos, fui ao dentista para fazer uma branqueamento nos dentes, e até mesmo ao dermatologista fazer limpeza de pele.



Quando voltei ao trabalho, disseram que era outra pessoa, afinal, EU BRILHAVA. As pessoas comentavam que eu intimidava elas, apenas pelo jeito de falar, curto e com educação.
"Sim, será feito.", "Não, infelizmente não posso fazer.", "É possível, mas são várias as variáveis impactantes."



Sobressai tanto, que a minha escassez começou a ser cobiçada, a intempérie que não havia previsto é que a cobiça veio acompanhada de inveja por alguns.



Mas a questão é que hoje, sendo escasso, percebo o meu real valor, quem realmente eu sou. Quando se é escasso, você brilha, como ouro ou pérolas sobre uma pele de uma mulher no meio de uma multidão. São tão escassas que nada brilha mais que aquilo. Portanto meus amigos:



CHAME A ATENÇÃO A QUALQUER PREÇO